Vitória Épica de Gilbert na Flandres

Pavé, furos, quedas, ataques, fugas e um ataque épico no Oude Kwaremont marcaram esta edição da Volta a Flandres.

Vitória Épica de Gilbert na Flandres
Foi assim que Philippe Gilbert cruzou a meta na 101ª edição da Volta a Flandres // Fonte: Getty Images

Philippe Gilbert ganhou de uma forma espetacular a 101ª edição da Volta a Flandres, e que corrida foi esta! A Volta a Flandres de 2017 vai ficar marcada para sempre na História do ciclismo como uma das clássicas mais espetaculares de sempre!

O belga, de 34 anos, vinha para esta corrida como segundo líder da QuickStep Floors, pois o objetivo era ajudar Boonen, na sua despedida da Volta a Flandres, a vencer a sua 4ª Flandres e tornar-se o recordista desta corrida. O plano da equipa era fácil: atacar! E foi isso que fizeram. O Kapelmuur, que já tantas vezes decidiu esta corrida, voltou a estar presente, mas desta vez a 100km da meta foi o momento do ataque da equipa belga, com Tom Boonen a liderar o ataque e a levar consigo Gilbert e Trentin, deixando para trás ciclistas como Sagan e Avermaet. Tudo estava a correr como planeado para a QuickStep: os seus principais corredores estavam na frente, com um grupo forte e disposto a trabalhar para aumentar a vantagem. A 55km da meta, no Oude Kwaremont, Gilbert fez o ataque decisivo que deixou toda a gente para trás, conseguiu uma vantagem de cerca de um minuto e durante 50km essa vantagem nunca variou muito.

Que ataque épico de Philippe Gilbert! Numa corrida de 260km, entrar na fuga a 95km do fim e apostar numa fuga a solo a 55km da meta, já por si é de louvar, mas juntar toda esta coragem e ambição à vitória de uma das clássicas mais exigentes do calendário velocipédico, não só é de louvar como se tornou épico. Foi uma das maiores vitórias da carreira do antigo campeão do mundo e um dos domingos mais bem passados para os amantes de ciclismo! Fantástico! Chapeau Gilbert!

Os próximos objetivos do belga passam pelo Paris-Roubaix, no próximo domingo, e pela sua ‘Terra Prometida’, a Semana das Ardenas.

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