E agora Quintana?

O Colombiano vinha para este ano de 2017 com ambições muito elevadas, e tinha em mente fazer algo que não é feito desde 1998.

E agora Quintana?
O primeiro grande objetivo do ano foi falhado // Fonte: VeloNews

Depois da vitória na Vuelta 2016, Nairo Quintana admitiu que em 2017 iria tentar a dobradinha Giro-Tour, algo que não é conseguido desde 1998, feito alcançado por Marco Pantani. A garantia que temos é que já não vai ser este ano que esse feito vai voltar a acontecer, pois quem tinha esse objetivo era Quintana e o colombiano perdeu o Giro para Tom Dumoulin. Agora questionamos: e agora Nairo? Como vais salvar esta época?

A dobradinha Giro-Tour é dos feitos mais difíceis do ciclismo, principalmente nestes últimos anos, pois agora apenas um mês separa as duas competições. Apenas sete ciclistas o conseguiram fazer, vejam bem estes nomes: Fausto Coppi, Jacques Anquetil, Eddy Merckx, Bernard Hinault, Stephen Roche, Miguel Indurain e Marco Pantani. É verdade que havia mais tempo de diferença entre as duas provas comparando com a atualidade, mas isso não tira o mérito (é impossível tirar mérito no quer que seja a estes ciclistas).

Nairo Quintana submeteu-se a este desafio, muito por causa desta edição do Giro ser o Centenário, e isso convenceu o colombiano. Na primeira etapa de alta montanha deste Giro, na chegada em alto ao Blockhaus, Quintana foi o mais forte, por larga margem, e a partir toda a gente pensou que o colombiano poderia começar a gerir o seu esforço porque o resto da competição italiana eram favas contadas. Pois bem se enganaram! O Quintana desta Volta a Itália está muito longe do melhor Quintana. Estava a guardar-se para o Tour? Se estava fez mal, porque foi surpreendido e acabou por perder o Giro para Tom Dumoulin e o objetivo deste ano, a famosa dobradinha, foi por água abaixo.

Já com o Giro atrás das costas, é hora de se concentrar no Tour, e aí vai encontrar a melhor equipa do mundo, liderada pelo melhor voltista dos últimos anos, a Sky e Chris Froome. O objetivo de Froome, ao contrário de Quintana é, e sempre foi, único – conquistar pela quarta vez a Volta a França. O colombiano vai chegar a França já com uma prova de 21 dias nas pernas, e isso pode não se notar nas primeiras duas semanas, e até o pode beneficiar, mas na terceira semana, aí é que pode estar o abismo à espera de Quintana, com Froome e Contador no pico e o colombiano a sentir o pesar do Giro.

Será que Quintana vai surpreender, sim, porque se ganhar o Tour vai ser uma surpresa, e bater toda a gente em França e salvar a sua época? Ou no fim do tour vou estar a escrever que esta época de Nairo Quintana foi uma completa desilusão? Só nos resta esperar e ver, falta pouco mais de um mês para o espetáculo começar.   

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