Recordar: Campeonatos do Mundo de Contra-Relógio 2017

Continuamos com o rescaldo da época de ciclismo e hoje recordamos as provas de contra-relógio dos campeonatos do mundo de Bergen.

Recordar: Campeonatos do Mundo de Contra-Relógio 2017
Tom Dumoulin tornou-se pela primeira vez campeão do mundo de contra-relógio // Fonte: Cycling Weekly

Tom Dumoulin, ciclista da Team Sunweb, comprovou o seu favoritismo e conquistou o título de campeão do mundo de contra-relógio pela primeira vez na sua carreira. O ‘Holandês Voador’ completou o difícil percurso de Bergen em 44 minutos e 41 segundos. Primoz Roglic demorou mais 57 segundos e ficou com a prata. Chris Froome fechou o pódio, com mais 1.21’ do que o vencedor. O ‘nosso’ Nélson Oliveira cumpriu os 31km em 46 minutos e 9 segundos, ficando com o 4º posto, a apenas 7 segundos de uma inédita medalha.

Os nossos destaques positivos desta corrida são Nélson Oliveira e Jan Tratnik. O português voou pelas estradas norueguesas e bateu-se com os melhores, ficando muito perto de uma medalha. O esloveno fechou no 10º posto e esteve sentado durante muito tempo no ‘trono’, ficou à frente de homens como Castroviejo, Jungels ou Nicolas Roche.

Pela negativa, Tony Martin foi quem mais desiludiu. O alemão era o campeão em título e tinha condições para fazer muito mais do que um 9º lugar. O dia também não correu bem a Castroviejo, bronze do ano passado, e a Campanaerts, campeão europeu em título.

Na contra-relógio feminino, Annemiek Van Vleuten mostra, de novo, que está a viver um ano de sonho e conquistou o ouro, percorrendo o percurso em 28 minutos e 50 segundos, 12 segundos mais rápido do que a sua compatriota Anna Van der Breggen. Katrin Garfoot fechou o pódio, gastando mais 19 segundos que a holandesa da Orica – Scott.

Mikkel Bjerg, de apenas 18 anos, é o novo campeão do mundo de contra-relógio no escalão de sub-23. O dinamarquês pulverizou toda a concorrência com um tempo bombástico de 47 minutos e 6 segundos. Quem mais se aproximou foi Brandon McNulty, que ficou a 1:05’ do vencedor. O francês Corentin Ermenault fechou no terceiro posto e levou o bronze para casa. O único português em prova foi Ivo Oliveira, que terminou na 21ª posição, a 2:39’ do vencedor. Nota-se que a adaptação à estrada está a correr bem e que daqui para a frente só vamos ver mais e melhor do jovem português.

Em juniores, Thomas Pidcock fez jus aos seus pergaminhos e arrecadou a medalha de outro e o arco-íris. O jovem britânico concluiu os cerca de 21km em 28 minutos e 2 segundos, 12 e 13 segundos mais rápido do que Antonio Puppio e Filip Maciejuk.

Na vertente por equipas a grande dominadora foi a Team Sunweb, que levou o ouro quer em masculinos quer em femininos. No que toca à corrida masculina, pode dizer-se que esta vitória dos holandeses foi uma ‘meia-surpresa’, pois a Sunweb tinha uma equipa cheia de capacidade para este esforço, mas o domínio desta vertente tem sido da BMC e da Quick-Step, que ganharam as 5 edições desde que o contra-relógio por equipas voltou aos campeonatos do mundo, em 2012. A BMC fez segundo a apenas 8 segundos e a Sky fechou o pódio com mais 22 segundos gastos.

Na corrida feminina, Ellen Vin Dijk liderou a sua nova equipa à conquista do ouro, depois de ter feito o mesmo o ano passado, na Boels – Dolmans Cycling Team.