Liga dos Campeões: Real Madrid sem Ronaldo empata em Inglaterra, num duelo de craques

Com Cristiano na bancada, o Real Madrid empatou a zero em Manchester frente ao City na 1ª mão da meia-final da Liga dos sonhos, ficando tudo por decidir dentro de uma semana na capital espanhola, num duelo que se prevê arrepiante como só a Champions pode proporcionar.

Liga dos Campeões: Real Madrid sem Ronaldo empata em Inglaterra,  num duelo de craques
Empate a 0 na 1ª mão da meia-final da Champions entre Manchester City e Real Madrid | Fonte: facebook oficial do Real Madrid CF

Antes do jogo de Manchester chegou a notícia: Cristiano Ronaldo estava fora do duelo diante o City! Com Lucas no seu lugar, o Real foi mais forte e o 0-0 foi enganador principalmente pela 2ª parte incrível dos merengues. O luso Pepe desperdiçou a melhor chance do jogo mais ainda assim o empate favorece os blancos para tentarem derrubar a estrelada equipa do City na 2ª mão da meia-final da competição mais empolgante do mundo do futebol.

Primeira parte: um longo bocejo sem oportunidade de golo

O Estádio Etihad vestiu-se a rigor para o partidazo entre Manchester City e Real Madrid. Para Zidane, a festa da Champions começou mal com a impossibilidade de incluir Cristiano no 11 inicial. O luso ficou na bancada e para o seu lugar o técnico blanco colocou Lucas. O ambiente esteve arrepiante e foi com equilíbrio que ingleses e espanhóis jogaram os primeiros minutos. Apesar do equilíbrio, foi o Real a imprimir maior caudal ofensivo com Benzema a iniciar o duelo de forma inspirada. Do lado dos citezens, Aguero tentou responder mas Pepe mostrou estar à altura do craque argentino. Nesta fase inicial, os dois emblemas respeitaram-se mutuamente e os duelos a meio-campo foram uma constante com foco para os lutadores, Fernandinho e Casemiro. Os guardiões Joe Hart e Navas foram meros espectadores nos 20 minutos iniciais, facto que denunciava marcações defensivas apertadas das duas equipas sem se registar qualquer tiro perigoso. O duelo táctico esteve intenso e o 0-0 justificava-se perfeitamente. Ao minuto 26, Otamendi protagonizou o 1º esboço de remate na partida, mas a direcção foi deficiente. Com o passar dos minutos, o City ia assumindo as rédeas do jogo e De Bruyne foi um quebra cabeças para os merengues obrigando Pepe e Sérgio Ramos a faltas ríspidas. Apesar do domínio, as oportunidades de golo insistiam em não surgir. Em cima do intervalo, o City sofreu uma contrariedade enorme com a lesão de David Silva, mas o domínio territorial permanecia do lado inglês. A 1ª etapa resumiu totalmente o receio inerente a uma meia-final da Champions com duas equipas muito cautelosas. O City teve mais posse de bola mas o jogo demasiado táctico retirou beleza técnica ao jogo e remates pura e simplesmente nem existiram. No Real, Bale e Benzema bem tentaram mas notou-se a ausência do C de Cristiano para compôr a tripla. No City, De Bruyne e Aguero mostraram alguns pormenores de classe mas sem a chama esperada. O 0-0 justificou-se na totalidade, resultado que ainda assim beneficia mais as ambições do Real.

Segunda parte: domínio Real, Joe Hart herói

No regresso dos balneários a surpresa chegou: Benzema foi tomar banho mais cedo. O francês ressentiu-se da lesão sofrida no sábado e Jesé entrou para ser a referência do ataque. Com o esférico no relvado, o Real Madrid entrou forte e na sequência de um canto Sérgio Ramos teve cabeça para se antecipar aos citezens, mas Joe Hart segurou o empate. O futebol merengue estava mais pressionante e o ataque blanco surpreendeu o City. A intensidade de jogo do Real asfixiou o City mas faltava aquele último passe para finalizar as jogadas que Kroos e Bale construíram. Sem espaço para penetrar, o Real optou por apostar na meia distância com Kroos a atirar ligeiramente ao lado. A festa da Champions esteve muito mais estrelada na 2ª parte com maior foco para a ambição de Zidane em subir as linhas para procurar o golo fora de portas. A meio da segunda parte, relevo para o lance mais bonito do jogo até então: numa incursão rápida pela direita, Carvajal cruzou tenso e encontrou Jesé que cabeceou com intenção levando a bola a embater na barra. Pouco depois, foi Modric a tentar a sorte do meio da rua levando a bola a passar perto do poste. Os madrilenos dominaram por completo e Bale ficou a centímetros de festejar depois de uma bomba potente. O City perdeu fulgor com a saída de David Silva no sentido em que De Bruyne teve de se reposicionar no xadrez perdendo a liberdade táctica que tantas dores de cabeça causaram à defesa do Real na 1ª parte. Na marcação de um canto, Hart vestiu a capa de herói e evitou um golo quase certo de Sérgio Ramos. O sufoco merengue assustou os citezens e foi novamente de canto que o Real ficou perto do tento. O luso Pepe estava na cara do golo mas Hart foi uma vez mais gigante tapando extraordinariamente o ângulo ao central blanco à passagem do minuto 80. Pepe perdeu nesta fase a chance mais clara para marcar e o City pode agradecer ao melhor em campo, Hart ter mantido a baliza a zero. O Real mostrou ter sido a equipa mais ambiciosa em campo e mesmo sem CR7 dominou totalmente a 2ª parte, ficando a dever a si mesmo ter saído de Inglaterra sem festejar qualquer tento. Antes do apito final, De Bruyne teve nos pés a única oportunidade do jogo para o City ao marcar um livre soberbo que Navas susteve para canto com toda a qualidade. O juiz da partida terminou logo a seguir com a 1ª mão da meia-final da prova milionária e o 0-0 manteve-se no placar. As decisões da eliminatória estão reservadas para Madrid sendo este resultado mais vantajoso para os blancos que poderão puxar dos galões para mostrar perante o seu público que o Real é superior. Na Champions tudo pode acontece e espera-se uma 2ª mão empolgante como só a Champions pode proporcionar.