Portugal x Noruega: para quebrar o gelo

Portugal venceu, esta noite a seleção da Noruega. Apesar da exibição não ter sido extraordinária a seleção foi igual a si mesmo: serena, organizada e eficaz (os ingredientes que fazem um campeão). Sem Ronaldo, Quaresma brilhou e ainda houve tempo para golos de Raphäel Guerreiro e do capitão Éder!

Portugal x Noruega: para quebrar o gelo
Portugal quebrou o gelo | Foto: Fpf.pt

A Noruega, não sendo a Islândia, provou hoje que as seleções escandinávias já não são só o jogo direto de centrais altos para pontas de lança altos. Hoje, os norugueses, equilibraram a partida até ao nível da posse de bola, mas a maior qualidade individual dos portugueses acabou por ser decisivo.

O mágico do Norte

Não se esperava uma entrada particularmente forte de nenhuma das eqiupas e foi assim que o jogo começou: lento e expectante mas havia em campo alguém com capacidade para alterar essa toada. À passagem do primeiro quarto de hora de jogo, Quaresma recebe a bola na esquerda, tira um adversário do caminho e, ainda fora de área, atira em jeito para um golaço que levantou o  Estádio do Dragão. 

Quaresma foi o homem do jogo esta noite | Foto : Lusa
Quaresma foi o homem do jogo esta noite | Foto : Lusa

Depois do golo de Quaresma o jogo ficou mais interessante. Do lado da seleção portuguesa, havia grande mobilidade entre os dois médios que jogavam à frente de William Carvalho (André Gomes e  João Mário) e Quaresma. Era entre as linhas defensiva e média da Noruega que estes jogadores apareciam e, quase sempre a partir da ala e criando situações de cruzamento, Éder esteve mesmo perto de marcar uma vez, depois de um cruzamento da direita de João Mário.

Já do lado da Noruega, o perigo estava claramente em Josua King, um jogador que passou pela formação do Manchester United e que, neste momento, joga no Bournemouth da Premier League. O avançado, que jogou a falso 9 e solto na frente, não dava nunca nenhuma boa dividada e que acabou por, durante todo o jogo travar um duelo interessante com Anthony Lopes.

Trocas, melhorias e golos

Na segunda parte, o jogo de Portugal foi altamente influenciado pelas substituições de Fernando Santos. Com a equipa mais fresca, a qualidade de jogo apareceu aos poucos (no fundo, um pouco como nos primeiros 21 minutos). Raphael Guerreiro, numa grande execuação apontou o segundo golo de livre direto e Éder (que capitaneou a seleção depois da saída de Ricardo Carvalho), num desvio à ponta-de-lança também não vacilou.

Guerreiro voltou a marcar ao serviço da Selecção
Guerreiro voltou a marcar ao serviço da Selecção | Foto: Lusa 

Contas feitas, mais um jogo, mais uma vitória, mais uma visão pragmática sobre o que esta seleção naccional Portuguesa versão Euro 2016. Portugal pode não ser o campeão da exuberância mas tem experiência e qualidade individual que, em França, podem fazer a diferença