Euro 2016: análise aos 3 sectores da Alemanha

Analise aqui o desempenho dos elementos da defesa, do meio-campo e do ataque germânico, nesta edição do Euro 2016.

Euro 2016: análise aos 3 sectores da Alemanha
Joachim Low com os seus jogadores durante um treino da seleção alemã, esta terça-feira.

Três vitórias, dois empates e um passo para a final: eis a atual situação alemã no Euro 2016. Para chegar à derradeira partida, em Saint-Denis, a seleção orientada por Joachim Low terá, primeiro, de vencer a França, esta quinta-feira, num jogo a contar para as meias-finais. 

Decorrida já grande parte da prova, olhemos de forma resumida para o desempenho e a utilização dos vários jogadores nos sectores defensivo, intermédio e atacante da seleção germânica, até ao momento.

Defesa - apenas sofreu na marcação de um penalty

Trata-se de uma autêntica muralha, preferencialmente composta por Benedikt Höwedes, Mats Hummels, Jérôme Boateng e Jonas Hector. Nesta edição do campeonato da Europa, a Alemanha sofreu apenas um golo, mais precisamente no último jogo, frente à Itália. E se, por um lado, um único golo sofrido nos cinco jogos já disputados é, por si só, um feito notável, por outro, esta marca agiganta-se quando percebemos que a única forma de bater Neuer foi mesmo... de penalty

Na verdade, a dupla Hummels-Boateng tem sido extremamente elogiada, sendo que nem Low escapou a comentar a boa forma dos seus pupilos. «Eles têm estado muito bem defensivamente e também quando têm a posse de bola», afirmou. «Ganharam todos os duelos sempre que a bola se aproximou do ataque.», acrescentou, preferindo, contudo, não atribuir demasiada importância ao número de golos sofridos. «Os nossos adversários até agora não foram de referência. Atacamos cedo e obrigamos os adversários a fazer passes longos. Isso pode nem sempre ser possível a partir de agora. Vamos ter rivais de outra qualidade.», defendeu, ressalvando o respeito que tem pelas formações que já defrontou.

Quando confrontado com a prestação defensiva da Alemanha, Hummels explicou a boa performance da seguinte forma: «Nós defendemos muito adiantados no terreno, pressionamos cedo de forma a tentar manter os adversários longe da nossa baliza.».

De resto, dos sete golos marcados, dois foram obra dos elementos mais recuados no terreno: Mustafi, de cabeça, na sequência de um livre frente à Ucrânia, e Boateng, de pé direito, diante da Eslováquia, num remate à entrada da área, após um canto do lado esquerdo.

Meio-campo - Ozil, Khedira e Kroos em todos os jogos

É inevitável olhar para o desempenho do meio-campo daquela que era - e, contrariamente à Espanha, continua a ser - uma das formações favoritas à conquista do troféu. Neste sentido, estes três elementos são a base da estrutura da equipa alemã em campo e é sobre eles que recai grande parte da organização de jogo. No entanto, ainda que até agora tenha sido assim, é importante referir que Khedira falhará o jogo com a França, devido a uma lesão nos adutores da coxa esquerda.

Na lista dos mais utilizados do meio-campo alemão - considerando apenas o número de jogos -, estes três jogadores constituem o núcleo duro da Alemanha, participaram nas cinco partidas e estão, por isso, em primeiro. Seguem-se Schweinsteiger e Julian Draxler, com quatro e, depois, Götze e Kimmich, que partiparam em três partidas, sendo que este último tem mais minutos do que o jogador do Bayern. Note-se, ainda, que os restantes médios eleitos por Low ainda não alinharam em qualquer partida.

No que respeita aos marcadores, Draxler, Ozil e Schweinsteiger também já marcaram e contam, cada um, com um golo, até agora.

Ataque - Muller é totalista, Gómez já leva dois golos

De entre os avançados escolhidos pelo técnico alemão - Schürrle, Podolski, Muller e Gómez -, o destaque vai, naturalmente, para estes dois. O primeiro, porque alinhou em todas as partidas e é totalista (juntamente com Kroos, Ozil, Hector e Neuer) e o segundo porque é o melhor marcador da equipa, com dois golos marcados em 270 minutos de jogo.

Para além disso, os restantes dois avançados - Podolski e Schürrle  - têm tido poucas oportunidades de ajudar os colegas e de mostrar o seu valor, contando com apenas 18 e 71 minutos em campo, respectivamente.

Feito um pequeno balanço do desempenho de cada sector alemão até ao momento, resta aguardar por quinta-feira para perceber que equipa (Alemanha ou França) fará companhia a Portugal ou ao País de Gales, na final do Euro 2016. Acompanhe tudo aqui, em Vavel Portugal.