Jesús Corona: perfil do mexicano do Dragão

Não sendo uma aposta constante na formação de Sérgio Conceição, Jesús Corona, quando chamado a jogo, acaba por dinamizar e mexer com o jogo azul e branco.

Jesús Corona: perfil do mexicano do Dragão
Jesús Corona:

Tudo começou no tempo que passava a jogar futebol na rua com o irmão. Desde então o seu amor pelo futebol só crescia, e via esse amor aumentar, quando aos 15 anos tem a oportunidade de jogar, verdadeiramente, pelos juvenis do Monterrey, um clube mexicano.

Deu os primeiros passos como avançado, mas rapidamente se movimentou para as alas e, até então, é onde permanece. Tanto na ala esquerda como na direita, mas tendo preferência pelo corredor direito.

Com o passar do tempo, nomeadamente ano e meio, é chamado à equipa principal do Monterrey e lá permanece, desde 2011 a 2013, devido ao trabalho que há muito desenvolvia. Não era um avançado de muitos golos, tendo apenas marcado 2 golos em 37 partidas, mas a sua qualidade de pés sobressaísse e tornava tudo mais fácil pela utilização de ambos.

Visionou sempre palcos maiores. Queria jogar na Europa. Era o seu objetivo e vê esse objetivo concretizar-se na época 2013/2014, quando trocou a equipa mexicana pelo clube holandês, Twente. 3.5 milhões foi quanto o clube da primeira liga holandesa pagou para assegurar a contração do extremo.

Permaneceu apenas 2 anos nos Países Baixos. No primeiro ano, Corona efetuou 19 jogos, divididos pela equipa principal e as reservas do Twente e apontou 2 golos. No segundo ano, melhorou. Efetuou 33 jogos, divididos também entre a equipa principal e as reservas do Twente, onde marcou um total de 13 golos.

Este crescimento gradual torna-o num jogador cobiçado, e em 2015/2016, Jesús Corona conhece novo destino europeu. Desta vez é a cidade do Porto, para vestir a camisola azul e branca.

Os Dragões contrataram o avançado mexicano por uma verba a rondar os 10.5 milhões de euros. Assinou contrato com uma cláusula de rescisão de 50 milhões de euros. Desde a época 2015/2016 até à atual, 2017/2018, que “El tecatito” permanece na cidade invicta.
Na primeira época, realizou 35 jogos e apontou 8 golos. Uma média equivalente aquilo que tinha feito no clube passado. No entanto, nunca teve o seu lugar como assegurado, tendo sido muitas vezes substituído e até mesmo relegado para o banco de suplentes.
A época 2016/2017, foi a época em que mais vezes foi utilizado. 41 jogos, apontando 6 golos.

Na época atual, com 25 anos de idade, tal como tem sido hábito, não termina um jogo até ao fim. Ou acaba como suplente utilizado, ou inicia como titular posteriormente substituído. No entanto, há pouco tempo, completou o 100º jogo pelos azuis e brancos, onde afirmou: “É um orgulho alcançar este número de jogos pelo FC Porto e uma motivação para continuar a dar tudo nos jogos que aí vêm”, retirado da Abola.

Até ao momento, realizou um total de 33 partidas, dividas pelas várias competições que os azuis e brancos mantém frente. Liga NOS, Liga dos Campeões, Taça de Portugal e Taça da Liga. Feitos 1807 minutos, o score de golos do extremo é de 2.

Certamente, o Futebol Clube do Porto manterá o extremo mexicano, a não ser que chegue uma proposta relativamente perto da cláusula de rescisão, para que obtenha lucro, já que tem que dar 30% da venda ao clube Holandês por onde passou.

Curiosidade:

Em entrevista à revista “Dragões”, o apelido “El tecatito” surge precisamente de: “O Monterrey era patrocinado pela marca concorrente do meu apelido, Corona. Para não dizerem Corona ou Coronita passaram a chamar-me Tecatito, de Tecate. Começou assim, como uma brincadeira, mas pegou e ficou. Sou mais conhecido por Tecatito no México e por Corona na Europa.”