Rússia 2018: Nigéria

A seleção do continente africano marca presença no grupo D do Mundial.

Rússia 2018: Nigéria
Rússia 2018: Nigéria

  Depois de uma qualificação tranquila e sem grandes dificuldades, terminando em primeiro lugar do seu grupo de qualificação do continente africano, a Nigéria chega ao Mundial com a ambição de causar surpresa em solo russo, mesmo estando num grupo de grau de exigência elevado. 

  Os africanos estão inseridos no grupo D, juntamente com a Argentina, a Croácia e a Islândia. Sob o comando de Gernot Rohr, treinador experiente de 64 anos, a Nigéria organiza-se geralmente num 4-3-3 que não sofre grandes alterações durante todo o jogo. A seleção africana procura imprimir um estilo de jogo rápido e direto, tentando aproveitar a velocidade dos seus homens mais avançados. E velocidade é o que não falta aos homens do ataque da Nigéria. Ahmed Musa, Alex IwobiOdion Ighalo são dos jogadores mais talentosos mas também mais velozes nesta formação nigeriana e que geralmente exploram da melhor maneira o espaço nas costas dado pelos defesas adversários, tentando a Nigéria tirar partido de passes longos em profundidade. 

  Ora, estes mesmo passes em profundidade são possíveis graças a, sobretudo, dois jogadores com grande talento no meio-campo nigeriano. A jogar numa posição mais recuada, surge Ndidi, que assumiu um papel fundamental no Leicester esta época e que funciona tanto como um iniciador de construção de jogo ou como um verdadeiro trinco, dependendo do que o jogo precise. Mais adiantado, e visto como a estrela da equipa, aparece Obi Mikel. O antigo jogador do Chelsea é o principal responsável pelo jogo ofensivo da Nigéria e é ele quem faz os passes longos e diretos para explorar essa tal profundidade. De referir também que Victor Moses, jogador que no Chelsea joga como lateral defensivo, na Nigéria é utilizado como um extremo, sendo um dos jogadores mais perigosos da turma africana. 

  No entanto, a seleção do continente africano apresenta debilidades na sua defesa, não tendo um verdadeiro "líder" no seu quarteto defensivo, nem jogadores de referência neste setor do plantel. É, sem dúvida, daí que chegam os maiores problemas para a Nigéria que também não tem um guarda-redes que pareça capaz de se exibir a um nível elevado neste tipo de competição tão exigente. 

  A seleção nigeriana, que já recebeu mais de 3 milhões de encomendas do seu equipamento principal, apresenta os seguintes 23 convocados: 

  Guarda-redes: Ikechukwu Ezenwa (Enyimba), Daniel Akpeyi (Chippa United) e Francis Uzoho (Deportivo);

  Defesas: William Troost-Ekong (Bursaspor), Shehu Abdullahi (Bursaspor), Leon Balogun (Brighton), Kenneth Omeruo (Chelsea), Bryan Idowu (Amkar Perm), Chidozie Awaziem (FC Porto), Elderson Echiejile (Bruges) e Tyronne Ebuehi (Benfica/);

  Médios: Obi Mikel (Tianjin Teda), Ogenyi Onazi (Trabzonspor), John Ogu (Hapoel Be'er Sheva), Wilfred Ndidi (Leicester), Oghenekaro Etebo (Stoke City) e Joel Obi (Torino);

  Avançados: Odion Ighalo (Changchun Yatai), Ahmed Musa (Leicester), Kelechi Iheanacho (Leicester), Alex Iwobi (Arsenal), Simeon Nwankwo (Crotone) e Victor Moses (Chelsea).

  O pontapé de saída da Nigéria no Mundial está marcado para sábado, às 20:00, frente à Croácia.