Tragédia ucraniana demoliu guerreiros do Minho: Shakhtar esmaga Braga por 4-0

O Braga perdeu no conjunto da eliminatória por humilhantes 6-1, contra o Shakhtar. Numa noite desastrosa, o minhoto Ricardo Ferreira fez 2 auto-golos, e é sem alma que os arsenalistas se despedem, falhando o acesso às meias finais da Liga Europa.

Tragédia ucraniana demoliu guerreiros do Minho: Shakhtar esmaga Braga por 4-0
O Shakhtar apurou-se para as meias finais da Liga Europa // Foto: AFP/Getty Images
Shakhtar
4 0
Braga
Shakhtar: PYATOV, SRNA, KUCHER, ORDETS, ISMAILY, MALYSHEV, STEPANENKO, MARLOS (77' EDUARDO), KOVALENKO (86' BERNARD), TAISON (77' DENTINHO) E FERREYRA
Braga: MATHEUS, BOLY (77' ANDRÉ PINTO) , DJAVAN, RICARDO FERREIRA, MARCELO GOIANO, LUÍZ CARLOS (77' MAURO), RAFA SILVA, JOSUÉ, VUKČEVIĆ, WILSON EDUARDO, HASSAN
Placar: 1-0 MIN 25 SRNA; 2-0 MIN 42 RICARDO FERREIRA (A.G.); 3-0 MIN 50 KOVALENKO; 4-0 MIN 73' RICARDO FERREIRA (A.G.)
ÁRBITRO: PAVEL KRALOVEC (REP CHECA). AMARELADOS: BOLY (MIN 18) MATHEUS (MIN 24) DJAVAN (MIN 54)
INCIDENCIAS: LIGA EUROPA 2015/2016. QUARTOS DE FINAL. SEGUNDA-MÃO. L'VIV ARENA.

A noite europeia do Braga terminou em sofrimento: os minhotos foram esmagados pelo Shakhtar por 4-0, numa partida em que o central Ricardo Ferreira teve a infelicidade de fazer 2 auto-golos. Os ucranianos estão apurados para as meias finais e o Braga despede-se da Liga Europa com um desaire estrondoso de 6-1, no global da eliminatória.

Primeira parte: Braga perdeu gás após sofrer

O Shakhtar recebeu o Braga em Leviv e entrou em campo com uma vantagem de 1-2, alcançada na semana passada no Estádio AXA. Os guerreiros do minho entraram nas 4 linhas a precisar de 2 golos para eliminar os ucranianos, e Paulo Fonseca apostou forte com o 11 mais potente para chegar às meias finais da Liga Europa. Neste sentido, o técnico lançou o super motivado Wilson Eduardo, que marcou o tento na primeira mão que deu uma esperança aos arsenalistas. A redondinha começou a rolar às 20h05, e foram os ucranianos a tentar dominar as operações desde o início. Num contra golpe, o Braga deu um sinal positivo, com Wilson a fazer um cruzamento que o guardião do Shakhtar teve dificuldades em segurar. Os ucranianos controlaram a posse de bola nos primeiros minutos, mas foi Rafa a dispor da 1ª ocasião de golo. Na hora de festejar, o croata Srna leu a movimentação do ala do minho e cortou o esférico com muita classe.

O Braga assumiu mais a partida a partir do quarto de hora // Foto: AFP/Getty Images
O Braga assumiu mais a partida a partir do quarto de hora // Foto: AFP/Getty Images

A partir dos 15 minutos o Braga assumiu mais o jogo, com o Shakhtar a recuar estrategicamente no relvado para tentar explorar as costas de defesa minhota em contra ofensivas. Tyson esteve muito interventivo neste capítulo, com arranques velozes que colocaram em sentido o último reduto arsenalista. A jogar num ambiente advesso, o Braga esteve bem nas marcações aos ucranianos, mas faltou maior repentismo na frente, com Rafa e Josué muito apagados na abordagem aos lances ofensivos. Nesta fase o Shakhtar contra-atacou, e na grande área o guardião Matheus cometeu grande penalidade, e na conversão o veterano Srna não tremeu e furou a rede. Os guerreiros do minho sofreram um soco inesperado no jogo, uma vez que os ucranianos chegaram ao golo contra a corrente da partida.

Para empatar a eliminatória os minhotos precisavam de 2 golos, e a tarefa avizinhava-se muito difícil. O Shakhtar cresceu com o golo, e Ferreira ficou a míseros centímetros do 2º tento. O treinador Paulo Fonseca era o rosto da tristeza minhota, mas o Braga mostrou ter personalidade e Rafa ficou perto de chegar ao empate. O extremo minhoto esteve, no entanto, muito preso à marcação ucraniana, e quando Rafa se apaga os arsenalistas perdem o fulgor guerreiro. O Shakhtar ganhou claramente confiança com o golo, e Tyson continuava a criar perigo no flanco. Em termos estratégicos, o Shakhtar adormeceu no jogo, mas numa subida supersónica de Djvan o Braga chegou à frente com critério, contudo o avançado Hassan acabou por não chegar ao cruzamento. Na resposta, Ricardo Ferreira gelou completamente o Braga, introduzindo a bola na própria baliza em cima do intervalo.

Ao intervalo o resultado sorria ao Shakhtar // Foto: Facebook do SC Braga
Ao intervalo o resultado sorria ao Shakhtar // Foto: Facebook do SC Braga

Em vantagem por 2-0 na partida, e de 4-1 na eliminatória, o Shakhtar já pensava nas meias finais, e o Braga precisa de um milagre para marcar 3 golos nos 45 minutos que faltavam.

Segunda parte: o pesadelo total

Para o 2º tempo, Paulo Fonseca não alterou qualquer unidade, e logo a abrir Josué tentou acelarar o jogo bracarense em busca de um golo que fizesse os minhotos sonharem. O pesadelo arsenalista estava, no entanto, traçado: Cobelenko surgiu absolutamente solto e fez o 3-0, resultado escandaloso que sentenciou o destino negro do Braga na Liga Europa. Os minhotos reagiram muito mal ao 1-0, e a partir daí o Shakhtar ganhou fulgor rumo ao apuramento. Num ataque rápido, o mágico Tyson livrou-se dos oponentes, e foi por pouco que não serviu Ferreira para o quarto tento dos ucranianos.

O apagado Rafa resolveu ''entrar'' em campo e desenhou um belo lance, que quase resultava em golo. O mesmo Rafa serviu pouco depois Josué, e o ala rematou forte, obrigando Piatov a uma grande parada. A tragédia do Braga continuava, e Tyson não tirou o pé do acelerador. O brasileiro cruzou e, para infelicidade de Ricardo Ferreira, a bola voltou a entrar. O central do Braga voltou a fazer auto-golo e o score de 4-0 humilhava o Braga a poucos minutos do fim. Em cima do apito final, Rafa ofereceu um golo cantado a Hassan, mas o avançado falhou escandalosamente o tento de honra dos minhotos. 

O SC Braga está fora das competições europeias // Foto: Facebook do SC Braga
O SC Braga está fora das competições europeias // Foto: Facebook do SC Braga

Em suma, fica a sensação de que o Braga não foi capaz de manter os índices anímicos quando sofreu o 1-0, dando asas ao Shakhtar para construir uma goleada fácil. Os minhotos não foram nada guerreiros em Levive, e dizem assim adeus à Europa, com um global de 6-1 na eliminatória.

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