Liga dos Campeões: a defesa do Atlético de Madrid

Dois anos depois, o Atlético de Madrid volta à final da Liga dos Campeões. Curiosamente, o adversário será exactamente o mesmo que enfrentou em 2014. A poucos dias da final de Milão, olhemos de forma mais detalhada para a defesa do Atlético, um dos pontos mais fortes da equipa de Simeone.

Liga dos Campeões: a defesa do Atlético de Madrid
Liga dos Campeões: a defesa do Atlético de Madrid

É costume dizer-se no futebol que as equipas constroem-se a partida da defesa. Nenhuma equipa europeia leva essa máxima mais à letra do que o Atlético de Madrid. Com efeito, grande parte do sucesso recente dos colchoneros deve-se à sua enorme solidez defensiva, que muitas vezes frustra até o mais prolífico dos ataques. Olhando apenas para os números desta temporada, nos 56 jogos disputados, os madrilenos sofreram apenas 30 golos. Na Liga espanhola, foi a equipa menos batida, com apenas 18 tentos sofridos, menos nove que a segunda melhor defesa, o campeão Barcelona.

Começando na baliza e extendendo-se pela linha defensiva, Diego Simeone conseguiu construir uma autêntica fortalez em torno da sua área, num misto de juventude e experiência que parece ter encontrado a fórmula para uma defesa impenetrável. Dessa muralha fazem parte, para além do guarda-redes Oblak, os laterais Filipe Luís e Juan Fran, e ainda os centrais Godín e José Giménez.

Filipe Luís

Depois de uma passagem falhada pelo Chelsea, o lateral esquerdo regressou ao Atlético...e é como se nunca tivesse saído. A acabar a sua quinta temproada com os colchoneros, o brasileiro de 30 anos mostra uma enorme cultura tática, equilibrando quase na perfeição os momentos de ataque e a cobertura defensiva. Ataca só pela certa e quase sempre com cruzamentos teleguiados. A defender faz-se valer do seu posicionamento e agressividade na disputa de bola, característica comum ao restante da equipa.

Diego Godín

O central uruguaio é o patrão da defesa. A completar a sua sexta temporada no Vicente Calderón, Godín mostra-se irredutível na defesa, a personificação do espírito guerreiro incutido por Simeone. A juntar à garra, o uruguaio de 30 anos é temível no jogo aéreo, um perigo constante nas bolas paradas ofensivas. Já sem a velocidade de anos passados, Godín faz-se usar da sua vasta experiência e posicionamento para se antecipar ao adversário e ter a melhor posição na abordagem aos lances.

José Giménez

O centro da defesa do Atlético pertence ao Uruguai. E se Godín já é um "doutorado" do futebol, José Giménez para lá caminha. O jovem de 21 anos tem aprendido muito a jogar ao lado do seu compatriota. Giménez surge como o complemento perfeito ao seu colega de posição. Apesar de não ser um verdadeiro gigante (1,85m), o jovem uruguaio compensa de sobremaneira, não só com a sua velocidade, como também com o sua capacidade de antecipação e leitura de jogo. As rotinas ganhas no Atlético e na selecção uruguaia transformam esta dupla de centrais numa máquina muito bem oleada.

Juanfran

Com 31 anos de idade, o lateral direito é uma das referências do Atlético de Madrid. Naquela que é a sua sexta temporada no Vicente Calderón, o internacional espanhol é, no quarteto defensivo, aquele que mais pendor ofensivo apresenta. Pendor este sempre com base na ideia de solidez defensiva de Simeone. Apesar disso, Juanfran põe em prática, quase na perfeição, aquilo que o seu treinador pensa para a sua equipa. Garra, segurança e cultura tática desenvolvida ao máximo, através de um jogo de compensações e ocupação de espaços que os colchoneros põem em prática. A juntar a isto está ainda a influência ofensiva de Juanfran; o lateral espanhol é o jogador do Atlético com mais assitências para golo.

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