Poker de Cristiano esmaga Andorra: Portugal oferece meia dúzia de alegrias

Ao segundo jogo, Portugal venceu Andorra por 6 bolas a 0, numa partida a contar para a fase de grupos de apuramento para o Mundial 2018. Relevo para o astro, o craque e o incansável Cristiano Ronaldo, que fez 4 golos pela primeira vez na equipa lusa.

Poker de Cristiano esmaga Andorra: Portugal oferece meia dúzia de alegrias
O capitão da seleção atingiu novo recorde // Foto: Facebook Seleções de Portugal

A equipa campeã da Europa recebeu e esmagou Andorra por 6 tentos sem resposta. Os heróis do mar somaram os primeiros 3 pontos na fase de apuramento, relançando a discussão pela liderança do grupo. Os golos de Cristiano, Cancelo e André Silva coloriram o empolgante Estádio de Aveiro, mas o destaque vai inteirinho para o Poker inédito de CR7 com a camisola lusitana. O craque português igualou Pauleta, Nuno Gomes e Eusébio na lista restrita de jogadores que marcaram 4 golos num só jogo. O astro merengue é cada vez mais o melhor artilheiro da História da selecção portuguesa, somando já 65 tentos. A equipa lusa voltará a entrar em campo na próxima segunda-feira no reduto das Ilhas Faroé, a partir das 19h45.

Primeira parte: CR7 de luxo

O Estádio Municipal de Aveiro recebeu em euforia a Selecção campeã europeia para o duelo da fase de grupos de apuramento para o Mundial 2018. Para o Portugal x Andorra, Fernando Santos apostou numa equipa ofensiva, destacando-se a titularidade de André Gomes, Bernardo Silva, Quaresma, Cristiano e André Silva. Nas 4 linhas, os heróis do mar assumiram as responsabilidades do encontro e, perante um oponente frágil, controlaram as operações desde o apito inicial. Com apenas 20 segundos, Portugal ganhou 2 cantos consecutivos e, ao segundo, eis que emergiu o golo de Cristiano Ronaldo com apenas 74 segundos decorridos. A assistência de Quaresma foi soberba e CR7 não vacilou.

Apenas 3 minutos volvidos e Cristiano resolveu fazer o gosto ao pé novamente. O último passe foi da autoria do inevitável Quaresma, permitindo a Portugal respirar tranquilamente na partida. A equipa das quinas iniciou o duelo completamente instalada nos últimos 30 metros da formação de Andorra, sem dar qualquer chance de resposta ao tímido adversário. A verdade é que, depois dos tentos madrugadores, os lusos diminuiram a intensidade, apostando numa circulação de bola mais pausada. Perto do minuto 20, Bernardo serviu Cristiano, mas o craque lusitano não acertou com as redes. A pouco e pouco, Andorra subiu ligeiramente as linhas, chegando até a efectuar alguns cruzamentos inofensivos para a área de Patrício. Na resposta, Raphael bateu um livre incrível e José Fonte falhou o terceiro golo por muito pouco. O início promissor da equipa lusa não passou de uma miragem, faltando claramente ambição de massacrar a Andorra.

Foto: Facebook Seleções de Portugal
Foto: Facebook Seleções de Portugal

A caminho do intervalo, ficou a sensação de que bastava a Portugal acelarar um pouco para ampliar a vantagem, perante um oponente tão frágil tecnicamente e taticamente. O menino André Silva remou contra a maré e aproveitou um grande passe de Quaresma para falhar o golo por escassos centímetros. O avançado portista entendeu-se às mil maravilhas com Cristiano, mas faltavam mais festejos nesta primeira parte para colorir ainda mais a exibição da equipa das quinas. As estrelas que mais brilharam foram, sem dúvida, Moutinho, Quaresma, Cristiano e André Silva, mas a ineficácia lusitana atingiu dimensões incompreensíveis. Ao minuto 41, Cancelo deu o grito de revolta e ampliou a vantagem para 3-0 com um gesto técnico formidável, que levou milhões de portugueses a gritar: finalmente mais um! A arrancada do lateral do Valência apanhou a defesa contrária em contra pé e, com este golo, fixou o score ao intervalo.

Segunda parte: CR power

Das cabines para o relvado, Bernardo Silva rematou forte para uma defesa incrível do guardião contrário. Na sequência do lance, André Gomes serviu Cristiano para um golo verdadeiramente extraordinário. A equipa lusa entrou a matar e a formação de Andorra revelava carências físicas evidentes. Na fase inicial da segunda parte, Fernando Santos foi obrigado a queimar uma alteração por lesão de Raphael Guerreiro. Para o seu lugar entrou Antunes, e Portugal mantinha o domínio na partida nesta fase de jogo. A pulga Moutinho tentou colorir o marcador, mas o guardião de Andorra parou a bomba do português de forma soberba. O Harry Potter Quaresma não parou de abanar a varinha e deliciou as bancadas com os seus dotes. O colectivo de Andorra limitou-se a tentar evitar a avalanche goleadora da equipa lusa, tendo inclusive ficado reduzida a 10 unidades por expulsão de Jordi Rubio, por falta sobre Cristiano.

Com João Mário em campo desde o minuto 66, Portugal voltaria a fazer o gosto ao pé. E quem mais poderia ser? Cristiano Ronaldo, obviamente. O craque do Real Madrid chegou ao Poker e bateu mais um recorde ao serviço da selecção. Pouco depois a equipa de Andorra ficou reduzida a 9 elementos, depois de uma entrada feia de Marc Rebes. Ao minuto 71, Gelson Martins estreou-se pela equipa A de Portugal, e Cristiano não parou de tentar marcar mais e mais. A formação de Andorra estava de cabeça perdida e Portugal exerceu um autêntico flagelo à defesa contrária. O mágico do Mónaco, Bernardo, voltou a testar o guarda-redes de Andorra e o golo ficou muito perto. Ao minuto 77, André Silva voltou a desperdiçar uma soberana ocasião para concretizar, faltando apenas o golo perante uma exibição muito positiva do jovem dragão. Na marcação de um livre de Quaresma a bola sobrou para André Silva, e o portista fez o sexto da equipa lusa, coroando finalmente a sua exibição com o primeiro tento pela equipa nacional.

André Silva estreou-se a marcar pela seleção lusa // Foto: Facebook Seleções de Portugal
André Silva estreou-se a marcar pela seleção lusa // Foto: Facebook Seleções de Portugal

Pouco depois, Quaresma humilhou o adversário e serviu Antunes, mas o lateral falhou a emenda à boca da baliza. Em tempo de compensação, Andorra ficou perto do golo, mas Patrício negou o tento de honra ao adversário. O 6-0 final espelhou o domínio luso, mas estava perfeitamente ao alcance português marcar mais 2 ou 3 golos.

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