Novos leões não lutam pelo símbolo: aquisições passeiam por Lisboa

O que se passa com os reforços de Jorge Jesus? Nos 3 empates consecutivos do Sporting na Liga lusa saltaram à vista inúmeras debilidades, que permitem concluir que os novos leões não passam, afinal, de gatinhos inofensivos. Campbell, Elias, Petrovic, Markovic e Alan Ruiz estão a léguas de João Mário, Teo e Slimani, faltando claramente carisma e garra felina nas 4 linhas.

Novos leões não lutam pelo símbolo: aquisições passeiam por Lisboa
Novos leões não lutam pelo símbolo: aquisições passeiam por Lisboa

As desculpas começam a soar a incompetência: os reforços sonantes do Sporting CP teimam em não se afirmar na equipa de Jesus e os 3 empates consecutivos para o campeonato deixaram os adeptos leoninos furiosos. Desde a lesão de Adrien que o clube de Alvalade deixou de apresentar intensidade de jogo, e falta mística ao jogo leonino. A qualidade e o potencial dos reforços estão legitimamente em causa e fica a questão: até que ponto os emprestados Palhinha, Podence, Iuri e Francisco Geraldes mereciam ter sido excluídos do plantel?

Reforços do leão? Ou gatinhos sem garras?

Em 9 jornadas, o Sporting soma 5 vitórias, 3 empates e 1 derrota na Liga NOS. A espinha dorsal da época passada composta por Rui Patrício, Coates, Semedo, William, Adrien e Bryan disfarçou bem algumas carências que o leão escondia depois das saídas de João Mário, Teo e Slimani, mas a lesão de Adrien colocou a nu todas as debilidades do Sporting. Segundo Jorge Jesus, os reforços estão ainda em pre-época, mas com o mês de Novembro à porta começa a faltar credibilidade ao argumento do técnico.

Sem Adrien, o Sporting perdeu o seu líder, o seu capitão, mas perdeu acima de tudo o pêndulo nuclear da equipa que mantinha o leão firme a defender e consistente a atacar. Nem Elias nem Bruno César oferecem sequer metade do que Adrien oferece ao colectivo, e essa particularidade tem vindo a ser a chave que abre a imensidão de lacunas do leão. Os pseudo reforços Elias, Markovic, Castaignos, André e Campbell serão realmente melhores do que os emprestados Palhinha, Francisco Geraldes, Iuri e Podence? A qualidade é difícil de avaliar, mas o conhecimento da mística e do peso da camisola do Sporting é enorme por parte dos mini leões formados em Alcochete.

Nos empates diante o Vitória, o Tondela e o Nacional faltou organização no miolo, critério nos passes, e faltou claramente um apoio firme e real a Bas Dost na frente. Quando os resultados são maus é mais fácil criticar, mas cabe a Jesus colocar mais vezes a mão na consiciência do que no cabelo. Na equipa B residem, por exemplo, jovens como Esgaio ou Matheus, que poderiam perfeitamente ser lançados na equipa, mas, em vez disso, Jesus insiste em reforços que tardam em justificar o investimento e que não mostram sequer alma leonina na disputa dos lances.

O mundo sabe que quando os resultados são negativos é quase obrigatório contratar em Janeiro, mas é preferível resgatar quem é verdadeiramente leão do que adquirir gatinhos de fora que apenas insistem em passear pelas bonitas ruas da capital portuguesa, em vez de respeitarem os incansáveis adeptos verde e brancos.
 

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