Benfica x Rio Ave: De férias no Topo

O Benfica repôs a vantagem pontual nos 4 pontos. Sem fazer um grande jogo, a turma de Rui Vitória garantiu o mais importante e venceu por 2-0 um Rio Ave que, a espaços,  mostrou alguma qualidade, num resultado feito na primeira parte

Benfica x Rio Ave: De férias no Topo
O Benfica não cedeu à pressão imposta pelo FC Porto e acaba o ano na liderança do Campeonato completamente isolado | Foto: MaisFutebol

O ano está fechado para o Benfica. Depois de ter recebido e vencido o Rio Ave por 2-0 na Luz, os encarnados repuseram a diferença de 4 pontos perante o segundo classificado, FC Porto e pressionam agora a ida do Sporting ao Restelo. 

Rui Vitória surpreendeu com a aposta em Mitroglou em detrimento do homem do momento Raúl Jiménez. A intenção do timoneiro era  conseguir ter um homem que assustasse  na área do adversário e que ocupasse constantemente os centrais, algo que Jiménez não consegue fazer apesar de estar a atravessar um bom momento.

Do lado do Rio Ave, nota para a entrada de Krovinovic de início em detrimento de Gil Dias. Luís Castro arrumava a sua equipa num 4-3-3 e apostava num elemento que conseguisse conferir maior equilíbrio e capacidade de passe, apesar de ser menos empreendedor no momento ofensivo.

Pressão e capacidade 

O início de jogo mostrava um Rio Ave a tentar pressionar alto, mas sem capacidade para conseguir manter a bola e a pagar a fatura pelo seu posicionamento. Sem criar muitas oportunidades sentia-se que o jogo era do Benfica. Aos 6 e aos 8 minutos o Benfica ameaçava pelas primeiras vezes, primeiro Mitroglou ao lado e, de seguida, oi a vez de Gonçalo Guedes  rematar para uma  boa defesa de Cássio. O Rio Ave estava em dificuldades e a verdade é que o golo dos encarnados não iria tardar em aparecer .

Sem surpresa, Mitroglou faz golo aos 12 minutos. Num lance em que a defesa vila-condense é muito lenta a reagir e deixa o avançado grego em jogo, Mitroglou conseguiu dominar um remate que saiu mal de Pizzi e finalizou tranquilamente. O mais difícil, em teoria, já estava feito.

Nos momentos que se seguiram ao golo, o Rio Ave subiu de rendimento e, aos 21 minutos, depois de equilibrar a posse de bola (e de estar perto de sofrer o segundo por Mitroglou em contra ataque) conquistou o primeiro canto do jogo. 

A partida continuava controlada pelo Benfica que procurava garantir uma vantagem mais alargada ainda antes do intervalo. Ainda assim, a subida de rendimento do Rio Ave  era cada vez mais nítida, com os vila-condenses a comandarem o jogo apesar de não conseguirem  criar oportunidades de golo evidente. O Benfica estava a defender bem mas não estava confortável no jogo.

Pizzi fez o 2-0 depois de uma jogada brilhante em conjunto com Rafa Silva | Foto : MaisFutebol
Pizzi fez o 2-0 depois de uma jogada brilhante em conjunto com Rafa Silva | Foto : MaisFutebol

Os campeões são mesmo assim. Um pouco contra a corrente do jogo, e já perto do intervalo, o Benfica marca o segundo na sequência de uma grande jogada coletiva. Tabela perfeita entre Pizzi e Rafa e golo do transmontano apareceu depois de este ter picado  a bola sobre Cássio que estava a sair da baliza.

Em cima do intervalo, o Benfica sentenciava  a partida contra um Rio Ave que se via que tinha qualidade,  mas que acabou a primeira parte sem qualquer remate.

Segurança ao fecho das contas 

Começava a segunda parte e Luís Castro mostrou que queria algo diferente. Nas cabines ficaram Felipe Augusto e Krovinovic, claramente em sub-rendimento para entrarem Tarantini e Gil Dias.

No início da segunda parte, o Benfica estava mais personalizado do que durante boa parte da primeira. O jogo estava muito morno mas, no início, não se via um Rio Ave com capacidade para discutir o resultado. 

Aos 60', os vila-condenses  conseguiram  criar a sua primeira oportunidade do jogo. Na sequência de um canto, Rúben Ribeiro ganha a bola no flanco direito e remate de pé esquerdo para defesa de Ederson.

Perante um bom jogo do Rio Ave e a constante ameaça do 2-1 (grande defesa de Ederson a remate de Rúben Ribeiro aos 65 minutos), Rui Vitória não perdeu tempo e lançou o melhor jogador do campeonato da época passada: Jonas. A Luz entrou em ebulição aquando da entrada do pistolas, para a saída de Rafa Silva (bons apontamentos).

Não estava a ser um bom jogo,  porque o Benfica não queria impor muita intensidade na partida e mantinha-se sólido a defender perante um Rio Ave com mais bola, mas sem criar perigo verdadeiramente e com cada vez menos discernimento.

Até ao  final o jogo não teria muito mais para contar e o Benfica conseguiu garantir mais nada do que os 3 pontos conseguidos com os 2 tentos marcados, colocando-se novamente na liderança tranquila do campeonato com mais 4 pontos que o segundo classificado.