As  palavras dos treinadores de Benfica e FC Porto

Confira as principais ideias de Rui Vitória e Nuno Espírito Santo nas conferências de imprensa de hoje.

As  palavras dos treinadores de
Benfica e FC Porto
| Foto: Visão de mercado

A luta pelo título está ao rubro e este fim-de-semana futebolístico promete muita emoção para os principais candidatos ao título: o Benfica recebe amanhã (18:15h) o Marítimo, umas das grandes sensações deste campeonato, no Estádio da Luz; sendo que o FC Porto se desloca, um dia depois (sábado, às 20:30h), à cidade dos arcebispos, para o sempre difícil confronto frente ao SC Braga. Rui Vitória e Nuno Espírito Santo comentaram não só os duelos que se seguem para as suas equipas, mas também alguns dos temas da semana.

Rui Vitória: Samaris, os cânticos dos Super-Dragões e o Marítimo

A antevisão da partida com o Marítimo serviu de pretexto para que o técnico benfiquista comentasse alguns temas do universo encarnado. A agressão de Samaris a Diego Ivo, no encontro com o Moreirense, foi um deles: “Isso só acontece porque é um jogador do Benfica que está em causa. Comento porque é uma daquelas coisas que me enervam um bocadinho, e vou dizer porquê: estamos a falar de um profissional de excelência, um grande profissional que está cá há três anos, que é internacional, que ao fim de meio ano falava melhor português do que muitos portugueses. Foram páginas de jornal, discussão atrás de discussão, por lances que acontecem em qualquer jogo. Quando algum jogador é castigado ou lesionado, joga outro. Não admito é que se coloque em causa o profissionalismo desse e dos outros jogadores (…) Ninguém se mantém a um nível elevado se não for um grande profissional. Sou o mais crítico dos meus jogadores, mas quando lhes tocam é como se fosse com os meus filhos", afirmou.

o treinador do Benfica sabe que não há facilidades na recepção ao Marítimo
O treinador do Benfica sabe que não há facilidades na recepção ao Marítimo

Já sobre os cânticos ofensivos entoados pelos Super-Dragões, principal claque do FC Porto, no jogo de andebol frente aos encarnados (“Quem me dera que o avião da Chapecoense fosse do Benfica”), Rui Vitória repudiou por completo a sua natureza: “Importa dizer que o Benfica está vivo e bem vivo. Repudio tudo o que seja desta natureza na nossa sociedade. Seja esse ou outro caso, também não gosto de ouvir que 1000 alunos foram recambiados de Espanha para Portugal, mas o que importa dizer é que há o comunicado do Benfica que está muito bem feito e dizer às pessoas que o Benfica está vivo e unido”, ressalvou.

No que diz respeito ao Marítimo, o timoneiro das águias deixou elogios e antecipou um “estádio cheio”: “É uma equipa que está no 6.º lugar, tem feito uma boa campanha, tem estado em crescendo com o novo treinador e que nos venceu na Madeira. Por isso, não esperamos outra coisa que não um jogo complicado. Vai ser difícil para nós, mas mais será para o adversário, pois queremos jogar, vencer e teremos o estádio que vai estar cheio”.

Nuno Espírito Santo: a deslocação a Braga, o “rumo” e o apoio dos adeptos

A deslocação a Braga marcou, como seria de esperar, a conferência de imprensa de antevisão de Nuno Espírito Santo. O treinador portista procurou retirar alguma carga dramática ao jogo, assegurando que “apenas é o mais difícil porque é o próximo”: “O que podemos esperar deste jogo e dos jogos que faltam é que vão ser difíceis, como a competição tem demonstrado. Defrontamos um rival difícil em sua casa e, como é o próximo, é o mais importante. Todos os jogos são difíceis, todas as equipas têm os seus objetivos. Nós fomos melhorando o nosso dia a dia, com muita dedicação ao trabalho, isso é que faz as bases de uma equipa campeã. Queremos quebrar este ciclo de três anos sem vencer e os jogadores correspondem ao máximo. O espírito do portista será sempre esse: querer mais, a ambição do clube implica isso”, garantiu.

O encontro entre ambas as equipas na primeira volta, que o FC Porto venceu (1-0) com um golo dramático de Rui Pedro nos últimos minutos, terá marcado um ponto de viragem na história azul e branca deste campeonato. Ainda assim, o técnico procurou valorizar o mérito do colectivo na retoma: “O que foi fundamental e será é nunca perder o rumo, desviar da nossa linha de trabalho. Tivemos momentos menos bons, foram ultrapassados com essa ideia. Todos os jogadores contribuíram para estarmos capacitados para ir até ao fim, todos foram determinantes para a construção de uma equipa. Hoje em dia somos versáteis, podemos apresentar problemas diferentes ao adversário durante um jogo”.

Nuno Espírito Santo sabe que cada jogo é uma final para o FC Porto
Nuno Espírito Santo sabe que cada jogo é uma final para o FC Porto

À semelhança do seu homólogo benfiquista, Nuno Espírito Santo também foi convidado a comentar os cânticos dos Super-Dragões, optando por “chutar para canto”: “Sabemos que foram solicitados mais de seis mil bilhetes para este jogo, vão ser apenas dois mil, mas temos sentido que os adeptos transportam o espírito do Dragão para qualquer lado do país. Agradeço aos que vão estar no estádio a apoiar, aos que vão ouvir o relato no carro. Todos os portistas são muito importantes para nós”, realçou.