Um erro alheio, um erro próprio...e adeus

A evolução do CSKA de Moscovo como equipa de grande maturidade contrastou com a total desinspiração do Benfica que foi derrotado, afastado das competições europeias e ainda não soma um único ponto.

Um erro alheio, um erro próprio...e adeus
Um erro alheio, um erro próprio...e adeus

Mais uma etapa da Liga das Desilusões que ficará para sempre na dourada história do Benfica sempre que for mencionada a edição 2017/2018 da Liga dos Campeões. Numa deslocação à fria Moscovo na qual apenas a vitória interessava para que as águias pudessem continuar a sonhar, na verdade o sonho esteve sempre distante e em momento algum pareceu possível. Após uma evitável derrota caseira frente ao CSKA de Moscovo, uma copiosa goleada em Basileia e dois desaires esperados mas até esperançosas com o Manchester United, quatro passou mesmo a cinco.

A tragédia acabou mesmo por acontecer ao Benfica que em cinco jornadas de Champions consentiu o mesmo número de derrotas, algo que nunca antes tinha sido vivido no clube da Luz e que começou a confirmar-se cedo, mais precisamente aos 13 minutos (só podia…) e num momento que até deveria ter sido invalidado pela equipa de arbitragem chefiada pelo alemão de ascendência turca Denis Aytekin que não se apercebeu do adiantamento do ala esquerdo Georgi Schennikov, bem descoberto pelo centrocampista Bibras Natcho para assim colocar o CSKA em vantagem.

Quando se esperava a reacção encarnada…ela nunca aconteceu

Um CSKA que apenas necessitou de ser competente, eficaz e bem posicionado no aspecto defensivo para a todo o momento demonstrado talvez potencialmente não ser mas na prática estar uma equipa superior ao Benfica, bem orientada por Viktor Goncharenko que pegou na equipa na época passada e tem trabalhado os aspectos positivos que hoje patenteia seguindo a linha do seu antecessor Leonid Slutsky aos comandos e para desespero do tetracampeão nacional nem a sua estrela maior, Jonas, que lidera a tabela de marcadores da Liga NOS, exibiu a inspiração de que a equipa necessitava.

O atacante brasileiro que não há muito tempo se manteve lado a lado com os grandes europeus no registo de golos marcados desperdiçou a única ocasião relevante dos encarnados na 1ª parte e a tendência prolongou-se na 2ª: nem Jonas apareceu nem o Benfica se empertigou. Pelo contrário, vacilou ainda mais e aos 56 minutos sofreria mesmo a estocada final num lance em que o atacante Vitinho atirou em zona lateral pela direita, sem grandes possibilidades de sucesso para além de obter um cruzamento atrasado, no entanto bafejado pelo infortúnio de Jardel.

Na tentativa de efectuar um corte em tackle pela linha final, o central benfiquista ludibriou o seu guarda-redes Bruno Varela, assim estabelecendo o 2-0 para o CSKA que demonstrou sempre maior rodagem e dessa forma atirou o Benfica de uma assentada para fora da Liga dos Campeões e da Liga Europa num vexame nunca antes visto na Luz. Agora, vencer o Basel na Luz representará apenas salvar a própria honra - o que em si não será de somenos importância.