1-0, ALEJANDRO DOMÍNGUEZ, MIN. 29 1-1, CARDOZO, MIN. 83
Benfica hipoteca continuidade na 'Champions'
Golo do Cardozo. Foto: UEFA.com

Benfica hipoteca continuidade na 'Champions'

O Benfica empatou esta terça-feira na recepção ao Olympiakos, para a terceira jornada do Grupo C da Liga dos Campeões. O campeão grego começou na frente, com um golo de 'Chori' Domínguez aos 29 minutos mas os encarnados conseguiram chegar ao empate, com um tento de Cardozo aos 83. Os gregos levam assim a decisão do segundo lugar para o próximo duelo entra as duas equipas, em Atenas. (Foto: UEFA.com)

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Joni Francisco
Benfica ARTUR, ANDRÉ ALMEIDA, SIQUEIRA, GARAY, LUISÃO, MATIC, ENZO PÉREZ (RÚBEN AMORIM, MIN. 82), GAITÁN (RODRIGO, MIN. 82), OLA JOHN (IVAN CAVALEIRO, MIN. 46), LIMA, CARDOZO
OlympiakosROBERTO, MANIATIS, HOLEBAS, DIMITRIS SIOVAS, MANOLAS, LEANDRO SALINO, ANDREAS SAMARIS, DAVID FUSTER (YATABARÉ, MIN. 68), VLADIMIR WEISS (DELVIN NDINGA, MIN. 56), ALEJANDRO DOMÍNGUEZ (MEDJANI, MIN. 88), MITROGLOU
ÁRBITROALBERTO UNDIANO (ESP) ADMOESTADOS: DAVID FUSTER (MIN. 37) WEISS (MIN. 42) ENZO PÉREZ (MIN. 55) MITROGLOU (MIN. 60)
INCIDENCIASLIGA DOS CAMPEÕES (GRUPO C) 3ª JORNADA, ESTÁDIO DA LUZ
Foi sob um imenso dilúvio que o Benfica recebeu o Olympiakos, esta terça-feira, no Estádio da Luz. O encontro terminou com um empate amargo para os pupilos de Jorge Jesus, que assim hipotecam a continuidade na prova milionária. Mas o desfecho, admita-se, podia ter sido pior, uma vez que as águias estiveram a perder durante grande parte da partida.
 
Face às inúmeras ausências, em particular nas alas ofensivas, Jorge Jesus apresentou um onze previsível sem Markovic, Salvio, Sulejmani ou Fejsa. Ola John apareceu na esquerda do ataque e Nico Gaitán na direita, servindo a regressada dupla de atacantes composta por Cardozo e Lima. Na lateral direita, André Almeida parece ter ganho o lugar a Maxi Pereira e voltou a aparecer no onze inicial.
 
A surpresa veio do lado grego. O técnico espanhol Míchel optou por um onze mais consistente que o habitual, deixando o avançado Javier Saviola no banco. Para o seu lugar foi escolhido Alejandro 'Chori' Domínguez, um médio de características ofensivas, que foi o responsável pela ligação entre o meio-campo e o ataque da equipa do Pireu.
 

Primeira parte do Olympiakos

A partida até pareceu ter começado melhor para a equipa da casa. Cardozo, muito cedo no jogo, colocou em teste os reflexos de Roberto que respondeu com defesa apertada para canto. Estava dado o mote encarnado para boa exibição? Pura ilusão. O Olympiakos foi tomando conta do jogo e o perigoso Mitroglou, que vem numa série incrível de golos, não conseguiu dar continuidade ao excelente início de temporada concretizador. Por duas vezes, primeiro com o pé e depois com a cabeça, falhou o alvo por centímetros. Mitroglou, de resto, foi uma dor de cabeça constante para a defesa encarnada, fazendo uso do seu poderio físico e criando um intenso duelo com Garay.
 
Adivinhava-se o golo grego que acabou mesmo por surgir. Matic, obrigado a sair a jogar demasiadas vezes, perdeu uma bola em zona crítica e Mitroglou não se envergonhou com a oferta, encontrando 'Chori' Dominguez na esquerda. O resto foi pura magia do argentino: cortou para dentro, tirou Garay do caminho com um delicioso recorte técnico, e empurrou o esférico para as redes da baliza de Artur. Faziam a festa os numeros adeptos gregos presentes na Luz.
 
Seria de esperar uma reacção imediata dos comandados de Jorge Jesus mas não foi nada disso que se viu. As águias até chegavam com relativa facilidade ao último terço do terreno, sobretudo recorrendo a bolas compridas, mas a linha ofensiva estava manifestamente desafinada. Nicolás Gaitán e Ola John (sobretudo este) tinham muita bola mas adornavam em demasia os lances. À habitual falta de fio de jogo juntava-se pouca acutilância dos extremos. E assim se chegou ao intervalo.
 

Ivan Cavaleiro chamado para o 'milagre'

Jorge Jesus percebeu a desinspiração do extremo holandês e não esperou mais de 45 minutos para o retirar de campo. Ivan Cavaleiro, que se estreara na formação principal das águias no passado fim-de-semana, em jogo da Taça de Portugal, foi chamado à acção. Jesus esperava milagres do jovem da formação.
 
Por essa altura, porém, já o relvado se encontrava demasiado pesado. Os prejudicados eram, pois claro, os jogadores mais tecnicistas. A bola, pura e simplesmente, não rolava. Não foi propriamente futebol aquilo que assistimos no segundo tempo. Mais uma batalha pela bola a meio campo com constantes chutões para a frente à procura de um lance fortuito. Míchel percebeu a nova dimensão física do jogo e abdicou do tecnicista Weiss para lançar o combativo centro-campista N'Dinga. Nesta altura, Jesus devia estar a pensar em André Gomes, o forte médio que foi o 19º jogador e nem teve direito a sentar-se no banco. 
 
 
Só num lance atabalhoado, a partir de um canto que deixou dúvidas, é que o Benfica conseguiu chegar ao empate e amenizar os prejuízos. Roberto atrapalhou-se, fazendo recordar os tempos na Luz, e Cardozo aproveitou uma bola perdida na área. Os adeptos rejubilaram e ainda acreditaram na consumação da reviravolta mas o Olympiakos soube meter gelo no jogo e segurar um precioso empate. 
 
Os gregos ficam assim com a possibilidade de resolver as questões do segundo lugar do Grupo C no próximo jogo, em Atenas, quando receber os encarnados no seu recinto. Até porque o primeiro lugar parece garantido pelo Paris Saint-Germain que hoje voltou a dar um ar de sua graça, vencendo o Anderlecht na Bélgica por 5-0 (quatro tentos de Zlatan Ibrahimovic). 
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