Olhanense x Braga: vingar-se na Taça
Olhanense e Braga, em apuros na Liga, viram agora baterias para a Taça de Portugal.

Separados apenas por três pontos e três lugares na segunda metade da tabela da Liga (o Braga é actualmente 9º classificado e o Olhanense 12º), minhotos e algarvios procuram na Taça de Portugal a vingança sobre a série de maus resultados que uns e outros têm registado. O Braga, do Professor Jesualdo Ferreira, soma quatro derrotas consecutivas na Liga, e com eleições à porta nos arsenalistas, o treinador pode muito bem tornar-se a válvula de escape para afastar a pressão do presidente e permitir uma recandidatura bem-sucedida de António Salvador. No Olhanense, o recém-apontado treinador, Paulo Alves, não está em risco, mas a equipa precisa de se recolocar na senda das vitórias. E se é na Liga que tem o principal objectivo − afastar o clube de Olhão dos lugares da despromoção − a possibilidade de seguir em frente na Taça de Portugal seria um relevante tónico motivacional numa equipa com parcos motivos para celebrar, sobretudo depois da recente eliminação da Taça da Liga, frente ao modesto Sporting Clube da Covilhã.

Regresso a casa para reunir as tropas

O Olhanense joga, pela primeira vez nesta época, na sua casa habitual, o Estádio José Arcanjo, em Olhão. De recordar que a equipa vinha – e vai continuar − disputando jogos no Estádio do Algarve. O clube algarvio espera que este regresso às origens una adeptos e equipa, na sede de levar de vencida um Braga em notório mau momento de forma, o que sem dúvida seria importante bálsamo no regenerar dos homens de Olhão, com um novo treinador aos comandos a desejar romper com o intranquilo início de época protagonizado por Abel Xavier.

Celestino, médio do Olhanense, veio afirmar que a equipa está a assimilar bem as ideias de Paulo Alves, e assinala que o empate no difícil terreno do Nacional, actual 5º na Liga, é boa prova disso. Os algarvios não devem, portanto, apresentar nada menos do que o alinhamento que mais garantias lhes der, ainda que o novo técnico não tenha tido tempo nem oportunidades para cimentar um onze-chave -- este será apenas o terceiro encontro do novo treinador na equipa --, e salvo alterações por indisponibilidade: o capitão Rui Duarte e Lucas Souza, ambos actuando no meio-campo, devem ser baixas por lesão. Coubronne, lateral direito, fica de fora por ter visto cartão vermelho frente ao Nacional. Luís Filipe, habitual lateral direito, está recuperado e deverá regressar já ao onze inicial. Com Dionisi a dever manter-se como segundo avançado, algo por que Paulo Alves tem optado nos últimos dois jogos, e Mehmeti regressado de lesão, a principal referência do ataque deverá ser o jovem eslovaco Vojtus; de resto, o homem com mais minutos no ataque algarvio.

Exame de recurso para o Professor

Os alunos do Professor Jesualdo atravessam uma inesperada má série de resultados, registando quatro derrotas consecutivas para a Liga. A descida ao sul do país para a turma bracarense, com a ambição de seguir em frente na Taça de Portugal, competição há muito desejada pelo presidente António Salvador e que está actualmente nas mãos do rival Vitória de Guimarães, pode ser o balão de oxigénio de que a equipa precisa para afastar o mau momento e recuperar balanço para enfrentar a Liga. Até porque na próxima jornada há uma difícil deslocação à Luz, seguida da reencontro com o Olhanense, agora em casa, e nova visita complicada, desta vez ao Dragão. Pela actual trajectória descendente e pelos árduos obstáculos que se apresentam proximamente – dos grandes, o Braga defrontou apenas o Sporting, com quem perdeu − desde cedo a luta pelo título ou mesmo pelos lugares que dão acesso à Liga dos Campeões parece ter-se tornado miragem.

Por tudo isto, Jesualdo Ferreira não poderá facilitar, e espera-se que os arsenalistas entrem em campo com todas as suas primeiras linhas. Com os principais objectivos da época bastante, e inesperadamente, distantes, sobretudo numa fase tão prematura da temporada, a Taça de Portugal pode muito bem tornar-se grande aposta do clube minhoto, este ano. Nesse sentido, e a título de exemplo, Eduardo deverá regressar à defesa das redes, não havendo qualquer espaço à rotação habitual na Taça, e Éder, apesar de andar arredado dos golos, deverá ser principal escolha para o ataque, repetindo Jesualdo a escolha feita frente ao Rio Ave, optando assim pela velocidade e irreverência própria da juventude de Éder em detrimento da experiência de Edinho.

Onze provável do Olhanense

Onze provável do Braga

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