Quaresma de volta e Cortez de partida
Quaresma com um pé no retorno, Cortez com um pé na saída (Fotos: tr.eurosport.com | Record.pt)

Quaresma de volta e Cortez de partida

Janeiro promete aquecer o mercado nacional de transferências: enquanto uns esperam avidamente por reforços, outros poderão dispensar hipotéticos excedentários. No FC Porto, Quaresma poderá estar à beira de regressar a uma casa onde se tornou jogador de eleição, enquanto que no Benfica, Cortez é dispensa altamente provável

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Os rumores nasceram mas, neste momento, existem, efectivamente, mais do que simples rumores: Ricardo Quaresma, extremo português que triunfou no FC Porto, estará mesmo de volta ao clube que o elevou à qualidade de topo de gama do futebol internacional. A notícia foi avançada pela Antena 1 e o regresso do «mustang», formado nas escolas leoninas, deverá consumar-se já em Janeiro, reforçando um dos sectores mais carenciados do plantel de Paulo Fonseca: as alas na zona ofensiva. Licá, Josué, Ricardo, todos contratados no último defeso, não têm impressionado os adeptos do Porto, nem mesmo o treinador, que também não tem demonstrado fé na qualidade imediata de Kelvin, relegado habitualmente para a equipa B. O extremo dará a desejada profundidade à equipa, Paulo Fonseca, que se vê a braços com um péssimo momento exibicional, agradecerá. No sentido contrário parece estar o lateral brasileiro Bruno Cortez, contratado pelo Benfica na janela de transferências do Verão: o defesa proveniente do São Paulo estará de saída visto não ser opção regular para o técnico Jorge Jesus.

Quaresma: o retornado das Arábias

Quaresma saiu do Porto em 2008, para iniciar a sua segunda aventura em terras estrangeiras, depois de ter dado o salto, frustrado, do Sporting para o Barcelona, em 2003-2004. No Inter, o extremo tecnicista nunca se conseguiu impor, tendo sido emprestado aos ingleses do Chelsea, onde apenas realizou quatro jogos. A paragem que se seguiu situava-se na Turquia: Quaresma alinhou, entre 2010 e 2012, no Besiktas, onde conseguiu reanimar a sua carreira, embora de forma irregular e aos soluços. No clube turco, o «mustang» realizou 73 partidas e marcou 18 golos com a camisola do clube de Istambul, tendo depois rumado ao Al-Ahli, clube com o qual possui ainda ligação contratual, até Junho de 2014. O jogador, natural de Lisboa, apenas disputou 9 partidas ao serviço da equipa do Dubai, tendo feito o gosto ao pé por três vezes.

O impulso dos 30

Se o Porto foi o grande impulso de Quaresma no período de quatro anos onde o extremo espalhou magia pelos relvados, o clube azul e branco poderá ser, novamente, o impulsionador da carreira estagnada do jogador português, que encara esta oportunidade como um trilho de reencontro com o sucesso. Aos 30 anos, Quaresma encara a sua nova etapa futebolística como um novo impulso que o poderá retirar do esquecimento e retorná-lo à alta roda do futebol. No Porto, o extremo participou em 158 partidas, assinando 31 tentos, somando títulos e prémios individuais, embora tenha falhado a convocatória para o Mundial de 2006.

Cortez não justificou o empréstimo

De saída do futebol português paarece estar o defesa lateral que chegou ao Benfica por empréstimo, vindo do São Paulo. Bruno Cortez chegou com a tarefa de desempenhar o papel de defesa esquerdo, mas as exibições do lateral nunca foram convincentes e a sua adaptação a um futebol mais táctico e físico foi lenta e repleta de erros defensivos, o que levou Jesus a optar por Siqueira, vindo do Granada, e, ultimamente, por Sílvio, que como Cortez e Siqueira, chegou ao Benfica mediante um negócio de empréstimo. A julgar pelas palavras do presidente do São Paulo, Cortez deverá estar de facto de malas aviadas da Luz: «Cortez? Vou emprestar a quem o quiser...» disse Juvenal Juvêncio.

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