1-0, SILVESTRE VARELA (25´); 2-0, DEFOUR (37´); 3-0 FÁBIO MARINHEIRO [AG] (47´); 4-0, SILVESTRE; VARELA (73´); 5-0 OTAMENDI (75´); 6-0, KELVIN (89´)
Golear a pensar no clássico

Golear a pensar no clássico

O Futebol Clube do Porto bateu este Sábado a equipa do Atlético Clube de Portugal por 6-0 e carimbou assim o passaporte para os quartos-de-final da taça de Portugal. Numa partida de sentido único destaque para Varela que foi o melhor jogador em campo depois de ter marcado 2 golos. (Foto: Lusa)

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Francisco Dias
FC Porto FABIANO; RICARDO, OTAMENDI, DIEGO REYES E ALEX SANDRO (DANILO, 45´); DEFOUR, JOSUÉ E LUCHO (HERRERA, 60´); VARELA, KELVIN E JACKSON (GHILAS, 69´)
Atlético CPLEÃO; PEDRO CAIPIRO, FÁBIO MARINHEIRO, ERIDSON E LUÍS DIAS; BIJOU (MARCO ANTUNES 65´), TAIRA E DA SILVA; JOÃO MÁRIO, MARCO BICHO (PEDRO MOREIRA, 65´) E BACAR.
ÁRBITROJORGE TAVARES (A. F. AVEIRO) Da Silva, min. 66
INCIDENCIASTaça de Portugal, oitavos-de-final, Estádio do Dragão

No jogo deste Sábado, o técnico azul e branco fez algumas alterações na equipa e aproveitou as facilidades dadas pelo Atlético para golear a equipa do professor Neca por expressivos 6-0. No conjunto dos 90 minutos destaque para os golos de Otamendi, Kelvin, Marinheiro na p.b. e ainda de Varela, que ao bisar no encontro, mereceu a designação de homem do jogo. Com esta vitória os dragões qualificaram-se para os quartos-de-final da Taça de Portugal e ficam a espera do sorteio da próxima Quinta-Feira.

Com o clássico tão perto…

Com o clássico frente ao Benfica no horizonte, Paulo Fonseca aproveitou a partida frente ao Atlético para dar oportunidade a jogadores menos utilizados e assim testar outro sistema táctico. Na baliza azul e branca, o guarda-redes Fabiano manteve a titularidade e mais uma vez não sofreu qualquer golo dando sequência à boa exibição conseguida no estádio de Alvalade frente ao Sporting. Ainda na defesa é de salientar a mudança imposta pelo técnico dos dragões na lateral direita com a adaptação do extremo Ricardo, que perante um adversário modesto cumpriu defensivamente mas participou sobretudo na manobra ofensiva da equipa com subidas constantes pelo flanco. Na posição de lateral esquerdo, Alex Sandro cumpriu os primeiros 45 minutos mas deu lugar a Danilo na 2ª parte por forma a gerir esforços para a próxima partida.

No centro da defesa relevo para o central mexicano Reyes, que custou 9 milhões de euros aos cofres do Porto, o jogador sul-americano apresentou-se em bom plano frente ao Atlético mas beneficiou do facto da equipa da Tapadinha não apresentar qualquer ponta de lança no onze. Na partida em que Maicon e Mangala ficaram de fora do onze, Otamendi assumiu também a titularidade e acabou mesmo por ser decisivo ao marcar um dos golos do conjunto portista.

No meio campo dos dragões encontramos a grande mudança táctica na equipa, com a inclusão de Defour, Lucho e Josué. Se é verdade que o Porto se apresenta sempre com 3 médios, não podemos esquecer que quando Fernando não joga a distribuição dos centro campistas se altera por completo. Ao jogar com Defour, Lucho teve de recuar e assim compor o duplo pivot com o belga deixando Josué solto na frente a apoiar os alas mas sobretudo o ponta de lança passando o Porto a jogar em 4-2-3-1 em detrimento do habitual modelo de 4-3-3.

No jogo em que Carlos Eduardo e Fernando ficaram de fora, Defour fez o gosto ao pé e em conjunto com Lucho deu estabilidade ao jogo azul e branco deixando o Atlético sem qualquer chance de disputar o jogo no meio campo. O internacional português, Josué que muitas vezes joga a extremo, alinhou nesta partida como médio ofensivo e mostrou que é nessa posição que se sente mais confortável, acabando por fazer uma assistência para golo.

No ataque portista, Paulo Fonseca não abdicou do goleador Jackson Martinez mas foi Varela que mais se destacou, o português bisou no encontro e foi o jogador que mais desequilibrou neste jogo. O brasileiro Kelvin foi outra das novidades no 11 inicial e se é verdade que muitas vezes se perdeu em fintas, não deixou de marcar o golo que fechou as contas no dragão, em 6-0.

Meia dúzia de facilidades

Para esta partida o professor Neca montou uma equipa com um bloco baixo, que não incluía qualquer ponta de lança, por forma a consolidar o aspecto defensivo. Por seu lado, Paulo Fonseca queria uma equipa a jogar ao ataque e iniciou a partida de forma bastante pressionante com destaque para o remate à barra de Jackson aos 5 min. que logo colocou em sentido a equipa do Atlético. Neste período inicial do encontro, o Atlético manteve bem vincada a intenção de adiar ao máximo o golo do Porto, com relevo para os médios defensivos Silva e Bicho que tudo fizeram para adiar o golo dos dragões. No entanto aos 24 minutos de jogo, Varela fez mesmo o golo  num lance tremendamente infeliz do guarda-redes, Leão que após o remate do português deixou escapar uma bola fácil. Com este golo o Futebol Clube do Porto acentuou o favoritismo, perante um Atlético que pouco ou nada pôde fazer para evitar o segundo golo dos dragões, por intermédio de Steven Defour após cruzamento de Kelvin aos 37 minutos .

Na segunda parte da partida, o Futebol Clube do Porto entrou a todo o gás e beneficiou de um auto-golo de marinheiro aos 47 minutos de jogo. A perder 3-0, a equipa do professor Neca acusou ainda mais a pressão de jogar num palco como o dragão, e o quarto golo do Porto foi inevitável, Silvestre Varela bisou no encontro e enquanto a equipa festejava este tento, Otamendi marcava o quinto golo aos 75 minutos. Com o pensamento já no estádio da Luz, os dragões ainda tiveram tempo para marcar mais um, por intermédio de Kelvin, que é perito em marcar golos perto do fim das partidas. O jogador brasileiro fechou a contagem em 6-0 aos 89 minutos e carimbou a passagem à próxima fase da Taça de Portugal.

Reacções dos Técnicos

Para o treinador do Futebol Clube do Porto, Paulo Fonseca o resultado foi inteiramente justo e afirma até que a sua equipa poderia ter marcado mais golos. Segundo o técnico este jogo: «Serviu para fazer algumas experiências e dar minutos a jogadores com pouca utilização.» Para Paulo Fonseca a chave deste jogo esteve em respeitar o adversário e assim evitar a surpresa que o Atlético impôs aos portistas na época 2006/2007, quando em pleno estádio do dragão eliminaram os azuis e brancos por 1-0.

Na análise feita pelo professor Neca nos primeiros 45min.  «No primeiro golo a bola saltou e acabou por entrar, no segundo perdemos a bola numa zona proibida, própria de uma equipa que sabe as fragilidades que tem. Temos de pensar e executar rápido, mas não fomos capazes. Ao intervalo estava 2-0 e podíamos ter evitado isso. Na segunda parte tentámos evitar o dilatar do resultado mas logo no início sofremos o terceiro golo. A equipa desligou-se e passámos a sentir mais o cansaço do jogo. Acho que o 6-0 é exagerado. Não fomos assim tão defensivos para sofrer seis golos. Se fizéssemos um golo era justo.» Perante este resultado, o Atlético vai continuar a lutar pela permanência na 2ª liga e tudo fará para esquecer a pesada derrota sofrida no dragão.

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