Vãs expectativas
Adrien Silva desespera perante novo nulo para o campeonato. (Foto: Record)

Num jogo muito agressivo e com paragens sucessivas, futebol de qualidade foi coisa que não se viu. Estoril e Sporting não conseguiram praticar o futebol habitual e acabaram por desiludir quem assistiu ao espectáculo.

Vice…

Marco Silva e Leonardo Jardim mantiveram os habituais 4-3-3 de cada equipa. Nos leões as novidades foram Piris no lugar do castigado Jefferson – voltou à Amoreira para ver o jogo na bancada –e Wilson Eduardo em detrimento de Capel. Do lado estorilista Babanco regressou aos convocados mas acabou por ficar no banco. No final das contas a alteração mais significativa em ambas as equipas foi o estilo de jogo. A capacidade de posse, jogo lateral e transiçõesrápidas habituais - dos dois conjuntos - deram lugar a muita agressividade, intensidade e futebol directo.A primeira parte acabou ser muito disputada mas sem qualquer brilhantismo. Os leões sofreram muito com o jogo físico estorilista e com a pressão constante de Diogo Amado e Gonçalo Santos sobre Adrien Silva e William. Os tridentes de Estoril e Sporting batalhavam muito mas criavam pouco, anulando-se mutuamente. Numa das primeiras batalhas ganhas pelos leões, André Martins isolou Wilson que atirou cruzado para grande estirada de Vagner.

A resposta canarinha não se fez esperar e Tiago Gomes de muito longe atirou uma bomba à barra, após ligeiro desvio de Rui Patrício. Apesar do maior ascendente sportinguista apenas a lesão de Mano - substituído pelo improvisado Filipe Gonçalves - e uma picardia entre Fredy Montero e o mesmo Filipe Gonçalves - rendeu um amarelo a cada um - despertaram algum interesse.

Versa…

A segunda parte foi mais do mesmo: luta, bolas aéreas em catadupa, muita confusão, poucas oportunidades de golo e quase nenhum discernimento. Jardim consciente de que o futebol directo imperava ordenou a Slimani que se juntasse a Montero. O argelino entrou, mais uma vez, bem mas sem o faro de golo do costume. Do outro lado, Marco Silva tirou Bruno Lopes e Sebá e lançou Gerso e Balboa ficando com uma frente de ataque mais móvel e veloz. A aposta do jovem treinador estorilista quase surtiu efeito quando o extremo ex Benfica isolou o guineense Gerso que só foi travado por um super Patrício.

Os leões que durante a segunda etapa voltaram a ter sinal mais, mesmo que sem criar grande perigo, só em cima do final da partida estiveram realmente próximos do golo. Após uma grande confusão na área dos canarinhos, a bola sobrou para Rojo que desferiu um remate à queima-roupa salvo pelo enorme Vagner. Antes disso apenas Adrien de fora da área e Montero de livre tinham criado relativo perigo junto à baliza do guardião da Amoreira. Em suma um empate justo, num jogo mal jogado e sem grandes oportunidades de golo, mas onde os guarda-redes acabaram por ser decisivos nos minutos finais.

Jardim e Marco Silva de acordo

Os dois treinadores reconheceram que o jogo foi equilibrado e admitiram que a dificuldade em criar ocasiões de golo.

Leonardo Jardim: «Foi um jogo de contacto, parado, raramente vimos a bola rolar no meio-campo. Não foi um jogo de grande qualidade, mas teve entrega e uma intensidade muito alta. Houve equilíbrio e assim é difícil criar ocasiões de finalização.Desta vez não criámos por demérito nosso mas também por mérito do adversário».

Marco Silva: «Não foi um jogo bem jogado ou de grande qualidade mas de muita intensidade. Foram duas equipas que pressionaram muito e que não permitiram que a qualidade do adversário viesse ao de cima. As oportunidades foram poucas, mas não conseguimos ser a equipa que costumamos ser por mérito do Sporting, mas também o Estoril também teve mérito por ter travado o Sporting

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