1-0, min. 11, Magique. 1-1, min. 21, Manuel José (g.p). 1-2, min. 32, Bebé. 2-2, min. 45, João Real. 3-2, min. 47, Cleyton. 4-2, min. 75, Ivanildo.
Houve chuva mas foi de golos

Houve chuva mas foi de golos

A Académica de Coimbra conseguiu, esta tarde, um importante triunfo frente ao Paços de Ferreira. Importante não só pelos três pontos conquistados, é que a equipa de Sérgio Conceição cavou um fosso de nove pontos para o último classificado, precisamente os pacenses.

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Leandro Dinis
Académica de CoimbraRicardo; Marcelo, Halliche, João Real, Djavan; Fernando Alexandre, Makelele, Cleyton (Nuno Piloto, min. 85); Marinho, Ivanildo (Diogo Valente, min. 79), Magique (Manoel, min. 71).
Paços de FerreiraDegra; Tony (Sérgio Oliveira, min. 61), Tiago Valente, Ricardo, Hélder Lopes; André Leão, Filipe Anunciação, Seri; Bebé, Manuel José (Del Valle, min. 68), Carlão (Buval, min.73).
ÁRBITROCosme Machado. Amarelos: Halliche (min. 21), Degra (min. 40), Marinho (min. 42), Filipe Anunciação (min. 45, 87), Sérgio Oliveira (min. 90+1m). Vermelho: Filipe Anunciação (min. 87).
INCIDENCIASLiga Zon Sagres, 15ª jornada, Académica - Paços de Ferreira, Estádio Cidade de Coimbra (1617 espectadores).

Em tarde de nuvens cinzentas no Estádio Cidade de Coimbra, houve um factor que coloriu o jogo: golos! E foram seis ao todo, algo pouco expectável visto que frente-a-frente estavam dois dos piores ataques da prova (Académica com sete e Paços com dez golos respectivamente).

Início de jogo dominado pela equipa de Coimbra, com o trio de meio-campo formado por Fernando Alexandre, Makelele e Cleyton a tomar as rédeas do jogo. Sem surpresa surge o primeiro golo, ao minuto 11 e para a Académica, com Magique a aproveitar má intervenção de Degra após livre indirecto e a encostar para o fundo das redes. 

Reacção pacense

Após o golo a equipa de Coimbra baixou as linhas permitindo a reacção imediata dos castores. Após tentativas ou sem nexo ou com Ricardo em bom plano, o golo do empate surge através de grande penalidade, a castigar mão de Halliche. Chamado a converter Manuel José não tremeu. Quem tremeu foi a equipa de Sérgio Conceição que à passagem do minuto 31 viu-se em desvantagem, com Bebé a aproveitar corte incompleto de João Real e, na quina da área, a atirar sem hipótese de defesa para Ricardo.

Marcar nas melhores alturas

É certo que todos os momentos são bons quando se fala em fazer golos, mas marcar a fechar a primeira parte ou a abrir a segunda parte dá certamente mais moral para o que falta do encontro. Ora a equipa de Coimbra conseguiu precisamente isso, marcar dois golos a fechar e abrir ambas as partes. A fechar a primeira parte é João Real a restabelecer a igualdade ao encostar de cabeça após defesa de Degra. A abrir a segunda parte, mais precisamente ao minuto 47 é Cleyton quem faz o golo da reviravolta, ao aparecer sozinho na área e com um remate seco a não dar chances a ao guardião argentino.

Ivanildo protagoniza momento do jogo

Vendo-se em vantagem, a equipa dos estudantes não cometeu o mesmo erro da primeira parte. Bem pelo contrário, continuou sempre em busca do golo, não baixando as linhas nem deixar sequer a equipa pacense aproximar-se da área. O golo da tranquilidade teve o toque mágico de Ivanildo, com o avançado de 28 anos a apontar um golo da belo efeito. Descaído sobre a direita, o guineense puxa a bola para o seu pé esquerdo e bate em arco fazendo um golo de belo efeito, importante para trazer tranquilidade máxima à equipa da casa. Com vantagem de dois golos e sem a pressão do resultado a equipa de Coimbra geriu a seu belo prazer o jogo, praticando um bom futebol a dois toques. Até final nota para duas magníficas defesas de Ricardo, que levaram o Estádio Cidade de Coimbra a cantar em coro «Seleção!». A verdade é que o guardião português parece cada vez em melhor forma e cresce a legião de críticos que defende a sua ida à selecção. Com o Mundial mesmo à porta quem sabe se não há uma surpresa na convocatória final..

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