1-0,DJURICIC, MIN. 28 2-0, CAVALEIRO, MIN. 87
Benfica vence Leixões e qualifica-se para as meias da Taça da Liga
Amorim liderou a equipa encarnada rumo à vitória

Benfica vence Leixões e qualifica-se para as meias da Taça da Liga

O Benfica venceu tranquilamente o Leixões na Luz, por 2-0, utilizando uma segunda linha que deu indicações positivas a Jorge Jesus. Djuricic abriu a contagem na primeira parte e Cavaleiro fechou-a perto do fim. Com este triunfo, os encarnados garantem a passagem às meias-finais da Taça da Liga. (Foto: Isabel Cutileiro)

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BenficaARTUR, JARDEL, ANDRÉ ALMEIDA, STEVEN VITÓRIA, SÍLVIO, FEJSA, AMORIM, CAVALEIRO, DJURICIC (LIMA, MIN. 67), OLA JOHN (MARKOVIC, MIN. 63), FUNES MORI (RODRIGO, MIN. 67)
LeixõesCHASTRE, MATERAZZI, HUGUINHO, JOÃO VIANA, SALDANHA (CADINHA, MIN. 62), JOSÉ PEDRO, TALLES (PEDRAS, MIN. 86), ANDERSON, TIAGO LENHO, RUI COENTRÃO (HUGO MOREIRA, MIN. 69), MAILÓ
ÁRBITROMANUEL OLIVEIRA (A. F. PORTO) ADMOESTADOS: RODRIGO, MIN. 73 TIAGO LENHO, MIN. 83
INCIDENCIASSTÁDIO DA LUZ, FASE DE GRUPOS DA TAÇA DA LIGA

O Benfica não deixou os seus créditos por mãos alheias e venceu o Leixões como era sua obrigação. Com uma equipa superior e jogando em casa, os encarnados bateram a equipa liderada por Pedro Correia com dois golos, um do sérvio Djuricic e outro do luso Cavaleiro, perto do minuto 90. Com uma linha pouco utilizada, a armada benfiquista controlou a partida com razoável facilidade, somando mais um jogo com a baliza inviolada e dando rodagem a jogadores menos utilizados. Artur voltou à guarda das redes, e Steven Vitória, habitual presença na equipa B, foi titular ao lado do brasileiro Jardel. Amorim, capitão, foi o comandante das tropas, o cérebro da equipa e um dos elementos em maior destaque.

Armada pouco rodada chegou para garantir apuramento

A equipa apresentada por Jorge Jesus executou o plano de modo eficiente e levou de batida a erquipa do Leixões, que, apesar dos esforços, não conseguiu baralhar o jogo das «águias». Repleta de jogadores pouco utilizados, a formação da Luz impôs, naturalmente, a sua lógica superioridade, impedindo surpresas e garantindo o objectivo primordial: a passagem às meias-finais da Taça da Liga. Artur voltou a defender as redes depois da lesão sofrida frente ao Olhanense, tendo à sua frente uma dupla inédita de centrais: Jardel e Steven Vitória, secundados por André Almeida na direita e Sílvio na faixa esquerda. Amorim foi pilar central, jogando ao lado do médio defensivo Fejsa, permitindo que o desmotivado Ola John e que o jovem formado no Benfica, Cavaleiro, atacassem pelas alas. Djuricic apoiou Funes Mori no ataque. O jogo foi de bonança, navegação controlada e sem perigos de maior para os da casa: o golo inaugural aconteceu por intermédio de Djuricic depois de uma lição laboratorial bem executada. Amorim centrou, Jardel cabeceou para assistir Djuricic e o médio criativo fuzilou Chastre. Antes, já Vitória avisara o jovem guarda-redes com um pontapé de bicicleta espectacular. A vantagem magra prolongou-se até ao minuto 87, quando, assistido pelo maestro de serviço chamado Rúben Amorim, Ivan Cavaleiro mostrou dotes tecnicistas, ludibriando o adversário e fuzilando o guarda-redes leixonense. 

Talles tentou mas nem sempre da melhor maneira

O Leixões alinhou com um 4-1-4-1 com Anderson a trinco, desempenhando  bem o papel defensivo em auxílio dos colegas da linha recuada. Mailó jogou na posição de ponta-de-lança, apoiado por um sector intermédio de quatros jogadores: Lenho, Saldanha, Rui Coentrão e Talles. E foi mesmo Talles a abanar o jogo do Leixões, com arrancadas bravias (uma delas valeu uma boa intervenção a Artur, aos 45 minutos) e iniciativas corajosas pelo meio da fortaleza benfiquista. Apesar de disso, foi também ele protagonista da maior perdida da sua equipa: na sequência de uma inacreditável oferenda de Artur, Talles rematou ao lado, perante uma baliza deserta.

Amorim foi capitão, na ficha de jogo e dentro do campo

Rúben Amorim foi um dos melhores jogadores em campo, liderando a equipa através da segurança do seu futebol, do acerto dos seus passes e da perspicácia da sua visão dentro do campo. Manipulando o ritmo da partida e servindo os companheiros, o português mostrou aptidão suficiente para ser alternativa a Matic, transferido para o Chelsea. O médio versátil esteve nos dois golos: primeiro abrindo o lance estudado que proporcionou o golo de Djuricic, depois assistindo na perfeição Ivan Cavaleiro, já no interior da área adversária. Amorim desempenhou o papel de médio organizador de jogo, estando coberto pela postura mais defensiva do sérvio Fejsa, que fechou a zona mais recuada no meio-campo. 

«Não joga o Matic, joga o Manel», diz Jesus

Não será fácil ao Benfica substituir Matic, isso é um facto que o próprio treinador benfiquista realça: «Matic é o melhor médio defensivo do mundo», afirmou Jesus. Na conferência de análise ao jogo, o técnico reconheceu que terá de adaptar a equipa à ausência do médio sérvio, colocando Fejsa e Amorim na linha da frente para sucederem ao jogador agora a militar no Chelsea, ao mesmo tempo que relativizou a saída do médio: «Não joga o Matic, joga o Manel», atirou. O treinador deu ainda indicações quanto à corrida pela titularidade da baliza encarnada: «O futebol é o momento. Neste momento o Oblak tem vindo a jogar no Campeonato, mas isso não quer dizer que o Artur não seja jogador para o Campeonato. Neste momento a vantagem no Campeonato está no Oblak, que tem correspondido nos jogos que fez», realçou. 

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