1-0 MIN. 13, Derley (p).
Marítimo põe a pá e o Porto faz o túmulo

Marítimo põe a pá e o Porto faz o túmulo

Fraco jogo em terras madeirense que se resolveu com um golo de grande penalidade no início do mesmo. Depois os dragões tentaram tudo sem sucesso, nem se quer na criação do perigo na área do Salim, que estreou-se na baliza dos Leões da Madeira. Foto: Fábio Poço | Global Images

Robayna
Miguel G. Robayna
MarítimoSALIN; JOÃO DIOGO (RÚBEN FERREIRA MIN. 45), PATRICK BAUER, GEGÉ, MÁRCIO ROZÁRIO; WEEKS, DANILO PEREIRA, NUNO ROCHA; DANILO DIAS, ARTUR (SAMI. MIN. 75) Y DERLEY.
PortoHELTON; DANILO, MAICON, MANGALA, ALEX SANDRO; DEFOUR (QUINTERO MIN. 61), CARLOS EDUARDO, JOSUÉ; QUARESMA, VARELA (GHILAS MIN. 72) Y JACKSON MARTÍNEZ.
ÁRBITRONUNO ALMEIDA (AF ALGARVE). ADMOESTOU A DEFOUR (MIN. 38); SALIN (MIN. 84), MANGALA (MIN. 89).
INCIDENCIASJogo a contar para a 17ª jornada da Liga Zon Sagres, disputado no estádio dos Barreiros entre Marítimo e FC Porto.

Uma semana depois se repetiu a históra, se calhar não toda. Desta vez o Marítimo arrancou na liderança no resultado e não permitiu aos homens de Paulo Fonseca nenhuma reviravolta. O clube portista tem muitas coisas para pensar na viagem de regresso à cidade Invicta, depois de fazer outro jogo sem ideias na criação de oportunidades de golo.

Pedro Martins conhecia as linhas a seguir para abrir a ferida que apenas estava semi-fechada na facção azul e branca. Uma defesa forte com boa pressão no centro do campo e sobretudo aproveitar as oportunidades na área de Helton. Também era importante começarem o jogo concentrados e acabá-lo dessa mesma forma.

A nova terna não conecta

Com Lucho já fora e Fernando fora da lista de convocados, o treinador estava obrigado a mexer as peças no meio campo. Defour foi o mais atrasado dos três homens da medular e em posições mais avançadas o par Carlos Eduardo - Josué, que devia levar o peso da direcção do jogo dos dragões. Os primeiros minutos fizeram pensar que o momento do Porto podia ter chegado, mas nesse sentido iam a ficar dissipados muito cedo tais pensamentos. Começaram a jogar a partida a um ritmo mais baixo e as bolas longas da defesa do Marítimo sempre eram um problema para a defesa azul: ao 13 minutos chegaria a jogada que marcaria o destino do jogo.

Derley quase não tinha entrado na grande área quando Danilo bateu o seu pé e não a bola, assim que a decição indiscutível do árbitro Nuno Almeida foi assinalar o ponto fatídico. De grande penalidade, Derley pôs ao insulares a à frente no placar e incutiu dúvida nos onze jogadores do Porto. Nessa altura os dragões tentaram subir o ritmo do jogo, sem sucesso, voltando o velho fantasma desta época: a pouca velocidade da condução de bola. Josué e Carlos Eduardo não apareciam e a táctica do Marítimo era muito simples: deixar que Defour fosse o único com hipóteses de sair com a bola nos pés.

Quaresma é um oásis

Sem encontrar ideias na criação do jogo, Fonseca mexeu, tirando do relvado Defour, com cartão amarelo, e refrescando as ideias, com Juan Quintero. Porém, o problema é de mobilidade dos homens ofensivos e depois de ter essa qualidade, há que superar os grandes espaços entre jogadores. Nesse panorama só havia um homem com suficiente ambição para pôr-se a equipa nas costas e tentar o impossível. Ricardo Quaresma foi o mais activo no ataque portista e quem mais incomodou o guarda-redes local, mas o Salin sempre respondeu com boas defesas.

E se neste relato faltam ocasiões de golo por parte das duas equipas, é porque na verdade só um disparo muito longe de Derley fez aparecer Helton, e outro remate, com mais intenção que convicção, de Josué, merecem ser lembrados num jogo que só deixa contente o Marítimo pelos três pontos obtidos. Pois é mesmo uma bolha de ar que recebe um clube que já olha para abaixo sem tanta agonia. Pelo contrário, o Porto do Paulo Fonseca que pode ver o Benfica a 6 pontos ao fim da noite.

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