0-1, Lima, min. 62 1-1, Vitor Gonçalvez, min. 73
Cardozo fez o papel de vilão no empate em Barcelos
Cardozo falhou o golo decisivo

Cardozo fez o papel de vilão no empate em Barcelos

O Benfica não foi além de um empate a um golo na deslocação ao terreno do Gil Vicente. O empate, porém, coloca as águias mais líderes, depois da derrota do FC Porto na Madeira, embora à condição. Isto porque se o Sporting vence este domingo a Académica, volta a colar-se ao rival lisboeta. No duelo deste sábado, Cardozo foi o vilão ao falhar uma grande penalidade (muito duvidosa) ao cair do pano. (Foto: Lusa)

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Joni Francisco
Gil VicenteAdriano, Luis Martins, Halisson, Danielson, Vilela, Luan, Luis Silva (Vitor Gonçalves, min. 68), Avto (Hugo Vieira, min. 46), Diogo Viana, Brito (Simi, min. 79)
BenficaOblak, Maxi, Luisão, Garay, Siqueira, Fejsa, Enzo (Djuricic, min. 90), Gaitán, Markovic (Cavaleiro, min. 79), Lima, Rodrigo (Cardozo, min. 74)
ÁRBITROBruno Paixão (A. F. Setúbal) Halisson, min. 22 Luis Martins, min. 25 Siqueira, min. 37 Markovic, min. 64 Rodrigo, min. 66 Danielson, min. 90+3
INCIDENCIAS17.ª Jornada, Liga Zon Sagres Estádio Cidade de Barcelos

Foi um Benfica empenhado mas sem pontaria aquele que este sábado se apresentou em Barcelos, para um duelo com o Gil Vicente. O empate final a uma bola não traduz o que se passou dentro de campo mas acaba por ser um prémio justo para um Gil Vicente que soube defender e um castigo merecido para uma Benfica que pecou muito na hora de finalizar.

Relvado em péssimo estado não impediu bom jogo

Já é habitual vermos relvados muito mal tratados nesta fase da temporada. O de Barcelos foi um desses casos. Mas, quando se esperava um jogo muito físico e pouco conseguido, o futebol praticado até teve momentos de alguma espectacularidade. Na primeira parte, o Benfica atacou para a metade do terreno em pior estado mas conseguiu boas combinações. Só que a finalização não esteve acertada, como no lance ao minuto 12 em que Rodrigo apenas tinha que empurrar para a baliza após assistência de Lima.

Com uma dupla atacante composta por Lima e Rodrigo, foi Gaitán quem mais brilhou no primeiro tempo. O extremo argentino apareceu muitas vezes em zonas centrais e colocou a defesa gilista em pânico por mais que uma vez. Só que, embora produzindo alguns bons momentos, o Benfica rematava pouco e com pouca qualidade. Do lado do Gil Vicente, a coisa ainda estava pior. Nenhum remate no primeiro tempo, o que se juntava aos 90 minutos para a Taça da Liga quando, contra o mesmo adversário, não conseguiu fazer um único remate.

Paixão e um concerto de apitos

Se o relvado não impediu bons momentos de futebol, o mesmo não se pode dizer de Bruno Paixão. Ao todo, foram 51 as faltas assinaladas (30 do Gil Vicente, 21 do Benfica) e muito tempo de jogo parado. Um registo que já é tradição no futebol português e que prejudica, em muito, os espectáculos. Na retina ficam, por exemplo, os inúmeros lances onde devia ter dado a lei da vantagem e preferiu parar o jogo. Para desespero dos dois conjuntos. Já para não falar de erros graves. Mas esses ficam mais para a frente.

Segundo tempo trouxe animação

A primeira parte terminou sem golos e para a entrada no segundo tempo João de Deus lançou Hugo Vieira, com passagem recente pelo Benfica. Mas foi o Benfica quem entrou ainda mais determinado a marcar e nos primeiros 10 minutos da etapa complementar foram alguns os lances em que o podia ter feito. Desde um corte deficiente de Danielson que quase deu auto-golo até ao falhanço de Rodrigo na cara do golo (embora pareça agarrado na área por João Vilela), foram vários os momentos de perigo para a baliza gilista. Mas, ao minuto 57, Siqueira derruba Brito em falta e vê o segundo amarelo, depois de no primeiro tempo ter sido amarelado por simulação na área adversária. O jogo tinha tudo para equilibrar.

Com menos um surgiu o golo

Mas a expulsão de Siqueira não se fez sentir no imediato. Pelo contrário. Até esse momento, o Benfica estava claramente por cima. E poucos minutos depois, chega finalmente ao golo. Ao minuto 61, Brito pontapeia Gaitán dentro da área e o árbitro apontou prontamente para a marca de grande penalidade. O jogador gilista ainda arriscou o segundo amarelo ao pontapear a bola para longe, quando se apercebeu da decisão do juiz. Mas não foi punido. Chamado à conversão, Lima não vacilou e colocou o Benfica na frente. Nesse momento, as câmaras encontraram Jesus a dar indicações a Rúben Amorim. Só que, quando seria de esperar que o polivalente português entrasse para colmatar a expulsão de Siqueira, Jesus hesitou e não mexeu.

Vítor Gonçalves salta do banco para empatar o jogo

Se Jesus não mexeu, João de Deus fez diferente. A perder no encontro mas com mais um elemento, o técnico gilista retirou Luís Silva para lançar Vítor Gonçalves. Passados cinco minutos, o próprio Vítor Gonçalves restabeleceu a igualdade. Num ressalto para fora da área após um pontapé de canto, a bola sobra para o disparo forte ao qual Oblak não se conseguiu opor (parecendo mal batido). O Gil Vicente empatava sem quase nada ter feito para o merecer.

Pressão final do Benfica esbarrou em Adriano (e Cardozo...)

Só quando o Gil Vicente empatou é que Jesus recorreu ao banco. E para lançar o regressado Cardozo, que viria a tornar-se figura incontornável do jogo. Também Ivan Cavaleiro e Djuricic entraram para uma fase final do Benfica que foi quase sufocante. Ao minuto 83, Cardozo aparece pela primeira vez no jogo. Num lance confuso na área adversária, a bola sobra para o paraguaio que, de forma incrível, permitiu a defesa de Adriano para canto. Na sequência do canto, Garay cabeceia por cima. Lima também tentou. E, por fim, Djuricic arrancou e entrou na área, caindo no contacto com Luís Martins. O árbitro voltou a apontar para a marca de grande penalidade, em mais uma decisão muito controversa. Cardozo pegou na bola e preparou-se para regressar em grande. Só que o remate forte do paraguaio saiu à figura de Adriano e o Benfica perdeu oportunidade única e caída do céu para ganhar o jogo. O tempo de compensação esgotou-se quase todo no lance da grande penalidade e assim terminou o jogo. Com um 'galo' gigante para os encarnados.

Um ponto ganho aos dragões mas à mercê do Sporting

Depois da derrota do FC Porto nos Barreiros, os adeptos encarnados terão feito muitas contas. Em caso de vitória em Barcelos, passariam a ser seis os pontos de vantagem face aos campeões nacionais. Só que as contas saíram furadas. O Benfica não foi além do empate e, embora tenha ganho um ponto aos dragões, ficou à mercê do Sporting que se pode colar na frente se amanhã ganhar na recepção à Académica. 

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