Ânimos exaltados num Dragão em clima de transtorno
Contingente policial nas imediações do Estádio portista (Foto: Helena Valente | ASF)

Ânimos exaltados num Dragão em clima de transtorno

Depois da derrota em casa, frente ao Estoril, por 0-1, os ânimos portistas estão ao rubro. O clima que envolve o Dragão é de nervosismo e protesto máximo, com a revolta dos adeptos azuis e brancos a dificultarem a saída dos funcionários do clube do perímetro do Estádio do Dragão. A PSP esteve no local, obrigando os jogadores azuis a sairem por uma das portas alternativas, de modo a contornar a fúria dos associados.

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Na sequência da derrota contra o Estoril, por 0-1, os ânimos que envolveram o Estádio do Dragão encontravam-se exaltados e o ambiente que rodeiava a equipa portista estava inegavelmente tenso. O FC Porto perdeu diante do Estoril, sofrendo um golo de Evandro, perdendo cinco anos depois desde a última vez que deixara três pontos perdidos, em casa, para a Liga nacional. Os lenços brancos mostrados a Paulo Fonseca e os cântinos de contestação entoados, ainda no interior no estádio, antecederam os momentos de tensão e confusão à saída do recinto, aquando da debandada dos jogadores do clube, que foram impedidos momentaneamente de sair das instalações do Porto, devido a medidas de precaução impostas pela PSP. Tal decisão policial foi contestada pela direcção portista, que esteve em peso nas imediações da saída rodoviária. 

Numa cena caricata, um imbróglio entre a Polícia de Segurança Pública e a direcção do FC Porto foi vivido enquanto as câmaras de televisão filmavam o que seria a saída dos automóveis dos jogadores portistas e da direcção técnica da equipa. As forças policiais pretendiam que tais saídas fossem realizadas por outro acesso que não o principal, enquanto que Pinto da Costa (acompanhado por Adelino Caldeira, Reinaldo Teles e Antero Henriques) se opunha intransigentemente a essa instrução, pretendendo que as saídas fossem levadas a cabo como habitualmente: «A polícia queria que saíssemos em sentido contrário para evitar o contacto com os adeptos, mas nós não fugimos à nossa responsabilidade nem de ninguém, muito menos dos nossos adeptos. Não temos medo e vamos sair agora, como poderíamos sair daqui a 10 horas ou depois de amanhã, mas sem fugir a ninguém. Ninguém do FC Porto foge, os ratos é que fogem.», afirmou peremptoriamente Pinto da Costa no local.

O presidente do FC Porto não se alongou em relação à continuidade do seu treinador Paulo Fonseca, reagindo até de modo indelicado e deseducado quando questionado sobre a segurança do posto do antigo treinador do Paços de Ferreira, contratado no fim da época passada. O tabu sobre a permanência de Paulo Fonseca poderá ficar finalizado dentro de poucas horas: a rescisão mútua poderá estar por horas. 

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