Dragão quer acender de novo a chama da vitória

Dragão quer acender de novo a chama da vitória

O Futebol Clube do Porto tenta esta quinta-feira a passagem aos oitavos-de-final da Liga Europa. Depois do empate a dois golos na primeira mão, os dragões enfrentam o Eintracht Frankfurt e o único pensamento só pode ser um… ganhar!

RodolfoReis
Rodolfo Reis

Quando Silvestre Varela fez o 2-0 a vinte minutos do final do encontro no Estádio do Dragão, todos os adeptos pensaram que a eliminatória estaria bem encaminhada. No entanto «os alemães fizeram dois golos em cinco minutos e tudo se complicou». A derrota diante do Estoril deixou o clima ainda pior e Paulo Fonseca sabe que uma eliminação perante o actual 13º classificado do campeonato germânico, pode custar-lhe o lugar como técnico portista, tendo mesmo referido que«estado emocional da equipa não é o melhor». E o cenário não se afigura fácil, já que a juntar a todos estes factores, o Porto terá pela frente os fervorosos adeptos do «Die Adler», que significa «As Águias»alcunha dada ao Eintracht Frankfurt. E se na partida do Dragão cinco mil não se calaram em apoio à equipa, será de esperar ainda mais num Commerzbank Arena que estará esgotado com 51 mil pessoas. «O Porto só pode pensar na vitória já que o empate só superior a dois golos coloca a equipa nos quartos-de-final», e isso embora não seja impossível de acontecer, poderá ser bastante complicado.

Últimas reviravoltas deram títulos europeus

Inspirar-se na história é algo a que a formação do Porto pode agarrar-se para o jogo deste final de tarde. Na «última vez que os dragões tiveram um mau resultado na partida da primeira mão jogando em casa, acabaram por ganhar a Liga dos Campeões». Estávamos no ano de 2004, quando a 5 de Maio, os azuis e brancos defrontaram o Deportivo da Corunha. Depois do 0-0 em Portugal, «um golo de grande penalidade marcado por Derlei carimbou o passaporte para a final», curiosamente na Alemanha em Gelsenkirchen, onde depois o Porto venceria o Monaco por 3-0. No entanto basta apenas recuarmos um ano e o cenário repete-se agora para a ainda na altura denominada Taça Uefa. Jogavam-se os quartos-de-final e «depois de ter perdido no antigo Estádio das Antas por 0-1 com o Panathinaikos», (José Mourinho diria na conferência de imprensa no fim do jogo, que a eliminatória ainda não tinha acabado) os portistas foram à Grécia dar a cambalhota no jogo, «ganhando por 0-2 com dois golos de Derlei», o segundo já em prolongamento. Os azuis e brancos conquistariam a Taça Uefa derrotando na final em prolongamento o Celtic por 3-2.

Segunda mão dos Quartos-de-Final da Taça Uefa - Panathinaikos - FC Porto Época 2002-2003

Aos 1/4 querem chegar, para de lá nunca passar

Este é o lema que dita a história do Eintracht Frankfurt nas provas da Uefa. A equipa «já por seis vezes atingiu os quartos-de-final, mas daí não avançou mais». A primeira vez foi em 1978, onde depois de terem eliminado o Bayern Munique, acabaram por cair aos pés do Grasshoppers. Em 1995 foi a última ocasião, tendo sido derrotados pela Juventus. De resto «a formação germânica já não participava em jogos europeus desde a temporada 2006/2007» e aí não passaram sequer da fase de grupos. Depois de um empate em casa a zero para o campeonato frente ao Werder Bremen, o Eintracht agarra-se com todas as forças à Liga Europa e tenta chegar de novo à sua meta dos quartos-de-final. E o facto é que tudo parece jogar a favor dos alemães, que «sabem que só uma derrota os elimina da competição» e que uma igualdade a zero ou a um golo, os deixa apurados e no caso de um 2-2 o pior que pode acontecer será o prolongamento ou eventualmente grandes penalidades.

Defour é a maior novidade nos convocados

O médio belga «Defour integrou a comitiva azul e branca que viajou para Frankfurt», tal como o central Diego Reyes, que substitui Abdoulaye que não pode jogar na Europa por já ter alinhado pelo Vitória de Guimarães. Na defesa tudo continuará na mesma, com Helton na baliza tendo à sua frente Danilo e Alex Sandro como laterais e Maicon e Mangala no centro. No meio-campo Fernando será o jogador mais recuado, com Herrera a fazer a posição de número oito e «Carlos Eduardo poderá render Josué como médio mais avançado». Na frente Silvestre Varela e Ricardo Quaresma, vão tentar servir Jackson Martinez para os golos.

Russ e Rode as dores de cabeça de Armih Veh

O defesa central «Marco Russ viu o cartão amarelo no encontro da semana passada e por isso vai cumprir castigo». Pior está o seu companheiro Sebastian Rode, que no jogo do último domingo frente ao Werder Bremen «contraiu uma lesão grave no joelho, que o vai deixar de fora até ao final da temporada». A baliza será de novo ocupada por Kevin Trapp, no quarteto defensivo Sebastian Jung e Bastan Oczipka fazem companhia aos centrais Carlos Zambrano e Alex Madlung, que recua para a sua posição original, depois de ter a trinco na partida da primeira mão. O centro do terreno deve ser ocupado pelocapitão Pirmin Schwegler, que terá ao seu lado Johannes Flum, enquanto que Alexander Meier tem lugar garantido como organizador de jogo, «Stefan Aigner pode ocupar a vaga deixada por Rode» e o nipónico Takashi Inui completar o quinteto do meio-campo. No entanto Martin Lanig, Jan Rosenthal e Tobias Weis, podem ser elementos a considerar pelo técnico Armih Veh para o onze titular. Lá na frente o espanhol Joselu (que marcou o 2-1 no Dragão), será a maior ameaça aos azuis e brancos.

Onzes prováveis 

 

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