Estoril: 10 jogos sem perder
Estoril com ímpeto goleador cilindrou Olhanense

Esta noite, no âmbito da 21ª jornada da Liga Zon Sagres – que está cada vez mais perigosamente próxima do fim – o Estoril Praia recebeu o penúltimo classificado da tabela no Estádio António Coimbra da Mota. Numa partida que não deixava dúvidas relativamente ao favorito à vitória, o resultado final correspondeu às expectativas, com a equipa da casa a vencer o jogo por 4 bolas a 0, conquistando os três pontos que pretendia.Com um auto-golo de Mladen e outro tento de João Pedro Galvão, no fim da 2ª parte o Estoril já vencia 2-0, resultado que cresceu na segunda parte com novo golo de Galvão e um golo de penálti de Ricardo Vaz.

Vindo da recente vitória frente ao Futebol Clube do Porto, no Dragão, a quem roubou três pontos e consequentemente se aproximou mais, a equipa de Marco Silva não carecia de motivação para a partida, tal como afirmado por Bruno Miguel, que descreveu a equipa como mais motivada «pelos últimos resultados». Contudo, e ao longo do jogo, os visitantes também demonstraram que não queriam ser subestimados – ainda que sem a eficácia desejada, o Olhanense deu luta ao clube da casa, não facilitando muitas vezes as investidas estorilenses. Ambas as equipas contavam com ausências, algumas delas significativas, mas não foi isso que impediu um bom confronto futebolístico entre os dois. Apesar disso, foi claro o domínio do Estoril, não só no resultado final mas também ao longo de todo o jogo.

Estoril dominante não oferece grandes hipóteses

A bola saiu da equipa da casa e assim ficou uma parte significativa do jogo, registando mais de metade da posse de bola. Embora encontrasse resistência, a formação de Marco Silva apresentou-se bem organizada, como é frequente, circulando a bola rapidamente e não dando espaço para aborrecimento. Logo nos primeiros cinco minutos de jogo, o Estoril deixava as suas intenções claras – a vitória, procurando sempre penetrar a barreira adversária de forma a chegar à baliza. Perante uma equipa com estes claros objetivos, e após invadir consecutivamente a área adversária, o primeiro golo do Estoril não tardou a chegar: aos 10 minutos de jogo, depois de uma boa jogada de equipa, Babanco, o número 55 do Estoril, rematou, atingindo Kroldrup que acabou por marcar um auto-golo, oferecendo a vantagem à equipa da casa.

Os minutos seguintes não primaram por alterações – o Estoril viu diversas oportunidades e dominou o jogo, ainda que isso não tirasse qualquer ânimo aos algarvios, que procuravam igualmente a sua oportunidade de golo e, em alguns momentos, acabaram mesmo por registar certas oportunidades, pretendendo sempre dar luta ao adversário. Os azul e amarelos, contudo, estavam em completa hegemonia, registando muito mais hipóteses ainda que faltasse a finalização. Apesar disso, a invasão ao meio campo adversário era constante, que resultou no segundo golo da partida e último dos primeiros 45 minutos – registava-se o minuto 43 quando João Pedro Galvão, num remate espetacular, invadiu as redes adversárias, marcando pela quarta vez a favor do Estoril.

Segunda parte não ofereceu mudanças

A segunda parte do jogo em pouco diferiu da primeira – o cenário de um Estoril dominante prevaleceu, ainda que os algarvios entrassem com uma garra notável no segundo período de jogo. O Estoril impôs-se logo, contudo, registando uma boa oportunidade de golo aos 5 minutos da segunda parte. Esta não se efetivou e, tentando sempre procurar aumentar o marcador e consequentemente a vantagem, de forma a garantir a vitória, a equipa da casa acabou por acrescentar novo número ao marcador ao minuto 61. Depois de a bola bater na trave, entrar na baliza e voltar a sair, João Pedro Galvão voltava a marcar a favor da sua equipa, num golo claro que o árbitro não teve dificuldades em sinalizar. Aos 64 minutos, no entanto, o Olhanense viu uma excelente oportunidade que acabou desperdiçada – Dionisi, frente à baliza, chutou contra a trave, para recarga de Mehmeti que chutou directamente para os braços de Vagner. Esta foi, provavelmente, a maior oportunidade com que o Olhanense se deparou e desperdiçou. O Estoril voltou rapidamente ao ataque a seguir à investida, sempre mais ofensivo, infiltrando-se no meio campo e área adversárias, apesar dos remates propriamente ditos escassearem; foi neste prisma que a segunda parte se mostrou semelhante à primeira, com um Estoril dominante e sem finalização e um Olhanense sempre à procura de oportunidades, que escasseavam e, quando chegavam efetivamente, acabavam desperdiçadas. Apesar de tudo, muitas das investidas do Estoril foram cortadas pela defesa algarvia.

Já em final de jogo, assinalava-se o 88º minuto da partida, Ricardo Vaz atacava quando Sampirisi, numa tentativa de cortar o ataque, fez falta ao jogador do Estoril na área. Implacável, Cosme Machado expulsou o jogador do Olhanense, assinalando, logicamente, o penalti a favor do Estoril. Foi Ricardo Vaz, quem sofreu a falta, o marcador do penalti – ao minuto 89, o jogador aumentava a vantagem do seu clube para 4 golos contra 0, num penalti que o Belec não foi capaz de defender. Nos quatro minutos que restaram, não existiram surpresas. O jogo acabou com o resultado de 4-0 a favor da equipa da casa, num resultado a expressar claramente o que se passou em campo, ainda que seja de destacar a luta que o Olhanense sempre procurou dar ao 4º classificado. Faltou-lhes, contudo, a eficácia e oportunidade, que claramente o Estoril sobre aproveitar e, com isso, vencer.

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