Uma estreia que fica na memória

A estreia de Luís Castro como treinador da equipa principal do FC Porto não podia ter começado melhor. A vitória dos actuais campeões nacionais voltou a fazer acreditar na aproximação à liderança do campeonato. Os actuais campeões nacionais voltaram a jogar com garra e mostraram que a nuvem negra está prestes a afastar-se da cidade invicta. Uma estreia quase de mão cheia para o novo técnico portista e que deixou contentes os adeptos presentes nas bancadas do Dragão. 

A dupla que (quase) não falha

O Porto entrou em campo com a obrigação de garantir os três pontos. O empate do Sporting em Setúbal deixava nas mãos do primeiro onze de Luís Castro a oportunidade de se voltarem a aproximar do segundo lugar da tabela e reduzir a vantagem para o líder Benfica. O recado foi dado e o trabalho foi feito. Ao minuto 11  Ricardo Quaresma não perdoou Cássio e converteu a grande penalidade que colocava o FC Porto na frente do marcador. Um remate forte e colocado acabou no fundo da baliza, mas pouco se teve de esperar para ver a vantagem aumentar.Ao minuto 21 foi a vez de Carlos Eduardo fazer o gosto ao pé. Um remate potente do jogador portista deixou o guarda-redes sem hipóteses e voltou a mostrar o porquê de merecer a titularidade.

Ainda antes de terminar o primeiro tempo, Rui Sampaio fez tremer a confiança portista ao reduzir a vantagem azul e branca. O Arouca manteve assim a tradição de marcar aos grandes do futebol português. Depois de uma desatenção da defesa da casa, o avançado do Arouca não deixou fugir a oportunidade e num remate forte deixou o experiente Helton a olhar para trás. Apesar da superioridade e da confiança, os actuais campeões nacionais perderam a concentração, de tal modo que Quaresma voltou a deixar fugir o golo. Um desperdício que voltou a trazer à memória os tempos de Paulo Fonseca às bancadas do Dragão. Outra grande penalidade para um enorme falhanço daquele que é o menino bonito do Futebol Clube Porto. ()

Quaresma depois de um dos seus golos (Foto: Lusa)

Da insegurança á glória 

O FC Porto acabou a primeira parte a tremer. O desperdício de Ricardo Quaresma e o golo do Arouca faziam prever uma segunda parte complicada para a equipa da casa, era preciso manter a confiança e a certeza de que o resultado acabaria por sorrir aos meninos de Luís Castro. As muitas oportunidades criadas pelo regressado Defour mostraram que o intervalo fez bem à equipa azul e branca e bastou a entrada em campo para ver isso mesmo. A confiança e a qualidade chegaram e sobraram para o 4-1 final. 

A insegurança é coisa do passado e o lema de Luís Castro agora é «chegar, analisar, concretizar e ganhar» e ao que parece assenta que nem uma luva a este onze portista. A velocidade, a entrega e a dedicação voltaram a fazer parte de um jogo feito com o coração num livro que aprenta ser outro depois da saída de Paulo Fonseca. E ao longo dos segundos 45 minutos a harmonia voltou a reinar nas quatro linhas do Dragão. Varela e Quaresma, com Licá e Defour no apoio chegaram a ter o golo certo, mas continuava a faltar a certeza da bola no fundo das redes. Certeza essa que apareceu ao minuto 81. Em jeito de redenção, Ricardo Quaresma pontapeou forte à boca da grande área e fez um grande golo que voltava a deixar descansada a equipa da casa. Estava esquecido o penalti desperdiçado nas bancadas do Dragão e com toda certeza que não se voltariam a ver lenços brancos. )

A equipa após do golo de Carlos Eduardo. Foto: Lusa

Apesar da vantagem, faltava ver a magia colombiana a fechar o marcador. Já em tempo de descontos, Jackson Martinez voltou a marcar com a camisola portista. O avançado não marcava há mais de seis jogos e os adeptos já tinham saudades. Ao minuto 92, qual sina benfiquista, o colombiano viu-se de frente para a baliza e concretizou o golo. 4-1 estava feito o resultado final

O tudo ou nada em Alvalade 

Na próxima jornada o FC Porto vai até Lisboa para jogar com a equipa de Leonardo Jardim. Dois pontos de vantagem mantém os leões na frente da tabela, algo que pode mudar, caso o FC Porto repita o resultado da primeira metade do campeonato. Se este jogo foi o teste para Luís Castro, o próximo é a prova de fogo e na ida a Lisboa nenhuma será a poupança. Já Leonardo Jardim vai ter algumas dores da cabeça por não poder contar com Maurício, castigado por acumulação de amarelos.

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