Benfica vence e tem o melhor ataque da prova
Rodrigo foi vital na vitória encarnada sobre os estudantes

Em nova jornada da Liga Zon Sagres, e cada vez mais perto do seu fim, as águias, actuais líderes, voltaram a jogar em casa, desta vez recebendo a Académica num jogo que se mostrava difícil – a Académica contava com apenas oito golos sofridos fora de casa, sendo a 2ª melhor defesa campeonato na condição de visitante. E essa defesa foi, de facto, eficaz. À parte os 3 golos, muitos ataques do Benfica foram evitados pela equipa de Sérgio Conceição, alguns deles carregando potenciais situações de perigo.

Após um jogo que contou claramente com o domínio benfiquista, especialmente durante os primeiros 45 minutos, em que a equipa da Briosa só registou dois remates, a Académica viu abortado um ciclo de vitórias que durava há já cinco jogos. O Benfica, por sua vez, continua a demonstrar-se apontado ao título, pouco disposto a facilitar, para impedir a repetição dos trágicos acontecimentos no final da época passado. Naquele que foi um dos jogos com mais posse de bola para as águias, os golos marcados voltaram a fazer os encarnados subir na tabela dos ataques, em que o clube da Luz se assume agora como o melhor ataque da Liga Zon Sagres, com 47 golos. O Sporting está imediatamente abaixo, com 46.

Palavras de ordem: Pressão e domínio

Após um minuto de silêncio em honra do falecido Manuel Barbosa, Rui Costa deu início ao jogo, com a bola a seguir para a Académica. Num jogo em que se esperavam algumas dificuldades, o início foi positivo, até equilibrado, ainda que predominasse um Benfica mais ofensivo -- o que se verificou durante todo o jogo --, apenas adormecendo nos minutos finais. Nesta dinâmica de ataque, jogava-se o minuto 10 quando Lima inaugurou o marcador. Após passar a bola a Rodrigo, que rematou contra o poste, Lima ganhou a recarga após corte falhado de Halliche e, aproveitando a oportunidade, invadiu as redes de Ricardo. O golo foi importante, mas se era esperada alguma alteração no ritmo de jogo, esta não chegou – a exibição manteve-se nos mesmos moldes: o Benfica sempre em controlo, levando a equipa da Briosa a ocupar posições mais defensivas, sempre recuada à procura do erro adversário.

O Benfica dominava então o ataque, jogando muito na área adversária, e assim se deixou ficar durante a quase totalidade do jogo. A persistência encarnada foi recompensada, e Lima, aos 27 minutos, voltou a celebrar. Com um centro da direita efetuado porMarkovic, a bola foi até ao segundo poste onde, com um empurrão sem hesitação, Lima aumentou a vantagem dos encarnados. Este golo, se não mudou a dinâmica de jogo, acentuou-a: trouxe mais confiança e ânimo ao Benfica, que se revelou ainda mais enérgico no ataque, pressionando fortemente a baliza adversária, ainda que perdendo excelentes hipóteses de golo. Ao intervalo, a vantagem do Benfica era de dois golos, retratando perfeitamente o que se passava em campo; toada, aliás, que não seria alterada durante a etapa complementar da partida. Criando algumas situações de perigo, o último golo do encontro chegava por Enzo Pérez, que não marcava na Luz desde o derby – foi o terceiro golo da partida e o terceiro golo do médio no campeonato.

Já nos minutos finais, o Benfica abrandou o ritmo e passava gerir o jogo sem pressão, dando mais oportunidades à Académica, que, porém, não sucedia em concretizar. O jogo terminava com uma vitória justa do Benfica, muito acelerado e criador de perigo para a equipa dos estudantes.

Defesa organizada, ataque pedia por mais

Perante as sucessivas investidas de um Benfica agressivo, a defesa da Briosa não desistiu – começou o jogo mais recuada, sempre à procura do erro do adversário, com eficiência a travar muitas jogadas do Benfica. Jogando sempre muito recuada, a Académica realizou poucas incursões à área adversária, não ameaçando com perigo a baliza de Oblak por mais de um par de ocasiões. A Briosa apresentou sempre grandes dificuldades nos seus processos de construção ofensiva, sobretudo perante um Benfica que era rápido a reposicionar-se para impedir o contra-ataque.

No segundo tempo, e embora permanecesse defensiva e grandemente dominada pelo Benfica, a Académica atreveu-se mais no meio-campo das águias. Aos 67 minutos chegava a primeira verdadeira situação de perigo para o Benfica – após cruzamento de Djavan, Rafael Lopes falhou o golo. A partir de então, os visitantes pareciam mais ofensivos, sem no entanto chegar a incomodar o adversário.

Num jogo jogado muito no seu meio-campo, sempre à espera do erro da ofensiva benfiquista, a Académica pecou sobretudo pela insuficiência do seu ataque, remetendo-se a uma defesa que, embora eficaz, não foi capaz de ser muralha perante o enorme caudal ofensivo do Benfica, que assim continua líder isolado, com mais sete pontos do que o Sporting, segundo classificado.

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