1-0, JACKSON, MIN. 6
Em casa, quem manda é o Dragão
Porto recebeu e bateu o rival Benfica com o golo do inevitável Jackson

Em casa, quem manda é o Dragão

Esta noite, Porto e Benfica reencontraram-se, desta vez para disputar a primeira fase das meias-finais da Taça de Portugal. Numa partida marcada pelo domino portista, a equipa da casa venceu por 1-0, com um golo de Jackson Martínez. (Foto: Ivan del Val/Global Imagens)

beatriz-goncalves
Beatriz Gonçalves
PortoFABIANO; DANILO, REYES, MANGALA E ALEX SANDRO; DEFOUR (QUINTERO, MIN. 87), FERNANDO E HERRERA (CARLOS EDUARDO, MIN. 75); VARELA (GHILAS, MIN. 62), JACKSON E QUARESMA
BenficaARTUR, MAXI, LUISÃO, GARAY, SILVIO, SALVIO (MARKOVIC, MIN. 81), FEJSA, AMORIM, SULEJMANI (GAITÁN, MIN. 65), CARDOZO E RODRIGO (LIMA, MIN. 67)
ÁRBITROMARCO FERREIRA ADMOESTADOS: MAXI, MIN. 18 DEFOUR, MIN. 25 HERRERA, MIN. 49 SILVIO, MIN. 58 FERNANDO, MIN. 61 JACKSON, MIN. 90+2 DANILO, MIN. 90+4
INCIDENCIASESTÁDIO DO DRAGÃO,MEIA-FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL

Algum tempo depois dos quartos-de-finais, e cada vez mais próximos da fase final da competição, Porto e Benfica defrontaram-se de novo para disputar um lugar na final da Taça de Portugal. Não havia qualquer dúvida de que o jogo seria desafiante para ambas as equipas, como qualquer Clássico o é, mas a situação acabou a ser mais linear do que se poderia assumir - numa partida que não deixou quaisquer dúvidas relativamente à justiça do resultado, Porto venceu e fica em vantagem na eliminatória, que será finalizada na Luz no próximo dia 16 de abril.

Perante um Porto que apresentou o seu melhor onze e um Benfica com seis substituições face ao onze inicial – entre elas o guarda-redes, em que Artur foi o escolhido para esta partida – a supremacia dos dragões não deixou margem para dúvidas. Face a um Benfica fraco na primeira parte, com poucas oportunidades de ataque, o Porto não deixou os visitantes respirarem, sempre a pressionar, sempre a procurar a vantagem, que chegou cedo. Verdade seja dita, na prática, o Benfica não teve grandes hipóteses de vitória – com uma pobre exibição de Cardozo, quase que jogavam com menos um, não encontrando muitas hipóteses de ataque perante um Porto incrivelmente intenso. Com o resultado atingido, a equipa de Jorge Jesus quebrou um ciclo de vitórias, partindo para a segunda fase da eliminatória em desvantagem.

No Dragão, quem domina «somos nós»

Foi este o mote da equipa da casa. Após o pontapé de saída dado pelo Benfica, logo nos primeiros minutos de jogo os dragões mostraram que não era um jogo para brincar, mas sim para ganhar. Aos 4 minutos, surgia a primeira verdadeira situação de perigo para os azul-e-brancos, e não fosse a magnífica defesa de Artur, que impecavelmente impediu o cabeceamento que Varela se preparava para realizar após um fantástico centro de Quaresma. Era a primeira situação de perigo do Porto, que rapidamente ganhou garra – segundos depois, era Luisão que mantinha as redes dos visitantes intactas. A defesa não conseguiu, contudo, impedir o golo de Jackson Martínez logo em seguida, marcava o relógio os seis minutos de jogo – na sequência de um canto, Martinez realizou um cabeceamento espectacular que, desde cedo, deu a vantagem ao Porto. A entrada fortíssima do Porto no jogo não poderia ser mais evidente. Na retaguarda, Reyes assenhorava-se da segurança da sua área, mostrando categoria e maturidade apesar da sua tenra idade.

Mais golos  não existiram na primeira parte, mas a equipa da casa bem que esteve perto de aumentar a sua vantagem – perante um Benfica marcado pela inércia e ineficácia, o Porto apresentava-se bastante perigoso e forte, intimidante para um Benfica que procurava mais ataques mas que era claramente dominado no meio-campo, com dificuldades em encontrar-se a si mesmo em campo. Perante um Porto muito perigoso, claramente superior em todos os sentidos, só a eficiência defensiva das águias – nomeadamente de Luisão, Garay e Artur – é que impediu mais golos na baliza encarnada, já que as investidas do Porto, especialmente com perigo, se demonstraram constantes, não oferecendo descanso ao Benfica.

Aos 22 minutos surgiu a primeira verdadeira ocasião de perigo contra os dragões, mas sem qualquer realização efectiva. Esta era também a última – o Benfica não conseguia controlar o seu jogo, a equipa como que composta por peões ao serviço dos jogadores Porto que fizeram o que quiseram, nem dando tempo ao meio campo benfiquista para respirar. Perante muitos passes falhados, muita perda de bola, não permaneceu qualquer dúvida quando o apito que finalizava o primeiro bloco de jogo soou – a supremacia pertencia, inquestionavelmente, à equipa de Luís Castro, sempre pressionante e a não criar espaços vazios.

Benfica adormecido não encontra triunfo

Após o desastre da primeira parte para as águias, com pobres exibições de Cardozo, Salvio e Fejsa, entre outros, seria de esperar uma reviravolta na equipa. Jorge Jesus não procedeu a alterações, embora se verificassem, de facto, alterações no comportamento do Benfica – recuperaram um maior domínio e, ainda que não superior ao Porto, a equipa visitante revelou-se mais forte, dominante e unida, com objectivos mais estabelecidos. Ainda assim, faltava a realização – criaram-se diversas situações de perigo, contudo, faltava a eficácia, tanto ao Benfica como ao Porto. Um Benfica superior relativamente aos anteriores 45 minutos atacava mais e invadia mais o meio campo do Porto, mas com uma imensa perda de oportunidades. Ainda assim, os visitantes dominavam mais o ataque.

O jogo equilibrou-se, desta forma, consideravelmente nos segundos 45 minutos, com um imenso destaque para o desempenho de Rodrigo que, para além da sua função, cumpriu um fundamental papel defensivo. A meio da segunda parte, no entanto, a substituição do avançado provocou uma quebra neste cenário – o Porto quase imediatamente iniciou um trabalho mais ofensivo, criando situações de perigo pouco desejáveis que preocuparam bastante a equipa de Jorge Jesus, que por pouco se safou de sofrer novo golo. Foi este o cenário que se manteve até ao fim, com um Porto novamente mais dominante e a controlar por completo o Benfica, numa exibição que não deu qualquer hipótese ao adversário desde o 6º minuto, após o golo de Jackson.

Em consequência, o Porto vai para a segunda volta da eliminatória com a vantagem de um golo sobre o Benfica, contudo, não terá um desafio fácil na Luz – num terreno que bem conhece, a equipa de Jorge Jesus não deverá falhar na luta pela vitória com vista ao apuramento para a fase final da competição. 

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