Cavalo rampante ou deslizante?
(Foto: abola.pt)

Cavalo rampante ou deslizante?

A Ferrari continua aquém das expectativas no balanço das primeiras três corridas para o Campeonato do Mundo de Fórmula 1. A escuderia italiana ocupa a quinta posição no mundial de construtores, com 33 pontos, longe da Mercedes, que já soma 111.

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Pedro Venâncio

Em jejum desde 2008. Já lá vão seis anos que a Ferrari conquistou o seu último título no mundial de construtores da Fórmula 1. Sete são também os anos desde que venceu o último título de campeão do mundial de pilotos. Kimi Räikkönen, o finlandês que esta época voltou a envergar as cores da marca italiana, foi mesmo o último piloto a sagrar-se campeão pela escuderia de Maranello.

Recuperação adiada?

O panorama da presente temporada não é animador. As vantagens no mundial de pilotos e de construtores aumentam a cada corrida que passa, ficando a Ferrari à mercê de equipas como a Mercedes, que actualmente correm a um ritmo alucinante. Tal como a Red Bull Racing-Renault, a Ferrari tem-se deparado com dificuldade em acompanhar as novas regras da edição 2014 da Fórmula 1, com os seus dois pilotos a queixarem-se frequentemente de falta de potência, comprometendo a velocidade de ponta, e sobretudo Räikkönnen a experimentar problemas no balanceamento dos travões e tracção.

No arranque da temporada, em Melbourne, Fernando Alonso e Kimi Räikkönen fecharam na quarta e sétima posições, respectivamente. Um começo tímido, e sinal alarmante, para uma das principais equipas candidatas ao título. Na Malásia, a história conseguiu ser ainda pior, pelo menos para Räikkönen. O piloto finlandês sofreu um choque com Kevin Magnussen logo nas primeiras curvas, o que o colocou nas últimas posições, tendo o "Iceman" de correr atrás do prejuízo praticamente durante toda a prova. Räikkönen conseguiu ainda recuperar várias posições na grelha, mas terminou num modesto 12º posto. Melhor do que o seu companheiro de equipa, Alonso alcançou outro sólido 4º lugar.

Foto: www.crash.net

No passado fim-de-semana, no Bahrain, a escuderia italiana fez a pior prestação das três corridas até ao momento. Fernando Alonso partiu da nona posição da grelha de partida e não subiu nem desceu qualquer posição. Com o nono lugar, o espanhol somou apenas mais dois pontos no mundial de pilotos. Por sua vez, Kimi Räikkönen partiu da quinta posição da grelha de partida, mas acabaria por recuar outras cinco. No final acabou em décimo lugar, fechando os lugares pontuáveis.

Com Alonso na scuderia desde 2010, é Räikkönnen quem tem experimentado maiores dificuldades, nomeadamente com a adaptação à suspensão "pull-rod" usada pelos Ferrari (ao invés da maioria das equipas, desde 2010). O finlandês prefere um carro com mais sobreviragem do que o actual monolugar da Ferrari oferece, pelo que o primeiro pacote de desenvolvimento para o piloto finlandês deverá dotar o seu monolugar de maior resposta nas viragens, com auxílio aerodinâmico.

Cresce a distância para os da frente

Actualmente, Fernando Alonso ocupa a quarta posição do mundial, com 26 pontos, enquanto que o seu companheiro de equipa, Kimi Räikkönen, se encontra na modesta décima segunda posição, com apenas 7. Nico Rosberg, (Mercedes), actua líder da classificação, soma já 61 em apenas três corridas. A situação não se adivinha fácil. Nos próximos grandes prémios, a Ferrari terá de surpreender a concorrência com lugares de destaque tanto nas qualificações como nas próprias corridas, a fim de se aproximar dos lugares cimeiros da classificação. 

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