Abram alas para o Benfica, campeão nacional 2013/2014
Celebrações encarnadas na altura de levantar a Taça de campeão nacional (Foto: Isabel Cutileiro)

Abram alas para o novo campeão 2013/2014, o Sport Lisboa e Benfica. Depois dos dois golos de Lima, o Benfica venceu o Olhanense e sagrou-se campeão nacional, sucedendo assim ao FC Porto.As «águias» demoraram a concretizar as suas chances mas o bis de Lima, já na segunda parte do encontro, contentou as dezenas de milhares de adeptos que encheram o Estádio da Luz, assim como muitos outros milhões que esperavam um triunfo benfiquista e a consequente celebração emotiva do 33º título nacional. Para gáudio da plateia vermelha, o minuto 92 foi agora, ironicamente, de felicidade para os encarnados, ao contrário da época passada.

Lima fez o gosto ao pé por duas vezes, levantando a Luz em uníssono e anunciando a festa vermelha, que viria a culminar com ininterruptos cânticos, odes benfiquistas, festejos e lembranças de Eusébio e Mário Coluna, gigantes lendas do Benfica que faleceram no início do ano. As «águias» concretizaram o desejo de se consagrarem campeãs, exorcizando os fantasmas da época transacta, onde este mesmo título fugiu ao minuto 92 depois de um remate fatídico de Kelvin, extremo do Porto - para Luisão, Amorim, Maxi Pereira e Cardozo esta não é primeira vez que celebram a vitória no campeonato português, para todos os outros esta é a estreia; Matic também se sagra campeão (realizou 14 partidas na Liga 2013/2014), assim como Bruno Cortez, lateral dispensado em Janeiro. Quanto ao capitão brasileiro, esta é a sua terceira conquista nacional.

Depois de erguida a Taça de campeão, diante da plateia de 65 mil fãs a transbordar de felicidade, a comitiva encarnada encaminhou-se para a tradicional festa no Marquês de Pombal (que vestiu a camisola das «águias), onde dezenas de milhares de benfiquistas se juntaram para pintar de vermelho as ruas lisboetas.  A parada de festejos durou toda a noite, ultrapassando a meia-noite.

O Benfica, que é lider desde a 15ª jornada, sagra-se campeão a duas jornadas do fim, com 56 golos marcados, os suficientes para comemorar com antecedência o 33º título, sofrendo apenas 15 golos, a melhor defesa da prova. Com apenas uma derrota, logo na abertura contra o Marítimo (nos Barreiros, 2-1) o Benfica montou uma caminha vitoriosa, repleta de golos (nunca passou um jogo sem balançar redes alheias, para a Liga) e de uma solidez que se acentuou na segunda metade da temporada.

Jorge Jesus festeja o seu segundo título de campeão nacional, depois de 2009/2010 ter também acabado em beleza para o treinador de 59 anos. Já o seu presidente, Luis Filipe Vieira, acumula o terceiro troféu nacional, depois das épocas de 2004/2005, 2009/2010, ambas celebradas na última jornada. O sinal de união nas hierarquias do clube, personalizado no trio Vieira, Jesus e Luisão, demonstra que a harmonia directiva e técnica reina no clube, o que deixa antever a continuação de Jesus e, principalmente, do projecto encetado por Luis Filipe Vieira, sucessor de Manuel Vilarinho.

Esta vitória afigurava-se crucial para a continuidade do projecto, já que o Benfica falharam os últimos três anos, às mãos de André Villas-Boas e de Vitor Pereira, técnico que se tornou bi-campeão pelo FC Porto. O golpe de 2009/2010 ficou orfão de triunfos similares tanto como de continuidade, vendo os benfiquistas o reerguer do Porto, que agora parece de novo decair perante a força encarnada. Este triunfo nacional credibiliza todo o plano directivo, dando nova aura também a Jorge Jesus, que se livra do epiteto de perdedor, acicatado pelo terrível mês de Maio de 2013.

 

 

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