Real eficácia derrota Bayern Munique

Noite de gala em Madrid, frente-a-frente Real e Bayern escreviam mais um episódio na sua já longa história. Há dois anos os bávaros haviam saído da capital espanhola com uma vitória, que lhes valeu o passaporte para a final de Munique. O encontro começou com a equipa de Pep Guardiola ao ataque e com a sua posse de bola habitual, empurrava os merengues para junto da área sem que com isso conseguissem entrar dentro da mesma. Quer Robben, quer Ribery tentavam explorar os flancos, mas Carvajal e Fábio Coentrão nunca lhes permitiram muitas facilidades. Quando o Real tentava sair a jogar a forte pressão dos jogadores germânicos fazia-se incidir de tal modo, que recuperavam de imediato o esférico, ou obrigavam os da casa ao pontapé para a frente.

Tic-Tac, Golo

Perto dos vinte minutos iniciais o remate de Tony Kroos é parado pelo corpo de Pepe, a bola sobra para Xabi Alonso que vira o jogo para a esquerda onde surge Cristiano Ronaldo, que vendo Fábio Coentrão a correr pelo flanco faz o passe que apanha o lateral português em plena área do alemã, o cruzamento de primeira encontra Benzema ao segundo poste pronto a empurrar para o fundo das redes de Neuer. Simples, prático e objectivo, o Real estava na frente. E a partir daqui o jogo mudou, a formação de Ancelotti conseguiu soltar-se das amarras do Bayern e pouco depois num lance tirado a papel químico do golo, Cristiano Ronaldo deslumbrou-se com tanta facilidade e só com Neuer pela frente atirou para a bancada.

Os bávaros continuavam com maior posse de bola, mas a defesa e meio-campo merengues funcionavam como uma orquestra em perfeita sintonia, onde Modric, (que partidazo) marcava o ritmo. Pelas alas Isco e Xabi Alonso foram incansáveis no apoio aos laterais, de tal modo que Robben e Ribery se viam sempre rodeados por dois ou três elementos do Real, o que obrigava a que tudo voltasse ao início, com a bola a passar pelos pés de Schweinsteiger e Kroos, que não tendo capacidade para mudar de velocidade eram presa fácil para aos comandados de Ancelotti.

No regresso dos balneários inverteram-se os papéis, o Real Madrid subia as suas linhas pressionando agora o Bayern à saída da sua área e aí ficaram evidentes as dificuldades germânicas, onde os centrais Boateng e Dante (fracos do ponto de visto técnico), se viram obrigados por diversas ocasiões a procurar o jogo directo. Di Maria e Cristiano Ronaldo corriam pelas alas, e embora Neuer não tivesse sido forçado a intervenções de maior grau de exigência, o facto é que dessa forma a turma de Guardiola, também não chegava perto da baliza de Casillas.

Do banco veio o aviso para Munique

Há entrada do último quarto de hora ambos os técnicos mexeram nos seus conjuntos e o Bayern voltou a tomar conta das operações e a criar finalmente perigo. Muller e Goetze deram maior velocidade e criatividade ao ataque, respondendo na mesma moeda o Real com a entrada de Bale para a saída de Cristiano Ronaldo e de Illarramendi, refrescando o ataque e dando mais consistência ao centro do terreno. Thomas Muller deu o primeiro sinal de alerta num pontapé de fora da área, que não passou longe da baliza e já dentro dos dez minutos finais foi Mário Goetze, que fez brilhar Casillas com uma grande defesa ao remate do médio.

Aproveitando o balanceamento dos alemães, Gareth Bale explorava a sua velocidade e por duas ocasiões fez a bola beijar as malhas laterais de Neuer. Só que até final o resultado não voltaria a sofrer alterações, com o Real a ver premiada a sua eficácia da primeira parte, onde marcou numa de duas grandes oportunidades. Depois soube ter a inteligência de tapar os caminhos da sua baliza, dando a posse de bola a este Bayern personalizado ao estilo catalão de Pep Guardiola, que teve apenas muita posse de bola e esperou 80' minutos para ter uma ocasião de golo digna desse nome.

O Real Madrid viaja assim para Munique com uma vantagem curta é certo, mas que vai obrigar os bávaros a abrir o seu jogo. pois serão obrigados a marcar e dessa situação podem os merengues tirar proveito na velocidade de Cristiano Ronaldo e com um meio-campo bem organizado como o desta noite fazerem eles também um golo, que possa encerrar com a eliminatória.

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