No rodar está um ganho absoluto
A equipa antes do jogo contra a Juventus. Foto: SL Benfica

Nas mais variadas competições e nos mais diferentes palcos o Benfica tem demonstrado que nesta temporada de sonho que poderá resultar na conquista de quatro provas em quatro possíveis mais importante do que ter estrelas, acima de tudo vale ter um colectivo forte e inabalável.

Vários responsáveis pelo incrível sucesso do Benfica

O primeiro sector no qual a alternância de jogadores, e não alternância de qualidade, é mesmo o meio-campo, no qual a Liga Europa começou por ser o trampolim para o surgimento de várias unidades actualmente muito úteis, referindo-se nessa altura que“o Benfica apresentará uma dupla composta por Rúben Amorim e André Gomes,o que é sempre aliciante mas também um ponto de interrogação,”como perspectivava na altura o comentador João Rosado.

Para André Gomes e Amorim o ponto de interrogação passou mesmo a ser de exclamação, especialmente no caso do segundo, que ganhou inclusivamente espaço na Selecção Nacional, na qual acabou por não ser utilizado no último compromisso face aos Camarões por lesão, tendo sido “baixa de última hora na Selecção para depois não a ser no clube,” uma opinião do ex-jogador Manuel Fernandes que parece absolutamente válida.

Gestão física de estrelas foi determinante

“O Benfica possui um suporte de plantel muito vasto embora dentro disso e sejam todos iguais exista um onze que joga mais vezes –“ é esta a ideia chave, manifestada pelo comentador Mário Fernando, que se pode retirar do Benfica 2013/2014.

Desta forma, foi mesmo possível encarar uma prova internacional de primeiro nível como a Liga Europa sem a sobrecarga habitual de jogos, tendo o expoente máximo desse conforto surgido ante o Tottenham, adversário frente ao qual Jorge Jesus deu descanso a Nico Gaitán, Enzo Perez e em sequer utilizou Rodrigo.

Centrando atenções neste último, essa protecção tornou possível o rendimento máximo do goleador hispano-brasileiro mesmo em partidas nas quais foi bastante castigado com faltas, o que tornou o Benfica ainda mais favorito à conquista de todas as competições que se encontravam em disputa.

A acrescer à rotação de jogadores, a humildade tem sido também determinante e facilmente depreendida a partir das palavras de outro futebolista incluído no processo de alternância da equipa, André Almeida, que à entrada para a segunda mão dos quartos-de-final da Liga Europa perante o AZ Alkmaar afirmava que “no futebol nada se ganha antecipadamente, ainda falta um jogo para terminar os quartos-de-final.

Junção a outras qualidades fez com que a equipa apresentasse a mística ideal

“Frente ao AZ Jorge Jesus volta a ter condições para fazer alterações na equipa,” considerava Ribeiro Cristóvão,” o que voltou a suceder, resultando na ideia de que o Benfica “fez aquilo que deveria ter feito,” partilhada por Mário Fernando após uma eliminatória gerida de forma cirúrgica.

Com a Liga Europa esquematicamente organizada a águia detinha espaço para resolver a Liga ZON Sagres, como constatou a antiga glória benfiquista António Simões, que indicava que “o título está cada vez mais perto e as coisas estão cada vez mais esclarecidas”. E de facto estavam.

“Para um profissional ser-se campeão nesta casa é um sentimento que nunca se esquece,” explicou o também ex-jogador e treinador adjunto do clube encarnado, Álvaro Magalhães, referindo uma experiência que estes atletas vivem neste momento, sabendo que possuem o colectivo mais coeso e compacto da Liga portuguesa... e também da Liga Europa – bastará ‘apenas’ confirmá-lo frente ao Sevilla.

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