FC Porto 2013/2014: os actores da tragédia
Fotos: Paulo Novais, Estela Silva | Lusa

Quando em Agosto de 2013, os portistas festejaram a conquista da Supertaça, diante do Guimarães, estavam longe de imaginar que a presente temporada se viria a tornar um autêntico desastre desportivo repleto de maus resultados e contestação forte por parte dos adeptos. Com a aposta de Pinto da Costa a recair sobre Paulo Fonseca para orientar tecnicamente os dragões, o Porto parecia ter encontrado um treinador jovem, ambicioso, com resultados extraordinários, numa equipa como o Paços de Ferreira (3º classificado em 2012/2013). Com as saídas de Moutinho e James, o Porto ficou descompensado mas a massa associativa azul e branca contava com a habitual política de contratações do presidente e, com várias aquisições milionárias, o plantel parecia ganhar forma para mais uma época de sucesso.

Contra todas as expectativas, o projecto falhou e a estrutura forte que vinha sendo reconhecida ao Porto tornou-se frágil, levando mesmo à demissão de Fonseca, depois de este ter falhado a qualificação para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, de ter desperdiçado a liderança isolada do campeonato e, acima de tudo, com muitas incoerências técnico-tácticas que, ainda assim, não justificam todo o insucesso. Com a vinda de Luís Castro, a situação alterou-se ligeiramente mas, terminadas que estão todas as aspirações do Porto vencer um título esta época, as responsabilidades têm que ser assumidas e não se devem restringir as críticas somente aos treinadores.

O pós-Vítor Pereira

O treinador português Vítor Pereira, que substituiu o histórico técnico André Villas-Boas, orientou o Futebol Clube do Porto durante duas temporadas. A decisão de Vítor Pereira ser o treinador do Porto deixou toda a família portista desconfiada mas, mesmo assim, o treinador conseguiu conquistar dois títulos de campeão nacional. Com uma equipa base sólida, comandada por Fernando, Lucho e Moutinho, os dragões foram disfarçando as fragilidades que começavam a notar-se na estrutura dos azuis-e-brancos. Os dois títulos que o técnico venceu devem-se, em parte, ao demérito do Benfica e, como é possível comprovar com a presente temporada de 2013/2014, seria uma questão de tempo até que os resultados do Porto evidenciassem, em campo, as lacunas de toda a instituição, ao longo das últimas 3 épocas.

Para substituir o mal-amado Vítor Pereira, surge o surpreendente 3º classificado, ao serviço do Paços de Ferreira, Paulo Fonseca que, desde cedo, criou uma onda de incerteza nas expectativas dos adeptos. Perante um Benfica e um Sporting mais fortes, a velha ideia que bastava mudar o rosto do treinador para que o título fosse revalidado, acabou por se revelar infundada, com o decorrer da temporada. Ainda assim, o Porto começou por vencer a Supertaça, diante do Guimarães, por 3-0. Com vários reforços jovens e com talentos promissores, não deixava de ser um bom prenúncio este primeiro título da temporada. Nesta partida, o reforço Licá e os inevitáveis Lucho e Jackson fizeram o resultado final e esperava-se mais uma temporada de sonho para os invictos.

Com o decorrer da época, verificou-se que os reforços não estavam a render o esperado e, mesmo os incontestáveis de Vítor Pereira, como Mangala, Fernando e Jackson, se mostravam instáveis e irregulares, chegando, por variadíssimas ocasiões, a pedir a saída do clube. O desastre desta época não se justifica apenas pelas actuações de Paulo Fonseca e, mais recentemente, Luís Castro e, no entender do Vavel Portugal, a margem de culpa é maior em relação ao scouting e à própria direcção, que contratou jogadores com potencial, mas incapazes de servirem um clube com a dimensão e as responsabilidades do Futebol Clube do Porto.

A época dos reforços vista ao pormenor

Para a época 2013/2014, o FC Porto contratou oito novos jogadores e foi com ambição que encarou a nova temporada. No entanto, estas aquisições vieram a revelar-se um fiasco e, pela primeira vez, em 32 anos de presidência dos dragões, Pinto da Costa não conseguiu substituir, em termos de qualidade, os jogadores que tinha transferido.

O internacional mexicano Reyes foi o reforço mais caro e custou aos cofres do Dragão 9 milhões de euros. O central transferiu-se para a Invicta com credenciais de craque e como sendo um dos defesas mais promissores do México. As suas melhores qualidades eram a velocidade e a agressividade que lhe permitiam ter êxito perante os avançados. Ao serviço do Porto, Reyes teve um início bastante complicado, tendo alinhado mais vezes na equipa B que na principal formação portista. No global, o jogador alinhou por 14 vezes, sendo que com Paulo Fonseca, apenas participou em 3 partidas. Com a chegada de Luís Castro ganhou outro protagonismo, partilhando a defesa com Mangala e são evidentes as qualidades do central.

No entanto, e atendendo também às fragilidades de todo o conjunto, a tranquilidade que o jovem precisava para se adaptar totalmente ao emblema dos dragões não permitiu ao mexicano ter boas prestações, em jogos decisivos como foram, a eliminatória frente ao Sevilha e nas partidas frente ao Benfica, para a Taça de Portugal, onde o defesa esteve desastroso, com uma abordagem infantil aos lances, que abria muitas brechas, no último reduto dos azuis e brancos, estando longe de ser um reforço que valha exactamente aquilo que custou.

Chegado do México, outro internacional de qualidade que veio para a Invicta, Hector Herrera, veio para fazer esquecer Moutinho. Para a direcção do Porto, este centro campista representava o jogador com o potencial suficiente para manter o equilíbrio e a dinâmica que o internacional português oferecia ao Porto de Vítor Pereira. O mexicano é um dos indiscutíveis na sua selecção e custou aos cofres dos azuis e brancos 8 milhões de euros. No entanto, com o decorrer da temporada ficou patente que a adaptação do sul-americano ao futebol europeu tem sido difícil, em parte, pela indefinição de qual é na realidade a posição em que o médio mais rende no centro do terreno portista. Com Paulo Fonseca, jogava preferencialmente a número 8 onde até demonstrou alguma qualidade e rigor no transporte de bola. Todavia, com Castro alinhou a número 10, o que lhe retirou possibilidades de mostrar o que realmente vale. Em termos globais, o médio esteve longe de justificar o investimento mas, ainda assim, alinhou por 30 vezes na equipa principal, tendo marcado 3 tentos em toda a época.

Com a vinda de Paulo Fonseca para o Dragão, regressou ao seu clube de formação Josué, depois de uma grande época ao serviço do Paços de Ferreira, onde foi decisivo na qualificação para a Liga dos Campeões do clube pacense. O português estava referenciado como sendo um número 10 que podia, em muitas fases, variar para extremo-direito e, uma vez chegado a uma casa que bem conhece, o êxito parecia estar ao seu alcance. Neste caso, o papel do treinador foi mais uma vez essencial e, com Paulo Fonseca, Josué experimentou compor um duplo pivot defensivo com Fernando, experiência essa que se verificou inútil, ficando os azuis e brancos a perder, com a ausência da velocidade e criatividade que o médio tanto evidenciou, ao serviço do Paços.

Com Luís Castro, a sua utilização no onze foi irregular e, quando entrava, pouco ou nada acrescentava à razia que era o meio-campo portista. Ainda assim, com a transferência para o Porto, o médio tornou-se internacional A pela selecção nacional e custou à SAD da Invicta cerca de um milhão de euros. Apesar da irregularidade, o centro-campista demonstra potencial para ser explorado na próxima época, depois de ter jogado por 33 vezes e ter concretizado 5 golos na presente época.

Para reforçar o meio-campo ofensivo dos dragões, Pinto da Costa contratou, ao Estoril Praia, Carlos Eduardo e Licá, dois dos obreiros do sucesso dos canarinhos de Marco Silva. No caso de Carlos Eduardo, chegou algo tímido, ainda assim, foi um, dos reforços que mais surpreendeu a massa associativa azul e branca, por ter boa visão de jogo, técnica, chegando até a ser comparado, ressalvando as devidas diferenças, a Deco (custou 900 mil euros). O criativo jogou por 30 ocasiões e facturou 5 golos, em todas as competições. O caso de Licá é um pouco diferente, na medida em que, apesar de ter alinhado por 25 vezes, apenas entrava perto do fim e foram raras as oportunidades em que o extremo pôde demonstrar as suas credenciais como desequilibrador. Os casos de Licá, Josué e Carlos Eduardo acabam por ser idênticos, devido ao facto de, chegados de clubes pequenos, terem acusado em demasia a pressão, em representar um grande do futebol português. No entanto, Licá acabou por ser chamado por Paulo Bento e concretizou 4 tentos ao serviço do Porto, tendo custado 1,5 milhões de euros.

O internacional sub-21 Ricardo Pereira consumou a transferência do Vitória de Guimarães para o Porto (rendeu aos minhotos 1,6 milhões de euros) e trata-se de um jovem polivalente e cheio de talento, que despoletou o interesse por ter efectuado uma época de sucesso sob a alçada de Rui Vitória. É dos poucos reforços que sempre que foi chamado demonstrou regularidade e aptidões para alinhar a lateral e a extremo. Com Luís Castro teve mais oportunidades do que com Paulo Fonseca e, na sua época de estreia, jogou por 21 vezes e balançou as redes adversárias por 2 vezes, uma delas, recentemente, frente ao Benfica.

O mágico Quintero foi o reforço mais sonante para a época 2013/2014 (tendo chegado ao Dragão pelo valor considerável de 5 milhões de euros) e, apesar da baixa estatura, as expectativas eram enormes. O médio criativo prometia encantar as bancadas do Dragão, com a sua subtileza e elevada craveira técnica. Todavia, tanto com Fonseca como com Castro, a sua utilização foi em tudo irregular e foi muitas vezes incompreensível, como é que um jogador com a sua qualidade e, precisando muitas vezes o Porto de criatividade e velocidade, não foi utilizado em mais ocasiões. Ao todo, Quintero actuou por 33 vezes, tendo feito o gosto ao pé por 4 ocasiões.

O internacional argelino Ghilas que deu nas vistas ao serviço do Moreirense, chegou para ser a sombra de Jackson Martínez mas, nem por sombras, conseguiu representar uma alternativa credível para a posição de ponta-de-lança. Para adquirir o avançado, o Porto desembolsou 3,8 milhões e, apesar da intermitência exibicional, os adeptos não esquecem Ghilas como sendo o herói de Frankfurt. O atacante representou o emblema do Dragão por 35 ocasiões e festejou 4 golos.

No mercado de Inverno, chegou um velho conhecido da cidade Invicta, o Harry Potter, Ricardo Quaresma (24 jogos, 9 golos) que, aos 30 anos, quis relançar a carreira no clube onde foi feliz e, a esperança dos adeptos, em voltar a ver os dribles, as habilidades e os remates, eram enormes mas, ainda assim, esse facto não fez com que os azuis e brancos, ganhassem qualquer título. Esta contratação diz muito do desespero da direcção do Porto que recorreu a um jogador que, apesar de ter qualidade, é veterano e, como se verificou, com o seu temperamento instável, em nada beneficiava uma equipa como o Porto que se mostrou frágil psicologicamente e com problemas que passavam pela estrutura, pelo treinador e pelo frágil plantel.

Defender não foi o forte deste Dragão

Depois de analisar as contratações duvidosas e falhadas, resta atentar nas fragilidades técnico-tácticas de Paulo Fonseca e de Luís Castro que, juntamente com a falta de qualidade dos reforços, retiraram, de forma significativa, a possibilidade de extrair o real potencial dos jogadores que em nada fizeram esquecer Moutinho ou James.

Com Paulo Fonseca e Luís Castro, estas saídas alteraram claramente toda a estabilidade do Porto de Vítor Pereira e, como se veio a verificar, com a eliminação das taças nacionais e internacionais. No entanto, não é justo atribuir a culpa somente aos treinadores. Com Paulo Fonseca ao leme dos destinos do Dragão, desde cedo se percebeu que o Porto estaria a dar um passo atrás, na definição do que é jogar como um clube grande. Logo na defesa, era notória a falta de liderança do técnico, na medida em que, à primeira falha de Mangala, Otamendi ou Maicon, os centrais eram logo remetidos para o banco de suplentes. A displicência da defesa fez-se sentir, por exemplo, nas partidas da Liga dos Campeões, frente ao Aústria de Viena e ao Zenit, adversários estes que estavam perfeitamente ao alcance dos dragões. No campeonato nacional, os azuis e brancos, que chegaram a ter 5 pontos de vantagem sobre os grandes de Lisboa, não conseguiram ser regulares defensivamente e a intranquilidade do último reduto notou-se nas derrotas frente a Académica e Benfica e nos empates diante do Estoril e do Guimarães. A sintonia entre os centrais e Paulo Fonseca estava longe de ser a melhor, no entanto, o “caso Otamendi” é prova viva de uma má gestão da direcção que permitiu que um dossier interno viesse a público, com o argentino a proclamar várias vezes a vontade de rumar a outras paragens. Este jogador foi um dos defesas mais habilidosos a representar o emblema do Dragão e a sua saída não deixou de ser uma perda de vulto, ficando assim desfeita a dupla Mangala-Otamendi, que teve sucesso nas épocas de Vítor Pereira.

Com a saída do argentino, o reforço Reyes parecia poder vir a ter mais oportunidades, uma vez que foi um dos investimentos mais dispendiosos da história do clube. Contudo, a direcção portista, de forma incompreensível, preferiu resgatar Abdoulaye ao Vitória de Guimarães. A transferência de Otamendi interferiu também com o rendimento de Mangala que diminuiu significativamente o seu nível exibicional e chegavam a público, mais uma vez, notícias de uma possível transferência do francês para o Manchester City. Este mini-caso representou mais uma incoerência da presidência portista que acabaria por interferir na tranquilidade necessária para que Fonseca pudesse continuar a orientar a equipa defensivamente.

Após a chegada de Luís Castro, a aparente afirmação de Reyes na defesa foi o grande destaque mas a instabilidade psicológica de todo o conjunto azul e branco veio de novo ao de cima com jogos de maior nível de dificuldade. Com Castro, as duplas de centrais variaram de forma constante e a regularidade e rotinas do sector defensivo eram escassas. Foram utilizados Mangala, Maicon, Reyes e Abdoulaye e, em partidas decisivas, como nas eliminatórias frente ao Benfica, para a Taça de Portugal e para a Taça da Liga e na eliminatória da Liga Europa, frente ao Sevilha, foi evidente a ineficácia do último reduto dos dragões, principalmente contra os espanhóis, onde o Porto sofreu 4 golos e saiu completamente humilhado dos quartos-de-final da UEFA. Contas feitas, e apesar da mudança de treinador, pouco mudou numa equipa que defendeu mal toda a temporada.

O centro negativo da questão

Após a constatação de um Porto defensivamente frágil, não é possível esquecer que o equilíbrio no centro do terreno foi praticamente inexistente ao longo de toda a temporada. Com os dois técnicos, o Porto alinhou em 4x2x3x1 (Fonseca) e em 4x3x3 (Castro). No 4x2x3x1 de Fonseca, os invictos alinharam com um duplo pivot no meio-campo e, como se veio a verificar, para o Porto jogar confortavelmente neste modelo táctico, era necessário que o plantel tivesse jogadores com essas características e, desde a Supertaça, que se notava que fugir ao 4x3x3, imposto desde a era de Jesualdo Ferreira, era um perfeito disparate. No duplo pivot jogaram as duplas: Fernando/Defour, Fernando/Josué, Fernando/Herrera e Fernando e Lucho.

Analisando as características de Fernando, não é difícil perceber que o número 6 está rotinado a alinhar sozinho no miolo defensivo e, fosse qual fosse o parceiro que alinhasse junto a si, seria o conjunto azul e branco a perder a dinâmica e o equilíbrio defensivo e atacante, isto é, se de um lado, perdia as reais capacidades de Fernando, por outro, perdia também o potencial de Lucho, Defour, Herrera e Josué. A número 10, a aposta era também irregular e, como se não fosse suficiente colmatar a saída de Moutinho, não houve, no meio de tantos reforços um substituto à altura do português. O exemplo de Carlos Eduardo e Quintero é essencial para perceber dois casos de jogadores que não agarraram o lugar, como um jogador dito “à Porto”, o costuma fazer.

Se um dos segredos dos dragões era o meio-campo, a perda de Lucho em Janeiro retirou um verdadeiro capitão e líder à equipa e não permitiu a Paulo Fonseca, mais uma vez, liderar um projecto que, para o mesmo havia começado mal. A saída de El Comandante deixou a massa associativa incrédula e a conduta contraditória da direcção não deixou a Fonseca grande margem para reagir. E, conclusão, o 4x2x3x1 descredibilizou o sistema do Porto e, sem um meio-campo forte e criativo, os sectores defensivo e atacante ressentiram-se e este facto demonstrou uma falta de empatia entre o presidente e o treinador, uma vez que em Janeiro, apenas Quaresma entrou e, se o sistema de Fonseca era duvidoso, sem reforços à altura, acabou por se revelar um autêntico desastre. Uma vez despedido Paulo Fonseca, Castro voltou ao 4x3x3 da versão ortodoxa portista e o miolo predilecto era composto por: Fernando, Defour e Herrera. Com esta mudança, os invictos melhoraram razoavelmente, por exemplo, como na eliminatória frente ao Nápoles mas, quando Fernando estava indisponível, o pânico instalava-se. A falta do médio defensivo trouxe a nu as lacunas do plantel portista e basta relembrar a 2ª mão da Liga Europa frente ao Sevilha, onde o brasileiro esteve ausente e a opção recaiu sobre Defour. O belga é claramente um número 8 e não tem perfil para jogar como médio defensivo puro, acabando por desguarnecer defensivamente a equipa e descompensá-la nas saídas para o ataque. Em suma, mesmo com a alteração táctica de Fonseca para Castro, foi visível que nos momentos decisivos, o miolo azul e branco vacilava e denotava uma falta de garra, quando em causa estava a conquista de títulos.

Cha cha cha disfarçou o ataque às redes

Na frente de ataque portista, compensar a saída de James Rodríguez foi tarefa quase impossível no Dragão. Os indiscutíveis de Fonseca foram Varela e Jackson mas, a vaga de James, representou a maior incógnita na decisão técnica do treinador. Para o seu lugar, Fonseca experimentou Licá, Josué, Quintero e Ricardo Pereira mas nunca se verificou grande preponderância de qualquer um deles. As debilidades defensivas e do meio-campo eram evidentes mas, na frente, Jackson Martínez conseguia disfarçar um ataque que estava longe de ser tão mortífero como na época passada. Em Janeiro, Quaresma regressou ao clube, numa política “de jogar pelo seguro” por parte do scouting azul e branco. Já com Luís Castro no comando da equipa, o extremo era indiscutível e foi preciso recorrer a um veterano como Quaresma para, em plena 2ª volta da temporada, encontrar o 2º melhor marcador da equipa (9 golos em todas as competições). Ainda assim, o sector atacante foi o menos irregular e, não fossem Varela, Quaresma e Jackson, o descalabro de todo o conjunto invicto teria sido maior.

Na história do futebol, é possível comprovar que, quando os resultados não aparecem, é sempre o treinador que acaba por “levar por tabela” e como é possível comprovar com este artigo do Vavel Portugal, as culpas chegam de cima para baixo, isto é, passam pelo presidente e direcção, pelo treinador e, por fim, pelo plantel.

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