Sevilha x Benfica: duelo de emoções fortes em Turim

O Benfica assegurou a sua segunda final neste formato da Liga Europa, por sua vez, o Sevilha FC pode orgulhar-se de já ter vencido dois troféus da Taça Uefa, a percussora da actual prova europeia; mas, no final de contas, ambos os clubes possuem duas conquistas europeias: o Benfica mítico de Eusébio e companhia ergueu duas Taças dos Campeões Europeus na década de 60, imortalizando os intérpretes encarnados da façanha internacional.

Hoje, longe do brio europeu de outrora, o Benfica volta a aproximar-se do sabor glorioso de uma conquista europeia que volte a cravar o nome do clube na memória do Futebol mundial. A final de hoje, apesar de não se comparar a um decisivo duelo da Liga dos Campeões, projectará o consciente colectivo dos adeptos encarnados para tempos de fortuna e reconhecimento global, alturas vitoriosas em que o Benfica deixou o mundo de boca aberta. Os encarnados voltam a sonhar com um troféu UEFA, repetindo com preservarança uma esperança que já haviam acalentado precisamente há um ano atrás.

Já o Sevilha dista quase uma década do melhor Sevilha europeu: entre 2005 e 2007, os rojiblancos venceram duas Taças Uefas, emancipando o nome do clube no contexto internacional. Hoje, despidos da força que antes possuiam, os sevilhanos traçaram uma temporada de sucesso, com uma boa classificação na Liga BBVA (quinto lugar, ainda por segurar) e a real possibilidade de conquistarem novo troféu internacional. Sem ídolos como Luis Fabiano, Kanouté, Dani Alves, Navas, Saviola ou Palop, os nervionenses podem ainda assim orgulhar-se do talento de Rakitic, Bacca, Gameiro, Vitolo, Marin ou Reyes.

Histórico de confrontos

Benfica e Sevilha apenas se cruzaram no remoto ano de 1957, para disputarem uma eliminatória da Taça dos Campeões. Desde então, não mais o confronto ibérico foi reeditado - já lá vão 57 anos. Nessa temporada, o Benfica não foi além de um empate 0-0 no seu estádio, perdendo depois na segunda ronda por 3-1, sendo o golo de Palmeiro insuficiente para os três do Sevilha, assinados por Pahuet, Antoniet e Pepillo.

Lima já torpedeou Sevilha

O avançado brasileiro Lima vai voltar a encontrar o Sevilha, formação que sofreu às mãos do agora atacante encarnado. A noite europeia de má memória para os servilhanos viu um Lima goleador: 3 golos com a camisola arsenalista vestida, golos fulcrais para o apuramento do SC Braga para a Liga milionária, decorria a época 2010/2011. O épico 3-4, no Pizjuán, catapultou Lima para a ribalta e o Braga para o trilho europeu da «Champions». No reencontro com os nervionenses, Lima, agora vestido de «águia», tem a chance de voltar a reencarnar o pesadelo sevilhano.

Reyes reencontra o Benfica

O extremo espanhol José Antonio Reyes, que jogou no Benfica de Quique Flores, em 2008/2009, voltará a enfrentar a antiga equipa, onde militou de modo regular na época em que os encarnados ficaram na terceira posição na Liga portuguesa. Reyes, trunfo das «águias» rumo ao assalto ao campeonato, jogou 35 jogos e marcou 6 golos com a camisola das «águias». A ligação ao Benfica durou apenas um ano, já que Reyes estava emprestado pelo Atlético de Madrid.

Portugueses na final

A final de hoje estará polvilhada de portugueses: Beto será titular na baliza do Sevilha, alinhando ao lado de Carriço, ex-Sporting, e, provavelmente, ao lado de outro luso, Diogo Figueiras, na lateral direita. Se Gameiro participar na partida, o luso-francês dará uma ajuda nas contas. Pelo lado encarnado, Amorim e André Gomes deverão ser os representantes nacionais, com a probabilidade alta de se adicionarem a esses dois os portugueses André Almeida e Ivan Cavaleiro.

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