Caminho para o Brasil 2014: Diabos belgas prontos para surpreender
A Bélgica é uma das selecções que pode surpreender e chegar muito longe no Mundial

Hazard, Lukaku, Courtois, De Bruyne, Kompany, Fellaini. Captamos a sua atenção? Esperamos que sim porque é inveitável o talento inerente a esta selecção europeia que promete aliar a juventude com um futebol atraente e pôr em sentido as selecções consideradas mais fortes. A selecção orientada pelo antigo jogador Marc WIimots chega a este Mundial do Brasil depois de uma fase de qualificação quase perfeita. Num grupo extremamente díficil, com adversários directos como a Croácia de Modric e Rakitic, e a Sérvia de Ivanovic e Matic, os "Diabos Vermelhos" conseguiram um registo impressionante de 8 vitórias e 2 empates, com apenas 4 golos sofridos, garantindo assim o apuramento directo para o Brasil. A irreverência de jogadores como Mertens, Januzaj e Hazard prometem ser o "prato forte" desta equipa que começa com esta geração a construir uma selecção de topo mundial.

Talento à solta

Desde 2002 que a Bélgica não conhece o sabor daquilo que é ir a um Mundial de futebol. Contudo é impossível ficar indiferente ao que esta geração belga pode fazer no Mundial do Brasil. Mas vamos por partes, visto que para cada posição do onze inicial de Wilmots temos praticamente 2 ou até 3 jogadores que estão a dar nas vistas naqueles que são os melhores clubes mundiais.

A disposição tática desta jovem selecção tem como base um 4-3-3 que muitas vezes se transforma num 4-1-4-1, visto que as diagonais dos extremos levam-nos para pertos dos dois médios mais avançados no campo no apoio ao ponta de lança. A especificidade desta Bélgica é a velocidade que imprime no jogo mas ao mesmo tempo a tranquilidade defensiva que os centrais oferecem. Pondo isto por nomes, comecemos por aquele que é um dos melhores guarda redes do mundo da actualidade, Thibaut Courtois, titular do Atlético de Madrid, campeão de Espanha e vice campeão da Liga dos Campeões. Apesar da sua juventude oferece à sua seleção uma estabilidade notável. No banco de suplentes, para esta posição, está também um guarda redes jovem e fulcral naquilo que foi a época de sucesso do Liverpool. Estamos a falar de Mignolet, que seria titular em muitas das melhores seleções do mundo.

No quarteto defensivo a experiência já é mais notória, aliada com alguns elementos bastante jovens. Alderweireld e Vertoghen compõem as alas apesar de serem centrais de raíz. Kompany e Vermaelen acompanham os anteriores no centro da defesa, deixando no banco jogadores como Daniel Van Buyten e Lombaerts. Os 4 golos sofridos na fase de qualificação são o espelho da estabilidade defensiva que estes jogadores entregam a uma selecção toda ela muito virada para as tarefas atacantes.

No meio campo, encontram-se dois jogadores muito conhecidos dos portugueses: Alex Witsel e Steven Defour, um que representou o Benfica e outro que ainda representa o Porto, respectivamente. É em Witsel que se concentra a primeira fase de construção da teia velocista que é o ataque dos Diabos Vermelhos. Desempenhando funções diferentes daqueles que desempenha no Zenit, Witsel é a pedra basilar do meio campo belga que ainda conta com nomes como Fellaini e Dembele, dois jogadores que actuam em Inglaterra e que tratam a bola como poucas na construção de jogo. Para além destes surge ainda o supra mencionado Defour que joga com bastante regularidade e o jovem do Wolfsburgo, Kevin de Bruyne que funciona como o criativo do meio campo, no apoio ao ponta de lança.

O trio atacante, composto por dois extremos e um ponta de lança é onde se situa a irreverência, a velocidade, o brilhantismo e a genialidade. O primeiro nome que surge invevitavelmente é o de Eden Hazard, uma das maiores figuras desta selecção, que prima pela sua técnica e faz tremer qualquer defesa do mundo. Na outra ala surgem nomes, jovens novamente, que prometem muito por aquilo que demonstram nos seus clubes, como é o caso de Mirallas, Mertens e da estrela promissora do Manchester United Januzaj que optou por representar as cores desta Bélgica. O ponta de lança será inevitavelmente Romelu Lukaku, que José Mourinho emprestou ao Everton, onde o jovem belga fez uma época estrondosa. De realçar a ausência de Benteke, afastado por lesão.

Defesa é o primeiro ataque

Já falamos da defesa compacta da Bélgica mas é fulcral cometer uma repetição para salientar a importância desta sólida defesa naquele que é o jogo da Bélgica. Muitas vezes tem-se tendência para olhar para os nomes de jogadores apenas do meio campo para a frente, no entanto tudo tem de começar numa boa defesa e isso os Diabos Vermelhos têm, com elementos que aliam a experiência e a juventude.

Vincent Kompany é um dos exemplos disto, tendo como companheiro o já experiente Vermaelen, jogador do Arsenal que não tem sido titular nos ingleses mas que desempenha uma função de voz de experiência dentro de campo. Para além destes dois jogadores, a defesa da Bélgica apresenta uma característica peculiar visto que os 4 defesas normalmente titulares são centrais de base, logo a ajuda que prestam uns aos outros, com compensações constantes, faz com que ainda se torne mais díficil penetrar na defesa belga.

Líder: a voz de comando de Kompany

Um dos melhores centrais do mundo actualmente. Um verdadeiro líder na real noção da palavra. Um muro intransponível que faz da velocidade e da raça as suas maiores armas. São estas as características mais salientes em Vincent Kompany, jogador do Manchester City, que este ano se tornou pela segunda vez campeão de Inglaterra. E, para essa conquista, o capitão Kompany foi fundamental, até na subida à área contrária para facturar. Dos mais rápidos defesas do mundo, o defesa belga apresenta também a pecularidade de saber sair com a bola controlada de forma exemplar, dando assim uma tranquilidade impressionante a todo o sector defensivo, inlcluindo ao guarda redes, neste caso Courtois. É mediante a sua voz que a linha defensiva belga se vai orientar no Mundial e, de forma mais geral, toda a equipa estará atenta ao seu líder dentro de campo.

O ás: Hazard, o génio

A estrela da equipa é sem dúvida o jovem Eden Hazard. Depois de despertar a atenção de toda a Europa no Lille, foi no Chelsea que se apresentou nesta época a um nível elevadíssimo, no patamar dos melhores do mundo. A facilidade de remate, o poder de finta, a agilidade, a velocidade, as diagonais vertiginosas são algumas das imagens de marca daquele que promete ser uma das figuras do mundial. Apesar de ter sido criticado recentemente pelo seu treinador José Mourinho, a verdade é que Hazard é indispensável nesta equipa belga que vai atacarr o Mundial na máxima força. Já na fase de qualificação partiu de Hazard muitas das jogadas que ficaram na retina dos adeptos de futebol, com grandes golos e grandes pormenores. Este será a primeira competição internacional de selecções de Eden Hazard e de certeza que o jogador do Chelsea não vai desapontar e mostrará a sua qualidade técnica em cada um dos jogos em que participar.

Jogador a seguir: O menino de 19 anos, Januzaj

No princípio se o nome Adnan Januzaj surgisse numa convocatória todos ficariamos incrédulos perante tal situação. No entanto, no decorrer da época surgiu este jovem jogador, de apenas 19 anos, que se tornou uma das estrelas com mais futuro do futebol mundial. Lançado no Manchester United, foi aos poucos conquistando o seu lugar na equipa demonstrando uma excelente capacidade técnica principalmente nas jogadas de 1 para 1, "explodindo" para cima do defesa contrário como se de uma seta se tratasse. Com as boas exibições no colosso inglês começaram a surgir perguntas sobre qual seria a selecção que Januzaj iria optar para representar, visto que tinha um leque vasto de selecções que poderia escolher devido a questões de nacionalidade familiar. Contudo a escolha foi feita e Januzaj estará a representar a seleção belga no Mundo do Brasil e pode ser uma das boas surpresas desta competição.

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