Lusos contra o papão grego em modo amigável
Portugal defronta uma Grécia de má memória

Lusos contra o papão grego em modo amigável

Portugal defronta a Grécia, hoje, naquele que será o último jogo de preparação antes da partida para o Brasil.

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Portugal joga hoje às 19:30 horas, defrontando a Grécia de Fernando Santos no âmbito da preparação para o Mundial 2014, no Brasil. A menos de vinte dias do começo da prova mundial, esta é a última oportunidade para Paulo Bento testar o valor do seu plantel. Adivinham-se várias baixas do lado lusitano, incluíndo Cristiano Ronaldo e Pepe.  O palco do duelo amigável será o Jamor.

Última avaliação antées do embarque

Este será o derradeiro teste antes da selecção das quinas partir para a aventura em terras de Vera Cruz. O jogo servirá para coordenar mecanismos tácticos, experimentar possíveis soluções para potenciais baixas e dar minutos a alguns elementos que possa precisar de um entrosamento adicional. O facto de ambas as selecções marcarem presença no Mundial 2014 deverá, sem dúvida, contribuir para uma drástica diminuição nos níveis competitivos: ninguém quererá perder a prova por lesão.

Bento poderá formar um onze com alguns nomes menos experimentados nas andanças internacionais, como Neto, William Carvalho, Vieirinha ou até mesmo o avançado Éder. O médio defensivo sportinguista deverá mesmo ser o dono da posição, partilhando funções com Meireles e Moutinho no 4-3-3 normalmente desenhado pelo seleccionador luso, que se estreia em Mundiais.

Grécia é autêntico «papão» nos pesadelos de Portugal

Portugal não tem bons sonhos quando adormece a pensar na Grécia, uma selecção perita em desfazer alegrias à turma lusitana. No consciente colectivo português surge imediatamente a lembrança frustrante da derrota na final do Euro 2004, em pleno estádio da Luz. A onda portuguesa, plena de euforia e excitação, quebrou-se com um golo de cabeça de Charisteas, com a selecção lusa atónita, a ver jogar. O país esmoreceu e não mais esqueceu a dourada oportunidade que teve para levantar (no seu próprio reduto) um troféu internacional, algo que não figura no historial da selecção.

O historial de confrontos entre portugueses e gregos é tudo menos positivo para a formação das quinas: dos treze encontros entre ambas as congéneres, a selecção grega levou a melhor por cinco ocasiões, enquanto Portugal venceu por quatro vezes, mas em três delas jogava-se «a feijões», jogos amigáveis sem significado competitivo. Já a Grécia fez mossa em partidas a doer: bateu Portugal por 4-2 (em casa, no ano de 1968) na Qualificação para o Mundial de 1970, e voltou a vencer os lusos por 3-2 (de novo em casa, em 1991) na Qualificação para o Euro 92.

Euro 2004: dose dupla de balde grego de água fria 

A outras duas vitórias gregas contra Portugal foram também a doer, e como doeram aos portugueses: duas vitórias inesperadas. A primeira a abrir e a segunda a fechar com chave de ouro uma campanha memorável por parte da selecção grega, à data treinada pela raposa alemã Otto Rehhagel. Portugal, sorteado na fase de grupos com Grécia, Espanha e Rússia, perdeu por 2-1 no arranque, com golos de Karagounis e Basinas contra apenas um tento do jovem Ronaldo.

A boa caminha portuguesa traçou a sina de voltar a encontrar o exército grego, duro de roer, defensivamente disciplinado e propenso às estocadas mortais perto do fim dos jogos. Na grande final, Portugal titubeou e voltou a perder a calma, perante a estoicidade helénica, atributo que perdurou até ao final dos 90 minutos. Um golo de Charisteas, oportuno goleador grego, jogou o sonho luso por terra. Contra todas as previsões, a Grécia levou de Lisboa a taça, deixando, em solo português, uma ferida  que demorou a sarar.

 

Pepe, Ronaldo e Amorim são baixas

Pepe, que já estivera ausente da final da Liga dos Campeões, falhará o jogo amistoso de hoje, de modo a não agravar a recuperação que tem executado a conselho do departamento médico do Real Madrid. O mesmo se aplica a Cristiano Ronaldo, que, apesar de ter disputado a final, passou ao lado da partida devido à sua débil condição física. Amorim, a contas com desgaste muscular, será outra baixa no leque de opções de Bento. 

Sem prazos para o retorno do capitão Ronaldo

Em conferência de imprensa, o seleccionador adiantou um meta temporal para o definitivo regresso de Ronaldo: «Ronaldo foi avaliado e apresenta algumas queixas. Temos consciência de que, após algum período de inactividade no seu clube, fez um jogo que durou 120 minutos com algumas limitações», afirmou. «Não vamos estipular um prazo para que ele volte a treinar. Iremos avaliar diariamente a situação dele e de todos os jogadores com alguns condicionalismos e, com o departamento médico, tomaremos a melhor decisão», deixou claro o seleccionador.

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