Perfil Brasil 2014: Edinson Cavani

Edinson Cavani chegou ao futebol europeu em 2006 para actuar no Palermo, proveniente do Danubio do Uruguai. Não demorou a dar nas vistas e logo na sua estreia marcou frente à Fiorentina. Os três anos ao serviço do clube siciliano valeram 34 golos e a cobiça dos grandes europeus, mas curiosamente acabou por ficar em Itália mudando-se para o Nápoles.

No clube napolitano, Cavani fez uma dupla de sucesso com Marek Hamsik com o ponto alto a surgir em 2012, com a conquista da Taça de Itália por 2-0 frente à Juventus, marcando um dos golos. Tal como havia acontecido no Palermo, três anos volvidos e com 78 golos marcados com a camisola napolitana viu surgir na sua carreira uma transferência multimilionária para o Paris Saint-Germain, com os franceses a pagarem 64 milhões de euros pelo camisola 9. Em Paris o avançado uruguaio venceu esta temporada o campeonato e a Taça da Liga e leva já 16 golos em 30 jogos efectuados.

Avançado modelo peca apenas na velocidade

É um dos pontas-de-lança mais completos da actualidade do futebol Mundial. O seu 1.87 faz-se sentir no jogo aéreo e tem ainda a vantagem de jogar com os dois pés sendo o direito o preferencial, para além disso Cavani possui uma qualidade técnica bastante apurada para um jogador da sua estatura e embora não seja veloz consegue fugir com facilidade às marcações dos seus oponentes.

Na selecção do Uruguai, Cavani já levantou o troféu da Copa América em 2011. Juntamente com Luis Suárez fazem uma dupla temível, por terem ambos um estilo de jogo semelhante. Enquanto jogador do Nápoles, actuou sempre como ponta-de-lança fixo sendo servido por um trio composto por Marek Hamsik, Goran Pandev e Lorenzo Insigne.

Agora no Paris Saint-Germain tal como sucedia em Nápoles, Cavani joga preferencialmente na zona central do ataque para dar o toque final, mas muitas vezes foge para as alas arrastando consigo os centrais por forma a abrir espaços para os seus colegas. A sua boa qualidade técnica permite-lhe também jogar de costas para a baliza, segurando a bola e distribuindo-a depois pelos corredores laterais fazendo automaticamente o movimento para dentro da área. Um dos seus pontos fortes, embora só faça uso dele na maior parte das vezes ao serviço da selecção, são os livres directos onde aplica um forte e colocado remate.

Apesar de ser um jogador alto, não é comum vermos Cavani fazer golos de cabeça, pois por ser um avançado que domina bem a bola com os dois pés e forte no um contra um, opta na maior parte das ocasiões por rematar com o pé direito. O seu maior handicap se assim lhe podermos chamar é a sua velocidade, não tanto no levar a bola em corrida, mas sim na capacidade de receber a mesma e arrancar na direcção da baliza.

Por isso prefere lançar outros companheiros de equipa que possuem essa característica, enquanto se movimenta na direcção da área à espera dos cruzamentos para depois finalizar. Neste Mundial vai ter logo no grupo D duelos interessantes contra Inglaterra e Itália, principalmente com os últimos vistos serem aqueles que já defrontaram Cavani por várias vezes.

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