Perfil Brasil 2014: Wayne Rooney
Perfil Brasil 2014: Wayne Rooney

Estatuto de muitos, qualidade de poucos, Wayne Rooney é a estrela da Selecção Inglesa e chega a Terras de Vera Cruz pronto para o combate. Depois da brilhante prestação no último Mundial, onde ajudou os The Three Lions a chegar aos oitavos-de-final, Rooney mostra-se mais que preparado para ajudar a equipa de Roy Hodgson.

Apesar de ter a sua qualidade mais que comprovada, Rooney sabe que muito do valor que tem acaba por não ser reconhecido. No que diz respeito ao campeonato inglês o avançado-centro, sabe que tem o lugar mais que merecido no onze titular, ainda assim acaba por ser ofuscado por estrelas em ascensão como Van Persie, ou, noutros tempos, pelo português Cristiano Ronaldo.

No que à Selecção diz respeito, Rooney tem a liberdade que sempre mereceu. A jogar ao centro do ataque, o menino do United, dá as voltas que forem necessárias para dificultar a vida ao adversário e colocar a bola no fundo da baliza contrária.

A Dança do ataque

Rooney, ao contrário do que muitos possam pensar, não é ponta-de-lança. Wayne Rooney joga como avançado-centro, ou seja, toda a zona central do ataque é ocupada pelo inglês, isto dá-lhe não só uma maior liberdade para deambular nas zonas ofensivas, como também mostra a criatividade no jogador na construção atacante.

A credibilidade, a rapidez e a qualidade técnica de que Rooney é dono fazem com que seja um dos jogadores que mais faz tremer a defesa contrária. Não é por acaso que Rooney é conhecido como o guerreiro vermelho, não é fácil prever o que vai fazer, não é fácil de parar e mais, o pé direito de Rooney é o pesadelo de muitos guarda-redes.

Dono e senhor do ataque inglês, controlador de cada uma das zonas do campo, rápido, coeso, possante e resistente ao choque. Assim se pode definir o estilo de jogo de Wayne Rooney. O remate potente e letal é eficaz tanto a curtas, como a médias distâncias, o que faz dele um dos alvos a abater pela defesa adversária.

Rooney chega ao Brasil depois de uma época no United que deixou a desejar. Os Red Devil's não foram além do 7º lugar, mas apesar de tudo foi o mestre no ataque que ajudou a que as coisas não piorassem. A Wayne Rooney não falta motivação e o inglês parece estar mais do que preparado para levar a Selecção de Isabel II ao topo do Futebol Mundial.

Os pormenores que podem fazer a diferença

Depois de 12 anos de carreira e de mais de 230 golos, Rooney não é um jogador a quem possamos apontar defeitos. Com a qualidade mais que provada, o jogador do Manchester United já nada tem que fazer para mostrar serviço.

Rooney ainda só tem 28 anos, os anos como jogador começam a pesar e nos jogos de preparação para o Mundial isso foi notório. Rooney já não tem a mesma rapidez que tanto o caracterizou ao longo da sua carreira, no jogo com o Peru a qualidade ficou perdida.

Entre Rooney, Welbeck e Sturridge se divide o ataque da equipa inglesa. Rooney é certo no onze, ainda assim Welbeck e Sturridge têm um estilo muito parecido com o jogador do United e isso acaba por tirar a liberdade que Rooney gosta de dar ao seu jogo.

Para estar a 100% em campo, Wayne Rooney precisa apenas de si próprio, da qualidade que tanto lhe é reconhecida e de um avançado fixo. Ora, isso acaba por não acontecer com Welbeck e Sturridge em campo. As duas outras estrelas inglesas acabam por baralhar Rooney no seu estilo próprio e dificultam a vida do inglês na chegada à baliza.

Estará a equipa inglesa a cair de qualidade técnica? Não, o que acontece é que no caso de Rooney a idade e o ritmo de jogo a que sempre esteve habituado começam a pesar. E demasiado.

Ainda assim, o Guerreiro Vermelho, parece estar mais do que preparado e diz mesmo que a Inglaterra chega ao Brasil com a ambição de sempre: «Estamos aqui para ganhar!»

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