Mário Figueiredo reeleito em eleições conturbadas
Figueiredo volta a liderar a Liga de Clubes

Mário Figueiredo foi ontem reeleito presidente da Liga de Clubes com 10 votos a favor e dois em branco, tendo havido apenas oito clubes a votar num universo de trinta e dois. A maioria dos clubes assinou uma declaração conjunta contra a reeleição, alguns apoiantes dos candidatos rejeitados. Numa eleição repleta de percalços, o presidente da LPLP afirmou que «preferia ir a votos contra outros candidatos, mas nem uma lista completa foram capazes de apresentar».

O actual presidente concorreu sozinho às eleições após as candidaturas dos seus adversários terem sido rejeitadas, decisão tomada na segunda-feira antes das eleições e anunciada pelo presidente da Assembleia Geral, Carlos Deus Pereira.

Fernando Seara apresentou duas candidaturas, numa acabou por ser retirado do cargo de presidente da Direcção e noutra não apresentou lista para a Comissão Arbitral, desta forma acabou por ficar fora da corrida à presidência. No caso de Rui Alves, foi provado que no termo do prazo de candidatura ainda estava registado como presidente do Nacional, não tendo também apresentado lista à Comissão Arbitral e à Comissão Disciplinar.

Após tomada a decisão, ambos os candidatos rejeitados exprimiram as suas opiniões em comunicados. Fernando Seara expressou uma «profunda indignação relativamente aos fundamentos de rejeição da lista por mim apresentada, os quais não têm qualquer suporte regulamentar e violam frontal e gravemente o direito associativo». Rui Alves intitulou o sucedido de uma «golpada», tendo referido que pediria uma «audiência ao Procurador-Geral no sentido de denunciar esta autêntica golpada». O candidato pretendia «suspender o acto eleitoral até ser reposta a sua legalidade», mas as eleições acabaram por acontecer.

Após todos os imprevistos em volta da eleição, houve necessidade de aumentar o reforço policial no edifício onde decorriam as eleições. O presidente do Estoril afirmou que «para a grande maioria dos clubes, este acto eleitoral não tem qualquer legitimidade»: segundo Tiago Ribeiro, a eleição «é uma completa ilegalidade, com reflexos criminais, e que têm que ser apurados pelo Ministério Público, pela procuradoria». Tal como Rui Alves intitulou, à saída da sede onde decorram as votações, o presidente do Estoril desabafou que «nem nos nossos piores pesadelos pensávamos que a golpada pudesse ser tão grande».

O presidente da Académica, José Eduardo Simões frisou também que se trata de «uma situação tão ilegal que estamos a avaliar o que podemos fazer com eficácia para anular este acto ilegal, mas admitimos o recurso aos tribunais». 

O presidente do Benfica, lembrou que não expressou nenhuma opção para as eleições, «mas chegados aqui e uma vez eleito o Dr. Mário Figueiredo acho que temos a obrigação de o ajudar, dando-lhe a oportunidade de com os clubes procurar uma solução conciliatória». Apesar do acto eleitoral ter sido dado por concluído com um vencedor eleito, são muitos os indignados que procuram soluções diferentes para resolver a situação.

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