Portugal no Mundial: México 1986

Portugal no Mundial: México 1986

Em semana de início de Mundial, o Vavel Portugal traz-lhe mais uma prestação portuguesa na competição, mais precisamente em 1986, no México.

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Pedro Oliveira Duarte

O Mundial do México em 1986, competição histórica que ficou marcada pela célebre “Mão de Deus” de Diego Maradona, que carregou a Argentina às costas na demanda por levar a Taça para casa. Contudo, Portugal não teve uma prestação que fosse memorável nesta competição, ficando claramente àquem.

Os 22 Guerreiros mal-sucedidos

Guarda-Redes: Bento; Vítor Damas; Jorge Martins

Defesas: Frederico; João Pinto; Oliveira; Bandeirinha; Inácio; Sobrinho; José António, Álvaro

Médios: Carlos Manuel; Diamantino; Sousa; André; Jaime Pacheco; Jaime Magalhães; Morato

Avançados: Fernando Gomes; Rui Águas; Futre; Ribeiro

Vitória diante da Inglaterra foi o único consolo da desastrosa prestação

A equipa liderada por José Torres não fazia prever um Mundial tão pouco conseguido. Com nomes como Vítor Damas, Inácio Rui Águas e um talento emergente de nome Paulo Futre, poucos esperavam que a equipa das quinas ficasse pela fase de grupos. No entanto, assim se sucedeu.

O primeiro jogo português deste Mundial no México opôs precisamente Portugal e poderosa Inglaterra, que contava por exemplo, com Gary Lineker que acabou a ser o melhor marcador da competição. O golo de Carlos Manuel ao minuto 74, deu esperanças a todos os portugueses, que pareciam começar o Mundial a tombar um gigante.

No entanto e após tamanha vitória, seguiu-se um verdadeiro calvário para Portugal. O jogo contra a selecção da Polónia viria a ditar o “princípio do fim” para a selecção de todos nós. A derrota por 1-0 deixava a equipa das quinas numa posição perigosa que acabou por não ser invertida mais tarde, diante de Marrocos. No jogo contra a selecção Marroquina, Portugal saiu derrotado por 1-3, num jogo que ditou o afastamento definitivo da equipa de José Torres, ficando no último lugar do grupo. Marrocos foi precisamente a surpresa, logrando o primeiro lugar à frente de Inglaterra e Pollónia, e tornou-se na primeira selecção do continente africano a apurar-se para os oitavos de final da prova.

A ineficácia da selecção Portuguesa na frente de ataque, foi também por demais evidente, sendo que o score de golos marcados foi de apenas dois tentos. Voltou assim para casa a equipa lusitana, cujo fado não foi o mais desejado e concerteza, esperado.

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