Grupo B do Mundial 2014, jornada 1

Grupo B do Mundial 2014, jornada 1

No segundo dia de competição estava marcada a esperada reedição da final de 2010, mas o resultado foi surpreendente e deixou a Espanha com uma "paisagem" complicada para classificação para os oitavos. Noutro jogo do grupo Chile venceu a Autrália e terá boas opções para ficar entre os dois primeiros do grupo.

Robayna
Miguel G. Robayna

Segundo dia de competição no Brasil e chegou uma das grandes surpresas, mais pela forma que pelo simples facto da Holanda ter ganho à Espanha. O humilhante 1-5 da 'laranja mecânica' aproveitou o triste jogo espanhol para vingar a derrota da final de 2010 com um resultado espetacular e que deixa os jogadores de Van Gaal na liderança do grupo B.

Junto aos holandeses, é a selecção de Chile que está a comandar este grupo depois de vencer por 3-1 uma renovada Austrália.  Os oceânicos fizeram um jogo de altos e baixos e quase conseguiram acabar o jogo com algum ponto para a classificação, mostrando que não são tão frágeis como muitos achavam.

Classificação Grupo B
Seleccção

Pontos

Vitórias Empates Derrotas D. Golos
Holanda 3 1 0 0 +4
Chile 3 1 0 0 +2
Austrália 0 0 0 1 -2
Espanha 0 0 0 1 -4

Espanha 1 – 5 Holanda. Lição ‘Orange’

Terrível golpe nas aspirações dos espanhóis, que estão longe de fazer o estupendo jogo que enamorou o mundo através daquele ‘tiki-taka’. Os espanhóis viram como o bom trabalho táctico dos holandeses foi suficiente para os superar em todas as facetas do jogo. Van Gaal preparou a partida melhor do que Del Bosque, planejando uma acumulação jogadores no meio para evitar que o rival fizesse o seu jogo. Mas essea análise fica curta para o que se pôde ver sobre o relvado de Salvador da Bahia. A Espanha há tempo que tem a posse da bola para defender e não para atacar: ao chegar à área rival, «La Roja» tem dificuldades para rematar à baliza - precisamente por aí explodiu o jogo da Holanda. Nos primeiros minutos o jogo foi espanhol, mas eram os holandeses  que ameaçavam a baliza de Iker Casillas, sem acerto no remate.

Van Persie no momento e fazer seu segundo golo. Foto: AP

Um penálti inventado entre Diego Costa e o árbitro serviu a «La Roja» para adiantar-se no resultado e dar sentido à possessão horizontal. Mas pouco antes do fim da primeira metade, David Silva falhou frente a Cillenssen e o canto curto que se seguiu acabou por ser o golo da Holanda. Os centrais espanhóis tiveram de fazer muitos metros para recuperar a posição na jogada a seguir ao canto e estavam a recuperar a respiração quando começou a corrida imparável de Van Persie, que fez um remate de cabeça simplesmente espectacular.

Holanda celebra um dos golo. Foto: Paul Gilham | Getty Images

A passividade dos centrais e meia saída do guarda-redes (situação que anunciava o que estava por chegar na segunda metade do Espanha e Holanda). Empate justo: o começo do fim para a Espanha, que não mais se viria a erguer.

Numa segunda parte com posse da bola para Espanha, os ataques todos levavam a rúbrica ‘Orange’ e tanto Van Persie como Robben vingaram a derrota de 2010. O sem sentido da possessão espanhola se derrubou pela força de uma Holanda que não perdoou os erros dos centrais espanhóis e nem de um guarda-redes que falhou em todos os golos concedidos. (Leia aqui a análise completo).

Chile 3-1 Austrália. Quando quiseram, puderam

Com a contundente vitória holandesa, abria-se para o Chile uma oportunidade de ouro para classificar-se para os oitavos de final num torneio em que a diferença de golos decide quem passa, em caso e empate pontual. Se calhar por isso estiveram tão forte os jogadores comandados por Sampaoli.

Alexis Sánchez celebra seu golo. Foto: Clive Mason | Getty Images

Nos primeiros quinze minutos já venciam por 2-0 graças ao acerto de Alexis Sánchez e de Jorge Valdivia e os nervos de uma Austrália que nos últimos meses viu chegar  muitos jogadores novos à convocatória. O ritmo baixou pouco a pouco depois do início em grande dos chilenos e os australianos começaram a ganhar em confiança, embora os sul-americanos dispusessem das melhores oportunidades de golo.

Porém, o ritmo tão lento que alcançou a partida só permitiu que a Austrália conseguisse jogar mais perto da área rival e assim, num cruzamento para o único homem que havia com hipóteses de remate, chegou o golo do eterno Tim Cahill para os ‘Aussies’. Recortar a diferença antes do intervalo foi oxigénio para quem ia por detrás no resultado e dúvidas para Chile.

Nos últimos 45 minutos, Austrália teve algumas oportunidades para empatar com o pouco que tem, mas não foi suficiente.  Com as substituições chilenas o jogo foi voltado à direcção que queriam até que quase no fim, Beausejour fez o definitivo 3-1 com um bom disparo desde fora da área e que põe a Chile na luta por um lugar nos oitavos. 

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