Mercedes domina treinos na casa da Red Bull
As Flechas de Prata foram as mais velozes na casa da Red Bull (Foto: Mercedes).

Mercedes domina treinos na casa da Red Bull

Lewis Hamilton dominou a segunda sessão de treinos livres no GP da Áustria, com uma vantagem de 0,377s sobre o seu colega Rosberg. O dia ficou marcado por inúmeras saídas de pista, na luta por conseguir maior tracção.

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Hugo Picado de Almeida

As Flechas de Prata continuam a voar mais depressa do que a sua competição. Na primeira sessão de treinos, durante a manhã austríaca, Nico Rosberg foi o mais rápido, mas Lewis Hamilton roubar-lhe-ia a posição na segunda sessão do dia.

Na segunda sessão de treinos, já livre da chuva que afectou parte da sessão matinal, estabeleceram-se os melhores tempos, e os pilotos estiveram mais tempo em pista. Hamilton usou 37 voltas e rodou na melhor marca do dia, com 1:09,542. O seu colega, Nico Rosberg, foi o piloto que mais esteve em pista, completando 50 voltas e ficano a cerca de 0,3s do inglês. Alonso, em ambas as sessões, foi terceiro, mas o espanhol rodou já no segundo 10.

Nesta segunda sessão, os Williams de Bottas e Massa foram respectivamente 4º e 5º. Red Bull e McLaren intercalaram posições. Vettel foi 6º e Ricciardo 8º, com os McLaren de Button em 7º e Magnussen em 9º. Jean-Eric Vergne fechou o top 10.

Em dia instável, a Mercedes foi sempre melhor (Foto: Mercedes).

Mercedes continua a dominar

Hamilton acabou por tirar 0,377s ao seu companheiro de equipa, mas Rosberg não se mostrou preocupado: «[a diferença] também existiu em Montreal, mas quando chegámos à qualificação eu estava precisamente onde ele está. (...) A pole estará entre nós e isso é muito importante porque o ritmo da corridade será muito próximo, e chegar primeiro à primeira curva é uma grande vantagem.» 

Lewis Hamilton, confiante e satisfeito com o seu ritmo, salientou, ainda assim: «Tenho a certeza de que Nico tem algum tempo no bolso.»

Sessão recheada de incidentes

O dia de treinos em Spielberg foi marcado por diversos incidentes, embora sem nenhum acontecimento de assinalável gravidade. Afinal, apenas Alonso, Räikkönen, Massa e Button já tinham corrido no Red Bull Ring em F1, no então denominado A1 Ring, em 2003.
Soma-se a esse facto a chuva leve que caiu durante a primeira sessão e a dificuldade de muitas equipas com a temperatura dos pneus macios da Pirelli, que afirmara durante a semana que a corrida austríaca seria «um passo no desconhecido».

Uma combinação que, somada às curvas pronunciadas e rectas velozes, levaram pilotos de praticamente todas as equipas as morder a relva, sobretudo na primeira curva do traçado, e também na última, à entrada da recta da meta. Rosberg, Massa, Alonso, Räikkönnen, Sutil e Kvyat foram alguns dos que saíram largo em algumas ocasiões. Sebastian Vettel protagonizou a saída mais espectacular do dia, com um duplo pião após subir o corrector da última curva e pisar a relva. O piloto alemão saiu intacto do incidente, e o seu RB10 precisou apenas de um novo chão para a segunda sessão do dia.

A tracção foi, de facto, um dos problemas de que mais pilotos se ressentiram. Räikkönen, que não foi além do 11º melhor tempo, destacou esse como um dos factores que o impediram de estabelecer uma boa volta, depois de um dia em que ele e Alonso testaram as suas soluções aerodinâmicas, nas asas dianteira e traseira. Em todo o caso, ambos os Ferrari pareceram mais estáveis do que no Canadá, e Alonso apresentou-se ao melhor nível desde o início da temporada. 

Apesar das promessas da Ferrari e do belo plano em que estiveram ambos os Williams, que já no GP do Canadá tinham surpreendido, o foco continua sobre os homens da Mercedes, numa luta que parece só sua. 

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