Grupo F: Messi oferece oitavos à Argentina, Nigéria perto do apuramento
Messi talismã na qualificação para os oitavos. (abc.net.au)

Grupo F: Messi oferece oitavos à Argentina, Nigéria perto do apuramento

A brazuca continua a maravilhar os palcos brasileiros e, este Sábado, jogou-se a 2ª jornada do Grupo F do Mundial. Destaque para o triunfo da Argentina diante do Irão de Queiroz, valendo a estrelinha Messi, a brilhar com o 1-0, já perto do final. No outro encontro, a Nigéria venceu a Bósnia por 1-0, num jogo polémico, pela actuação duvidosa do juiz da partida, que comprometeu o resultado final.

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Francisco Dias

O astro Messi acertou o passo, depois do minuto 91 e fez o tento do triunfo, frente ao Irão, qualificando assim a Argentina, para os Oitavos-de-Final do Mundial do Brasil, garantindo o 1º lugar do Grupo F, que terá como segundo classificado, ao que tudo indica, a Nigéria, que venceu a Bósnia, por 1-0. As más arbitragens voltam a assombrar este Mundial, com um golo mal anulado aos bósnios, frente aos africanos, que deixam a Bósnia-Herzegovina, fora da próxima fase do Mundial.

Tango de Messi ao minuto 91

A estrondosa selecção argentina sofreu mas venceu a formação iraniana do professor Carlos Queiroz por apenas 1-0. O Irão mostrou atitude, dinâmica e cultura táctica que surpreendeu a toda poderosa Argentina que, mais uma vez, demonstrou que ter individualidades astronómicas, não significa ter um verdadeiro conjunto, que a poderia tornar uma equipa imbatível. Ainda assim, o factor Messi é sempre imprevisível e, mesmo ao minuto 91, a “pulga” não perdoou e acabou por balancear as redes dos asiáticos. Com o triunfo, o apuramento fica automaticamente garantido mas não deixa de ser uma vitória inglória para os iranianos que, sem grandes dotes técnicos e sem vedetas, funcionaram como uma verdadeira equipa.

Em termos globais, o primeiro tempo foi dominado pela Argentina que, desde o apito inicial, mostrou vontade de repetir o triunfo frente à Bósnia. O primeiro apontamento surgiu logo aos 5 minutos de jogo, com o artista do Manchester City, Aguero, a incomodar pela primeira vez, o guardião iraniano. Aos 14, os alvicelestes acentuavam o domínio e Higuaín dispôs da primeira grande ocasião para inaugurar o marcador, no entanto, só com o guarda redes pela frente, não teve arte nem engenho para concretizar. Oito minutos volvidos, os mesmos protagonistas estiveram em evidência, desta feita, o avançado do Nápoles amorteceu para Aguero, que esteve pertíssimo de festejar o primeiro, no estádio do Mineirão.

Até final da primeira parte, a Argentina mostrou falta de eficácia mas não deixa de ser uma delícia assistir às acrobacias de Messi, Di Maria e Aguero. O único lance de evidente perigo da formação asiática pertenceu a Hosseini, quando ao minuto 42 colocou em sentido o guardião Romero. Destaque ainda para o central do Sporting, Rojo, que alinhou a lateral esquerdo e teve um papel preponderante em cruzamentos e em dois cabeceamentos que, por pouco, não balancearam as redes iranianas.

Para os segundos 45 minutos, Carlos Queiroz reformulou a estratégia inicial e pediu aos seus atletas mais pressão alta, por forma a evitar a primeira fase de construção dos mágicos argentinos. A atitude e o querer enquanto equipa foram uma constante e, à passagem do minuto 53, nota para um cabeceamento portentoso de Ghoochannejhad que obrigou Romero à primeira intervenção apertada. Com o Irão numa fase ascendente e a rondar a baliza dos alvicelestes, relevo para um lance escandaloso, ao minuto 56, protagonizado por Zabaleta que derrubou Dejagah, ficando por assinalar uma grande penalidade clara. Ao minuto 67 e, perante uma Argentina incapaz de imprimir o seu favoritismo, surge o momento alto do Irão, com destaque para Dejagah que, em zona frontal, atirou para uma parada soberba do herói Romero.

Corria o minuto 74 quando, finalmente, a Argentina beneficia do primeiro lance de perigo da segunda parte, na cobrança de um livre de Messi que passa pertíssimo do guardião Haghighi, que defende as redes do Irão e do Sporting da Covilhã. Antes de Messi abanar a sua varinha, o Irão teve ainda a oportunidade de selar a vitória. No entanto, Ghoochannejhad não evitou mais uma defesa complicada de Romero. Ao minuto 91, quanto todos esperavam a divisão de pontos renasce o génio e a classe do segundo melhor jogador do mundo, Lionel Messi, que rematou forte e colocado, selando assim o resultado final e o consequente apuramento de uma Argentina que tarda em se mostrar como um verdadeiro colectivo. Os alvicelestes estão apurados para os Oitavos-de-Final com 6 pontos. Já o Irão de Carlos Queiroz soma apenas 1 ponto em 6 possíveis.

Árbitro neozelandês, o protagonista indesejado do Nigéria x Bósnia

A Nigéria deu um passo importante rumo à qualificação para os Oitavos-de-Final, batendo a estreante em mundiais, Bósnia, por 1-0. Numa partida polémica, a Nigéria demonstrou sempre ser a melhor equipa, com um último reduto forte, um meio-campo compacto e um ataque que cheirou sempre o 2º golo. A Bósnia de Dzeko não teve argumentos para contrariar a supremacia africana e soma já duas derrotas no Mundial.

A partida começou equilibrada com um ligeiro ascendente para os nigerianos que mostraram mais segurança e dinâmica no meio-campo, acabando por ter o primeiro registo de perigo ao minuto 7, por intermédio de Odemwingie, que rematou forte, passando perto do poste. A jogar mais em contra-ataque, a Bósnia respondeu no minuto a seguir, com o protagonista Besic a atirar, falhando o alvo por pouco. A Nigéria continuava a ganhar bolas a meio-campo e, com um jogo compacto no miolo e jogadores rápidos na frente, elaborou mais uma jogada de perigo com Onazi a rematar fortíssimo à baliza dos bósnios.

A partir do minuto 21, a equipa de arbitragem esteve em foco, pelos piores motivos, por anular escandalosamente, um golo limpo ao avançado do Manchester City, Dzeko. Depois deste erro flagrante do homem do apito, a Nigéria chega ao golo, por intermédio de Odemwingie, que concretizou o tento, precedido de uma falta sobre os bósnios. O domínio dos africanos era evidente e, depois do golo, a Bósnia retraiu-se ainda mais, ficando a Nigéria perto de ampliar a vantagem ao minuto 39, num remate de Musa, que ficou a centímetros do 2-0.

Para o 2º tempo, a Bósnia tentou imprimir maior agressividade na frente de ataque mas foram novamente os nigerianos a dispor das melhores oportunidades na primeira meia hora, ficando os africanos mais perto do 2º do que a Bósnia do empate, com relevo para o tiro de Babatunde que obrigou o guardião bósnio a uma intervenção difícil e, ainda, um outro lance, que os africanos ganharam a meio campo, que permitiu a Emenike rematar para mais uma parada de alto nível do dono das redes bósnias. Os últimos 15 minutos foram de asfixia dos bósnios, que ficaram perto do empate, por três vezes, com destaque para o último lance da partida e quem mais poderia ser senão a figura Dzeko que, com um remate potente, viu o poste negar-lhe o empate e a chama de qualificação.

A classificação dita que a Argentina é a líder do Grupo F com 6 pontos, a Nigéria a 2ª classificada com 4, em 3º o Irão de Queiroz com 1 e finalmente a Bósnia, em último e sem qualquer chance de apuramento, decorrente de não ter conquistado qualquer ponto. Em perspectiva teremos a Argentina nos Oitavos-de-Final, a defrontar a Suíça ou o Equador e, ao que tudo indica, a Nigéria a poder enfrentar a França, nesta segunda fase do Mundial do Brasil. O Irão de Carlos Queiroz ainda sonha mas será muito difícil, para a formação do técnico português, alcançar o apuramento.

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