Ecclestone não se importa de perder equipas na F1
Bernie Ecclestone, o chefe da F1 desde os anos 80 (imagem: autosport.com)

Ecclestone não se importa de perder equipas na F1

O patrão da F1 voltou mais uma vez a falar sobre a situação actual da F1 e as suas opiniões, como sempre, não deixam ninguém indiferente.

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Fábio Mendes

A história não é nova e muito se tem falado sobre isso. A F1 não atravessa um momento muito positivo. As nova regras permitiram uma mudança no panorama desportivo, com a Mercedes a assumir o domínio a Force India e a Williams a mostrarem-se mais fortes, a  McLaren, Ferrari e Red Bull a terem muitas dificuldades neste campeonato. A mudança permitiu um novo folego na competição e as corridas tem sido interessantes. A mudança trouxe os resultados esperados.

O patrão da F1 não se importa com as equipas com menor poder financeiro

Mas uma coisa não mudou… as dificuldades financeiras que várias equipas enfrentam para continuar a competir. Os casos da Caterham, Lotus, Sauber, Marussia. Equipas que têm de fazer muito com pouco dinheiro, fórmula que nem sempre resulta na F1. Os casos mais alarmantes são mesmo da Lotus, que no ano passado, embora com uma época desportiva muito boa, enfrentou vários problemas, um dos quais a saída de Raikkonen, por falta de pagamentos. A Sauber também vive dificuldades para se financiar e nem os investimentos Russos (que agora foram bloqueados) ajudam a situação.

Bernie Ecclestone mostra-se indiferente as dificuldades que as equipas enfrentam. Afirmou que não teria problema nenhum se o numero de equipas diminuísse e que até ficaria feliz se isso acontecesse.

«Não deves estar aqui se não o podes pagar.», Ecclestone

Já se começa a falar de equipas com 3 carros no futuro, caso o nº de carros seja demasiado baixo. Claro que apenas equipas como Mercedes, Ferrari, McLaren e Red Bull poderiam ter 3 monolugares no grid, o que teoricamente aumenta a probabilidade  de vencerem as corridas e lhes aumentaria os lucros. Esta solução poderá beneficiar em demasia as equipas grandes e colocar definitvamente de parte as equipas pequenas. Bernie nunca teve muitos problemas em mostrar o seu apoio às equipas mais poderosas, fazendo questão de esquecer muitas vezes as equipas com menos poder económico. É uma visão que provavelmente não será partilhada por muitos.

(Foto: Reuters)

Bernie também contra comissários demasiados rigorosos

Além deste comentário, Ecclestone mostrou-se contra a malha demasiado apertada dos comissários nas corridas, dando o exemplo das saídas de pista na curva 8 do GP da Áustria, que foram penalizadas (como foi o caso de Hamilton na sua primeira  volta lancada na Q3). Para o britânico da Formula One Management, «quando um piloto ultrapassa a linha é penalizado. Isso é errado. Os pilotos querem competir e por isso deixem nos competir. Os comissários deviam ser trancados durante a corrida  e apenas analisar infracções depois da prova acabar.»

Uma coisa é certa, a FIA tem usado de um critétio demasiado apertado na avaliação de certos casos o que por vezes retira um pouco o espectáculo. Gutierrez por exemplo teve um Stop& GO de 10 segundo por ter saído da boxe com uma roda mal apertada. Acumulando a penalização e o tempo perdido pelo erro, terá ainda de enfrentar uma penalização de 10 posições no próximo GP algo que já demasiado pesado. Seria necessário reformular algumas regras de forma que a competição não seja demasiado "higiénica" algo que dimimui a espectacularidade da F1.

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