Grupo C: James e Jackson brilham, Grécia apura-se «in extremis»

Grupo C: James e Jackson brilham, Grécia apura-se «in extremis»

As momentâneas igualdades conseguidas por Japão e Costa do Marfim ainda baralharam, mas foi mesmo a Grécia quem acompanhou a Colômbia entre os apurados do Grupo C.

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Rafael Reis

Tido como um dos agrupamentos mais equilibrados deste Mundial, o Grupo C não defraudou expectativas e chegou à sua última jornada com uma equipa já apurada, a Colômbia, e todas as restantes com legítimas aspirações de também o conseguir. Com uma igualdade de forças latente, o desafio estava mesmo em acompanhar ambos os desafios da terceira jornada, Japão - Colômbia e Grécia - Costa do Marfim, em simultâneo.

Posto isto, seguir ambos os encontros tornou-se obrigatório e alucinante tendo em conta as incidências de ambas as partidas que iam alternando o nome da segunda equipa qualificada. Obrigado a vencer para se apurar, o Japão deu por iniciada a tentativa de chegar ao golo perante uma já apurada Colômbia aos 5 minutos a partir de um ensaio de Yoshito Okubo.

Já no desafio entre gregos, orientados por Fernando Santos mas uma das maiores ‘bestas negras’ de Portugal, que não vence este adversário desde 1996, e marfinenses, foram os africanos quem começaram, como já se esperava, a tomar a iniciativa atacante do encontro, aproximando-se pela primeira vez com algum perigo da baliza contrária num remate fraco da autoria de Gervinho à passagem do minuto 14.

Dois minutos mais tarde, e voltando ao encontro entre Colômbia e Japão, o líder do grupo abria mesmo o marcador na conversão de uma grande penalidade cometida pelo defensor Yasuyuki Konno e que possibilitou a obtenção de mais um golo a uma das grandes sensações deste Mundial, Juan Cuadrado, que havia sido o melhor em campo na anterior partida dos ‘cafeteros’.

O golo colombiano abria boas perspectivas à Grécia, equipa que teve em Nuno Gomes o último português a conseguir desfeitear há seis anos as suas redes, que quase apontava o golo que poderia valer o apuramento pela meia hora de jogo num livre directo de José Holebas apenas parado pelo travessão, dando seguimento a uma exibição que valorizava o excelente trabalho motivacional que esta equipa tem realizado.

Cabeceamento que resultou num momentâneo empate do Japão acabou por ser insuficiente

Com o primeiro lugar perfeitamente na sua posse, os colombianos apenas voltaram à carga aos 57 minutos num disparo torto do portista Juan Quintero, sendo que cinco minutos depois a Grécia começou mesmo a tirar proveito da vantagem dos sul-americanos ao colocarem-se também na frente do resultado num golo criado por Georgios Samaras, que desmarcou Andreas… Samaris, carimbando uma prestação com algumas semelhanças com aquela que os gregos realizaram no particular contra Portugal.

Tanto nesse como neste encontro em particular, a Grécia passou paulatinamente a estar mais confortável no jogo, correspondendo aos anseios de Fernando Santos, que via a sua equipa voltar a ter o apuramento em risco com o golo alcançado pelo Japão no jogo que realizava em simultâneo.

O tento do Japão foi alcançado sobre o intervalo na conclusão de uma boa jogada levada a cabo por um cruzamento de Keisuke Honda para um excelente golpe de cabeça de Shinji Okazaki, um dos bons valores apresentados pelo conjunto nipónico na prova. Na segunda parte os pressionados gregos receberam uma notícia ainda melhor – novo golo da Colômbia, criado por aquele que seria o melhor homem em campo, James Rodríguez, numa jogada ‘à FC Porto’ na qual serviu de bandeja o ainda portista Jackson Martinez.

Desta forma, o Japão estava claramente afastado de prova, pelo que continuava a tentar visar a baliza colombiana, mas curiosamente era a Grécia quem se aproximava do golo da tranquilidade que poderia ter chegado aos 67 minutos num remate de Georgios Karagounis que também esbarrou na trave.

Colômbia acabou por golear, Grécia carimbou o apuramento nos instantes finais

Como no futebol muitas vezes quem não marca sofre, num ápice se alterou a equipa qualificada, voltando essa posição a pertencer à Costa do Marfim face ao tento conseguido por Wilfried Bony aos 74 minutos após ter sido assistido por Gervais Kouassi, mundialmente conhecido enquanto Gervinho.

Se a situação japonesa estava complicada, com o golo marfinense complicava-se ainda mais, o que obrigava ao ‘tudo por tudo’ que se constatava no remate de meia distância de Konno pouco antes de no outro jogo ter sido a Grécia a chegar perto da passagem com novo remate travado pelo travessão, desta feita uma tentativa de Vassilis Torosidis.

Numa fase em que a luta se estendia a três equipas, a Colômbia tratou de afastar em definitivo uma delas ao lograr o 3-1 no bis de Jackson uma vez mais assistido por James, terminando a menos de dez minutos do final do encontro quaisquer dúvidas que pudessem existir quanto ao vencedor da partida.

James protagonizava um final de tarde colombiano memorável, e já perto do minuto 90 acabou por ser compensado com o golo que tanto merecia, e logo num momento de antologia no qual verdadeiramente ‘sentou’ um defensor asiático antes de picar o esférico sobre o guarda-redes contrário. Tudo terminado? Ainda não, pois faltava definir-se quem passava à próxima fase entre Costa do Marfim e Grécia.

No final de contas, a festa foi grega depois de um final emocionante que ficou marcado por uma grande penalidade cometida sobre Samaras que acabou por ser transformada pelo próprio já em tempo de descontos, apurando assim no papel de herói com um golo e uma assistência os helénicos para os oitavos-de-final, fase na qual encontrarão a surpreendente Costa Rica. Já a Colômbia defrontará o vizinho Uruguai.



 

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