Paulo Bento: «Aconteça o que acontecer, não me demito»
Bento quer continuar no cargo até ao fim do contrato

Em conferência de imprensa, ontem à tarde, Paulo Bento surgiu peremptório e seguro das suas convicções, afirmando que a responsabilidade da campanha no Mundial do Brasil, assim como a sua preparação, é totalmente imputável ao seu trabalho. Numa altura em que as críticas sobem de tom, Bento resolveu colocar um travão na especulação sobre o seu futuro enquanto seleccionador: «Aconteça o que acontecer, não me demito», esclareceu.

Esta foi uma resposta direccionada à incerteza semeada por alguns orgãos de comunicação, que aventaram a forte possibilidade de existir uma ruptura entre o corpo técnico e o corpo médico da selecção das quinas, ruptura essa coincidente com uma possível vontade de Bento em abandonar o cargo caso Portugal não atinja os oitavos-de-final da competição. 

«Volto a dizer: o único responsável pelo que está a passar, principalmente ao nível de resultados, sou eu. Vou analisar quando for o momento. O meu sentimento hoje é o mesmo que tinha antes do jogo com a Suécia (play-off) quando transmiti o orgulho que tenho de estar na Selecção e a gratidão que tenho para com estes jogadores», declarou Bento.

Fim da abstinência comunicacional da FPF

Depois de um período de abstinência comunicacional, a Federação Portuguesa de Futebol resolveu abrir as portas do diálogo com os jornalistas, reagindo às críticas sobre a preparação que antecedeu a prova, as lesões intermináveis e os embaraçosos resultados até agora verificados.

Humberto Coelho foi o primeiro a negar a saída de Bento, anteontem em conferência de imprensa, sendo agora a vez do próprio seleccionador rejeitar o abandono - pelo meio, Henrique Jones, médico da selecção, debruçou-se sobre a proliferação de lesões no contingente luso, afirmando apenas terem existido «três lesões reais: Patrício, Hugo Almeida e Fábio Coentrão».

O respeitado médico reconheceu, no entanto, que o índice de suspeição lesional foi maior que em tempos passados: «Tínhamos índices de suspeição lesional superiores face a outras fases finais», afirmou Jones na sua intervenção, logo após o discurso do vice-presidente da FPF, Humberto Coelho.

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