A 'Saeta' já não voará mais: falece a lenda Alfredo Di Stéfano
Alfredo Di Stéfano com as cinco Taças de Europa que ganhou. Foto: minuto7.com

A 'Saeta' já não voará mais: falece a lenda Alfredo Di Stéfano

Um dos melhores jogadores da história, pilar fundamental no desenvolvimento do Real Madrid como grande do futebol mundial faleceu hoje, aos 88 anos, devido a doença cardíaca.

Robayna
Miguel G. Robayna

«Obrigado, velho, por tuas lições de artista». Assim, com esta frase da canção de Malevaje, se pode despedir a um desses jogadores eternos. Alfredo Di Stéfano abandonou este mundo aos 88 anos para converter-se numa lenda maior, deixando um grande vazio nos corações dos 'madridistas' e do próprio futebol global.

Durante os últimos anos sofrera vários episódios cardíacos e fora também operado do coração, mas o problema cardíaco sofrido no sábado foi mal definitivo. Desde o passado fim de semana estava internado num hospital da capital espanhola até na tarde desta segunda-feira se confirmou a trágica notícia do seu falecimento.

Estatisticas de Di Stéfano como jogador. Imagem: AFA.

Di Stéfano fez grande parte da sua carreira como jogador no Real Madrid, clube onde tem sido presidente honorário e onde ganhou, entre outras distinções, oito ligas e cinco Taças dos Campeões Europeus. Também venceu nos campeonatos nacionais argentinos e colombianos com River Plate e com Millonarios, e é, nos dias de hoje, o único jogador que recebeu a Super Bola de Ouro do France Football.

Jogador com grande acerto na baliza rival, é destacado por muitos por ser um dos primeiros futebolistas totais. Só há que ver um dos seus jogos para perceber a sua influência em todas as zonas do terreno de jogo. Porém, ele sempre rejeitou ser nomeado como melhor de sempre, aludindo ao facto do futebol se tratar de um jogo de equipa.

Gento, Zárraga e Di Stéfano com a Taça Intercontinental. Foto: As.com

Partilhou balneário com outros grandes futebolistas como Gento, Puskas, Rial ou Kopa e depois do sucesso que teve como jogador, provou a sorte como treinador, ampliando um pouco mais a lista de títulos na sua vitrina.  

Não podia deixar de louvar o River, clube do qual era adepto na sua infância, 'A Máquina' e sempre que a oportunidade se apresentou, exaltou o nível doutros jogadores. Como com seu amigo Eusébio ou um Zidane que o «levantou da cadeira» mais de uma vez quando o gaulês jogava pelo Real Madrid.

Partiu assim um jogador clássico, que para sempre será lenda chave dessa paixão chamada futebol, e que ele fez sentir aos adeptos. Porque dizem que a diferença entre as lendas e os mitos, é que as lendas vivem para sempre.

Até sempre, Dom Alfredo. Descanse em paz, 'viejo'. 

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