O rei está morto: longa vida ao imperador Júlio César
Artur cometeu trágico erro diante do Sporting e Slimani fê-lo pagar por isso

O rei está morto: longa vida ao imperador Júlio César

Manteve a baliza inviolada durante 300 minutos mas a sua inconstância e insegurança fê-lo reincidir no erro: Artur Moraes ofereceu um cómico golo ao Sporting, no Domingo, na Luz, e deu vida aos «leões» mesmo quando estes necessitavam de uma injecção de confiança. Júlio César deverá relegar o compatriota para o banco de suplentes, de onde dificilmente sairá.

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Artur Moraes voltou, naturalmente, a merecer a confiança (ténue, diga-se) de Jorge Jesus para defender as redes encarnadas contra o Sporting, no passado Domingo, mas nem os 300 minutos de inviolabilidade conseguidos esta época foram capazes de tranquilizar o guardião brasileiro, que demonstrou toda a sua insegurança técnica e instabilidade emocional no grande jogo da jornada 3.

O início da partida não enganou e Artur foi lesto a transparecer todo o seu nervosismo e latente incompetência, ao falhar a abordagem à bola num lance em que Slimani fica a milímetros do golo. Os erros do guardião sucederam-se, e, depois de já ter avisado da sua fraca reposição de bola com os pés, Artur transformou um inofensivo e banal lance (Eliseu atrasa a bola para si) num caricato, cómico golo, humilhante para qualquer guarda-redes.

Slimani, atento ao ressalto de bola provocado pela inépcia de Artur e pela pressão de Carrillo, fez o guardião da Luz pagar, encostando com calma a bola para as redes do ajoelhado e trapalhão Artur. A Luz congelava de incredulidade. O Sporting, que durante 20 minutos pouco conseguira fazer para contrariar o controlo do Benfica, ganhou, com a dádiva de Artur, ascendente no jogo - desmotivou-se o Benfica, perturbado colectivamente pelo erro clamoroso.

Durante o resto da partida, Artur voltou a enervar, quer a sua equipa quer os adeptos, com más abordagens e falhas de concentração claras, principalmente nas bolas aéreas. Ainda assim, mostrou-se capaz de suster um remate perigoso que poderia ter dado o segundo golo aos «leões», ao cair do pano - mas o mal estava feito e tudo o que o outrora Rei Artur podia fazer era minimizar os seus próprios estragos.

Esta não é a primeira vez que Artur compromete seriamente as aspirações do Benfica num jogo clássico de enorme importância: relembramos que, diante do FC Porto, também na Luz, o guardião de 32 anos lidou mal com um atraso de bola, sendo desarmado por Jackson, que empurrou a bola para a baliza...novamente deserta. Na altura referida (jogava-se a 14ª jornada da temporada 12/13) o FC Porto fez assim o 1-2, obrigando os encarnados a empatar 2-2.

Mas não precisaremos de recuar tão atrás para avaliar a ténue segurança e estabilidade do guardião encarnado: na Supertaça, diante do Rio Ave, Artur demonstrou todo o seu nervosismo, quase reincidindo num erro no que toca ao seu jogo de pés e voltando a mostrar fragilidades gritantes no domínio do jogo aéreo - falhou o ataque à bola e esteve perto de ver Jardel a introduzir a ressaca dentro da própria baliza.

O brasileiro avisou repetidamente sobre a sua incapacidade actual (mas aparentemente latente...), mas a exuberância na defesa das penalidades (4) cegou a objectividade da análise - Artur foi um erro de «casting» nesta pré-época e o atraso (quase indefinido) do Benfica na resolução do «dossier» da baliza apenas acicatou a intranquilidade do outrora...Rei Artur. O imperador, Júlio César, irá agora tomar conta da baliza das «águias»: nunca Jesus teve um decisão tão facilitada...

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